Planejamento Estratégico de TI: aprenda a criar e executar na sua empresa

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Por acaso você já sentiu que a sua TI virou um corpo de bombeiros? Em muitas empresas é assim: a TI precisa se desdobrar para atender aos chamados, apagar os “incêndios”, e raramente sobra tempo para inovar, promover novas tecnologias ser proativa.

Esse cenário é o reflexo da falta de um Planejamento Estratégico de TI (PETI). O PETI ajuda a estruturar, sistematizar e organizar a TI. Quer saber mais sobre esse tema? Nesse texto, ensinamos tudo o que você precisa saber sobre a elaboração de um Planejamento Estratégico de TI. Siga a leitura e confira!

Neste post vamos abordar:

Continue lendo e vamos aprender juntos!

O que é Planejamento Estratégico de TI (PETI)?

Planejamento Estratégico de TI é o processo de elaborar uma estratégia para uso da tecnologia da informação em uma organização. É por meio do planejamento que a estratégia de TI é estruturada, organizada e sistematizada.

Contar com um Planejamento Estratégico de TI garante que a tecnologia da informação está sendo usada a favor do negócio, e não apenas da TI em si. Além disso, ajuda a criar valor para os clientes internos e externos

Para entender melhor a necessidade do PETI, precisamos voltar um pouco no tempo e entender como a TI se tornou o que é hoje. Veja:

A TI acompanha a evolução do mercado?

Até a década de 90, a TI era a promotora da tecnologia. Nessa época, os computadores se popularizavam, a internet se tornava uma realidade, e os primeiros ERPs surgiam. Era a TI quem desbravava esse mundo tecnológico e implementava sistemas inovadores.

O problema é que, com o tempo e com tantos sistemas, a TI perdeu seu poder inovador e começou a ser operacional, reativa. Ou seja, a TI se tornou uma resolvedora de problemas tecnológicos. É como se ela tivesse sido engolida pelo universo que ajudou a criar, perdendo a capacidade de inovar.

O negócio, por sua vez, continua a crescer sem a participação estratégica da TI. Nesse cenário, o setor se vê em meio ao caos sem saber quem atender primeiro: o CFO reclama que a TI está muito cara, os usuários reclamam que a TI não os atende, o CEO quer um crescimento mais rápido, as áreas de negócio querem mais produtividade, e assim por diante.

Complicado, não é? É aí que entra o Planejamento Estratégico de TI (PETI). Ele ajuda a organizar e sistematizar a TI de modo que ela possa atuar de forma estratégica a favor do crescimento do negócio, e não apenas como um “corpo de bombeiros”, apagando os incêndios tecnológicos que ocorrem na organização.

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Empresas que buscam alta performance precisam se manter atualizadas tecnologicamente, afinal, quando a tecnologia é utilizada da forma certa para aprimorar a execução dos processos, há alta geração de valor para todos os stakeholders. Isso inclui gestores, conselho administrativo, colaboradores e, é claro, o cliente final.

O objetivo é entregar uma TI que garanta aos funcionários sistemas que funcionam e permitem maior produtividade, produtos e serviços melhores para os clientes com a ajuda da tecnologia, acionistas contentes com os custos da estrutura etc.

Mas lembre-se: para que isso seja possível, é preciso que a TI deixe de ser reativa, focada apenas em resolver incidentes, e passe a ser estratégica.

Como o PETI se relaciona com o Planejamento Estratégico da organização?

O Planejamento Estratégico de TI é um desdobramento do planejamento estratégico corporativo. Portanto, deve estar alinhado com os valores e objetivos estratégicos da organização.

Para entender melhor essa necessidade, imagine o seguinte: o negócio planeja fazer uma expansão geográfica, abrindo novas filiais. A TI precisa estar alinhada com essa estratégia, para que a estrutura tecnológica seja capaz de acompanhá-la. Logo, para fazer um planejamento estratégico de TI, é necessário definir antes a estratégia da empresa.

Isso significa elaborar uma visão de futuro e as principais metas a serem perseguidas pela organização durante um período específico.

Mesmo que a sua empresa ainda não tenha uma estratégia robusta, ainda assim o PETI precisa estar alinhado aos objetivos gerais da organização.

Vale lembrar que, uma vez que se transpõe os objetivos de negócio para o planejamento de TI, é necessário criar uma arquitetura de TI que atenda a esses objetivos. Isso inclui processos, pessoas, sistemas etc.

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Divulgando a estratégia de TI

Quando o Planejamento Estratégico de TI não está definido e alinhado com a estratégia organizacional, cada stakeholder tem uma ideia diferente de para onde a TI deveria ir. O presidente acha que a TI deveria seguir um caminho, o RH acha outro, o comercial prefere outro, setores operacionais preferem outro, e assim por diante.

Definir uma estratégia envolve discussão para chegar à síntese: fica estabelecido o caminho que a TI vai seguir conforme a estratégia organizacional. A partir disso, todos alinham suas expectativas e a forma de trabalhar.

Logo, a estratégia também precisa ser divulgada/comunicada. Não se trata de algo que vai ficar escondido, ou que vai ficar apenas na TI. Na verdade, ela deve ser de conhecimento de todas as outras partes envolvidas.

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Mas afinal, como fazer todo esse planejamento funcionar corretamente? Bem, é necessário Governança de TI.

Governança de TI

Governança de TI é um desdobramento da Governança Corporativa. Ela atua como um mecanismo de controle, estabelecendo políticas e regras que direcionam os processos de tecnologia da informação.

Monitorar se essas normas são seguidas garante que a TI está fazendo aquilo que é necessário para alcançar os objetivos estratégicos da organização, diminuindo os riscos ao negócio.

Essa governança vai ajudar a garantir o alinhamento estratégico para aumento de resultados. Em outras palavras, ela vai garantir a segurança.

Princípios do planejamento estratégico

Ao pensar no seu Plano Estratégico de TI, os seguintes pilares precisam ser levados em conta:

  • O sucesso da empresa não pode acontecer pela sorte, é necessário estratégia.
  • A alta gestão precisa ser comprometida com a segurança, e a TI deve entregar segurança, transparência e gestão das informações para o negócio, do ponto de vista financeiro, legislativo etc.;
  • A estratégia impacta na estrutura e nos processos. É preciso agilidade para executar a estratégia, ou seja, capacidade de adaptar/alterar o plano conforme novos cenários surgem, sem perder o norte;
  • Gestão de performance dá retorno, sempre!

Dito isso, vamos frisar alguns pontos importantes para um Plano Estratégico robusto:

TI como centro de serviços e custo distribuído

TIs de alta performance funcionam como um centro de serviços. Nesse modelo, a TI é um prestador de serviços interno dentro da empresa, conforme a demanda das diversas áreas.

Por consequência, as áreas do negócio passam a investir parte do seu orçamento para “comprar” os serviços da TI. Assim, áreas que utilizam mais a TI precisam pagar mais. A TI, por sua vez, passa a ter elasticidade para as demandas, atendendo conforme aquilo que foi contratado por cada área do negócio.

Isso é necessário porque, quando o orçamento é fixo, a capacidade da TI também é. O setor acaba tendo que escolher quais demandas vai atender ou não, algumas áreas de negócio são favorecidas em relação às outras, e serviços desnecessários são cobrados. Quando o custo é distribuído, esses problemas acabam.

Projetos com ROI

Os projetos de TI precisam ter seu ROI medido. Vale lembrar que eles não apenas precisam gerar valor financeiro, mas também aos clientes, acionistas, colaboradores e todos os stakeholders envolvidos.

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Entender antes de propor

Antes de propor e iniciar qualquer projeto, é preciso entender o problema. Às vezes, projetos são iniciados às pressas e acabam não surtindo o resultado esperado, porque o problema real não foi tratado.

Lembre-se: entender o problema não é uma etapa do projeto, mas sim algo que deve ocorrer antes de começar o projeto. Muitos projetos de TI atrasam porque o entendimento do problema é feito no início do projeto, atrasando as demais etapas.

Entender tem custo

Dito isso, podemos considerar “entender” como um projeto único, que tem seu próprio cronograma, escopo e, é claro, seu custo. O objetivo final desse projeto é entender o real problema que está sendo enfrentado e descobrir qual a solução ideal.

Otimize antes de automatizar

Quando você automatiza sem antes revisar os processos e corrigir falhas, você está automatizando o caos. Afinal, o sistema congela os processos do jeito que estão, e depois fica difícil de mudar. Ou seja, o sistema vai automatizar a geração de falhas e processos ineficientes.

É papel da TI entender de TI

A TI precisa estar por dentro das últimas tendências na área de tecnologia de informação, deve ser capaz de promover a inovação e ajudar a empresa a crescer com a ajuda dos sistemas adequados. Nesse sentido, o setor deve voltar a ser o que era anos 90, época em que levava as empresas para a inovação tecnológica.

Trabalho e compromissos sob controle

O trabalho que for prometido para as áreas de negócio precisa ser realizado no prazo e dentro do escopo definido.

Dito tudo isso, é ideal que você documente o que foi planejado em:

  • Um plano estratégico;
  • Um caderno de indicadores;
  • Um portfólio de iniciativas.

Criada a estratégia, você pode organizar tudo em um book que contenha os detalhes sobre a ela, incluindo objetivos, responsáveis, indicadores etc.

E então, conseguiu entender como criar e executar um Planejamento Estratégico de TI? Se você quer uma TI de alta performance na sua empresa, esse já um primeiro passo. Confira o conteúdo completo para ter uma TI de alta performance no nosso e-book:

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