Priorizando requisitos: Theme Scoring

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Uma grande dificuldade que encontramos no desenvolvimento de qualquer produto – e me refiro a produto aqui num sentido bem amplo, como qualquer capacidade que entregamos –  é saber o que é mais importante para o nosso usuário final.

Determinar de forma objetiva o que traz mais valor para o nosso produto do ponto de vista desse grupo de stakeholders é fundamental para garantirmos o sequenciamento adequado das atividades do(s) projeto(s) de desenvolvimento desse produto, sem recorrer a suposições individuais dos participantes nesse processo e a inevitável queda de braço para definir qual funcionalidade “entra primeiro na fila”.

Para esse fim, existem várias técnicas que envolvem, de diferentes maneiras, o usuário final, para guiar ou nos dar dicas de quais funcionalidades devemos priorizar. Algumas dessas técnicas incluem:

Podemos também pensar em variações dessas técnicas aplicáveis a cada ambiente, sendo papel do analista de negócios (ou equivalente de acordo com cada ambiente organizacional) definir quais técnicas aplicar, de que forma e em que momento.

Essa série de posts tratará de cada uma dessas técnicas brevemente, apresentando a forma de utilização e abrindo a discussão sobre sua aplicação nos mais diferentes contextos. No post atual, discutiremos a técnica chamada Theme Scoring.

O que é Theme Scoring?

O Theme Scoring é uma técnica para ajudar a priorizar entre grupos de requisitos (temas), mas que pode igualmente ser aplicada para priorizar projetos ou até mesmo produtos. A técnica parte da escolha de critérios de análise contra os quais nossos temas serão analisados.

Escolha dos temas

Esses critérios devem partir de uma avaliação de cada ambiente, identificando que fatores nos levariam a escolher, ou a não escolher, um determinado tema. Exemplos típicos seriam coisas como “alinhamento estratégico”, “capacidade de trazer novos usuários”, “capacidade de reter usuários”, “amplia o uso do produto”, etc.

Uma vez definidos os temas e os critérios de análise, damos um peso para cada um dos critérios de análise. Esses pesos indicam a importância relativa de cada um dos nossos critérios.

Leia também  O que é um projeto? Entenda sua definição e utilidade

O peso pode ser qualquer valor positivo, desde que reflita de fato a importância relativa dos critérios – por exemplo, se escolho “1” para o peso do critério A e “2” para o peso do critério B, estou indicando que o critério B é duas vezes mais importante para mim do que o critério A.

Planilha de avaliação

Definidos os temas, critérios de análise e pesos, agora precisamos montar nossa planilha de avaliação. Nessa planilha, usamos uma linha para cada critério de análise e nas colunas colocamos os temas sendo analisados, conforme o exemplo abaixo.

Theme_Scoring

Uma vez concluída a preparação, apresentamos nossos temas a um grupo de usuários finais ou especialistas de negócio, e pedimos a eles que deem notas de um a cinco para cada tema em cada critério, com um sendo a pior nota e cinco a melhor.

Assim, por exemplo, se um determinado tema está fortemente alinhado ao planejamento estratégico da empresa, daríamos a ele uma nota 5 no critério “alinhamento estratégico”.

Tabulando Resultados

Existem diferentes maneiras de tabular os resultados. Para pequenos grupos de respostas, podemos discutir cada tema em grupo e chegar a uma nota consensual para cada critério. Alternativamente, pode-se coletar respostas individuais de cada usuário ou especialista e no final calcular a média de cada pontuação.

Qualquer que seja o método escolhido, no final do processo teremos um valor de prioridade para cada tema pesquisado, dando uma indicação da sequência de implementação a ser seguida.

Essa técnica é uma maneira de tratar nossa priorização de requisitos de maneira mais objetiva, e ao mesmo tempo envolver grupos externos nessas decisões, podendo ser aplicada igualmente com usuários finais e com especialistas de negócio.

Devemos lançar mão desses métodos para ajudar nas nossas escolhas e para estabelecermos um diálogo com esses grupos de stakeholders, validando assim nossas suposições sobre o que realmente agrega valor ao nosso produto.

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Leia os demais artigos:

  1. Theme Scoring
  2. Theme Screening
  3. Modelo de Kano

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