Critérios para seleção de ideias no processo de inovação

No processo de inovação existem vários desafios que as organizações precisam superar. Além de gerar ideias adequadas e consistentes, alinhadas aos objetivos estratégicos, é necessário possuir um conjunto de critérios muito bem definidos para as ideais não serem analisadas por sentimentos, sensibilidade ou percepção das pessoas.

Os critérios podem ser implícitos, explícitos ou alguma combinação de ambos. O uso de critérios implícitos ocorre quando as ideias são avaliadas em suas potencialidades de inovação sem formalmente explicitar os critérios usados, neste caso é usualmente previsível em organizações com processo de inovação imaturo. Já os critérios explícitos são formalizados e todos estão de acordo com os padrões que serão utilizados para avaliar as ideias.

Como avaliar os critérios para o processo de inovação?

Os critérios também podem ser avaliados em gerais ou específicos. Gerais são os critérios aplicados na maioria das tomadas de decisão e tipicamente envolvem recursos como tempo, pessoas, materiais e dinheiro. Já os critérios específicos estão relacionados diretamente à natureza das alternativas disponíveis para determinados casos.

Para muitos autores, entre eles Robert Cooper, uma das variáveis estratégicas importantes utilizadas como critério para o modelo de seleção e priorização de ideias inovadoras, principalmente nas organizações em que o foco é um novo produto ou serviço, é a atratividade do mercado. Segundo o autor, este critério poderá ser dividido em duas dimensões:

  1. Potencial do mercado: verifica-se se o ambiente mercadológico é positivo, onde existe uma grande quantidade de clientes requisitando o produto;
  2. Competitividade: caracteriza-se pela intensa competição, em que os competidores se destacam pela alta qualidade dos produtos, margens de lucro restritas, canais de venda definidos. Aqui, o sucesso de um lançamento correrá maior risco.

Já para Patterson (1999), o conjunto de critérios deve ser estabelecido baseando-se no tipo de negócio que a organização atua, sempre levando em consideração as experiências passadas para fazer o melhor julgamento.  Os detalhes específicos podem ser um pouco diferentes para cada negócio, ou se a ideia está relacionada à inovação de serviços, conforme Baier, Graefe e Roemer (2008), poder-se-á incluir elementos em comum. Abaixo se apresenta uma lista de características que devem ser analisadas na construção dos critérios do processo de seleção das ideias:

  • A ideia deve criar um alto retorno em faturamento e lucratividade. Um padrão explícito de desempenho deve ser encontrado;
  • A ideia precisa estar alinhada com os direcionamentos estratégicos;
  • A ideia deve possuir capacidade para impulsionar a estratégia organizacional;
  • A ideia reflete o entendimento dos clientes e suas necessidades;
  • A ideia reflete o entendimento dos competidores e seus produtos;
  • A ideia criará substancial vantagem competitiva;
  • Os riscos da proposta estão bem estimados e existe um plano de contingência;
  • A ideia reflete um entendimento das restrições aplicadas por agências regulatórias, leis e outros;
  • Os problemas de marketing e distribuição são levados em conta. Uma abordagem viável está incluída na proposta;
  • A ideia irá gerar exclusividade de conceito e a organização poderá obter retornos;
  • Probabilidade de viabilidade técnica;
  • Probabilidade de sucesso comercial;
  • A ideia é apoiada pela gerência superior;
  • A ideia tem o apoio de pessoas chaves da organização.

Frequentemente algumas ideias são selecionadas sem que exista consciência de quais são os critérios e como estes devem ser utilizados na seleção. Para aumentar a probabilidade da escolha de soluções de alta qualidade, todos os envolvidos no processo de decisão devem estar cientes dos critérios e como utilizá-los (VANGUNDY, 2007).

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