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27
out

O Guia PMBOK® traz, na sua quarta edição, um conjunto de técnicas e ferramentas para a “criatividade em grupo” (5.1.2.4). Algumas dessas técnicas são bem conhecidas, outras nem tanto. Assim, vamos apresentar aqui no blog da Euax uma série de artigos sobre as técnicas mencionadas nessa seção do guia PMBOK, explicando cada uma delas e dando dicas práticas para a sua utilização.

Começamos a nossa série tratando de uma técnica já bem conhecida – o brainstorming. Também conhecido por “chuva de idéias” (ou “toró de parpite” dependendo da região do país), o brainstorming é uma técnica usada para geração de um grande número de idéias em um curto espaço de tempo.

O brainstorming foi originalmente proposto pelo norte-americano Alex Faickney Osborn, que em 1939 criou a técnica (mas só a publicou em 1953) ao perceber que seus funcionários eram muito ruins em criar campanhas de propaganda criativas para seus clientes. Assim, ele começou a usar sessões em grupo para coletar listas de idéias sugeridas espontaneamente pelos participantes. O brainstorming deve seguir, segundo Osborn, alguns princípios fundamentais:

  • -  Foco na quantidade: quanto mais idéias, melhor. O brainstorming aceita que é possível encontrar qualidade dentro da quantidade.

  • -  Evitar a crítica: idéias não devem ser criticadas durante a sessão de brainstorming. Como o objetivo é focar na quantidade e estimular todos os integrantes a participar, nenhum julgamento é feito sobre as idéias propostas.

  • -  Apreciar idéias fora do comum: como o objetivo é coletar o maior número de idéias e identificar novas abordagens na solução do problemas, idéias que fogem dos conceitos conhecidos ou esperados são bemvindas.

  • -  Combinar e melhorar idéias: esse é um ponto importante do brainstorming, por entender que é possível criar idéias inteiramente novas por associação, isto é, combinações de idéias já propostas.

Além desses princípios norteadores, alguns pontos devem ser observados para que a sua sessão de brainstorming seja mais produtiva:

  • -  Tenha um objetivo, e certifique-se de que todos os participantes conheçam o objetivo. Assim, evita-se a tendência de perder o foco conforme as idéias forem surgindo.

  • -  Controle o tempo. Idealmente, coloque um relógio visível em algum lugar da sala para que todos os participantes saibam como está o andamento da sessão.

  • -  Tenha um líder. A sessão de brainstorming deve ter um responsável, que vai garantir que a sessão transcorre sem problemas, fica no tópico, não estoura o tempo, garante que as idéias propostas não estão sendo criticadas, estimula os membros da sessão que por algum motivo não estão contribuindo, etc.

Depois de estabelecidos os princípios e organizada a sessão, é só começar…. Em uma sessão de brainstorming, os participantes sugerem idéias a respeito do tema de sessão, e essas idéias são registradas para análise posterior. Tipicamente, as idéias são escritas em um quadro na parede, ou então anotadas em post-its que são colados na parede. Mais modernamente, existem ferramentas de software, principalmente as voltadas para o mind-mapping (que será tópico de um post futuro), que tem um “modo brainstorming”, com uma interface voltada para o registro rápido de idéias e algum mecanismo que facilite a sua organização depois.

O modelo clássico de brainstorming, porém, costuma favorecer as idéias dos participantes mais extrovertidos e que tem facilidade de falar em grupo. Existem variações sobre o brainstorming clássico que estimulam a participação do pessoal mais quieto:

  • -  “Passe o anel”: nessa variante escolhe-se um objeto qualquer cuja posse dá o direito de falar para o grupo. Assim, todos sentam em círculo, e só quem está segurando o “anel” pode dar a sua idéia – os demais apenas ouvem. Quando essa pessoa fizer a sua contrbuição, ele passa o anel para o próximo no círculo, e assim por diante. É permitido “pular a vez”, para não intimidar ninguém. Assim, todos tem igual chance de expor suas idéias sem precisar se fazer ser ouvido em grupos mais “animados”.

  • -  Duas etapas: nesse caso, reserva-se alguns minutos no início da sessão para que os participantes escrevem algumas idéias no papel, reservadamente. Depois desses minutos iniciais, as idéias são abertas a todos os participantes, e então continua-se a sessão usando o modelo tradicional ou mesmo o “passe o anel”. Dessa forma, até mesmo o particpante mais tímido consegue contribuir, pois terá um tempo para escrever suas idéias de forma anônima no papel.

Você costuma usar sessões de brainstorming nos seus projetos? Você usa alguma técnica específica para organizar as suas sessões? Compartilhe conosco!