Mapas mentais

Continuando a série de artigos sobre técnicas de criativdade em grupo citadas pelo guia PMBOK 4a Edição (item 5.2.1.4), hoje vamos discutir os mapas mentais. Mapas mentais são diagramas usados para representar idéias, palavras ou tarefas. Podem ser usados para organizar a classificar grandes quantidades de informação em torno de um tópico específico.

Um mapa mental é criado a partir de um tópico central. Esse tópico deve ser escrito no centro do diagrama. A partir desse tópico central, vamos derivando tópicos, conceitos ou idéias relacionadas e escrevendo-as em torno da idéia central, e ligados a ela através de um traço. Assim, começamos a criar uma estrutura em árvore que mostra os conceitos sugeridos mas também o relacionamento entre eles.

O psicólogo britânico Tony Buzan é o auto-proclamado criador do mapa mental moderno, embora técnicas semelhantes para organizar o conhecimento existam desde o século III. O mapa mental é um “parente” próximo do mapa conceitual, embora o primeiro seja muitas vezes considerado mais simples por utilizar sempre uma estrutura de árvore a partir de um nó central enquanto que o mapa conceitual não possui nenhuma estrutura ou organização definida.

Esse tipo de diagrama é preconizado como uma ótima forma para se tomar notas. Seu formato ajuda a facilmente distinguir entre palavras e idéias de forma visual. Tony Buzan afirma que o mapa mental auxilia na compreensão do tópico sendo analisado pois estimula o uso equilibrado dos hemisférios do cérebro na sua elaboração, melhorando a compreensão e retenção da informação do mapa. Essa idéia, porém, não é amplamente aceita na comunidade científica.

Mapas mentais são também uma excelente forma de organizar o resultado de uma sessão de brainstorming. A capacidade que esse diagrama possui de inter-relacionar conceitos e idéias faz com que possamos visualizar muito mais facilmente as estruturas existentes dentro das inúmeras idéias que surgem em uma sessão de brainstorming. Existem ferramentas de software para mind-mapping que possuem modos de “brainstorming”, facilitando ainda mais a geração desses diagramas.

Na prática, existem algumas dicas a se seguir na elaboração dos mapas mentais, segundo o próprio Tony Buzan:

 

  • Comece no centro com uma imagem do tópico, usando pelo menos 3 cores;
•Use imagens, símbolos e códigos no seu mapa;
•Selecione palavras-chave e as escreva usando letrar maiúsculas em letra de forma; •Cada palavra/imagem fica melhor sozinha e na sua própria linha;
  • Todas as linhas devem estar conectadas, a partir da imagem central. As linhas centrais são mais grossas, tornando-se orgânicas e mais finas conforme nos distanciamos do centro;
  • Desenhe linhas do mesmo tamanho da palavra que comportam;
  • Use várias cores no seu diagrama, para estimulação visual mas também para codificar e agrupar;
  • Desenvolva seu estilo próprio de mapa mental;
  • Use ênfase e mostre associações no seu mapa mental;
  • Mantenha o diagrama organizado usando uma hierarquia radial, ordenação numérica ou resumos para organizar os seus “galhos”.

 

Além dessas dicas práticas, existem inúmeros aplicativos que nos ajudam a desenhar mapas mentais. Talvez o mais popular seja o Freemind, aplicativo que pode ser baixado gratuitamente por ser software livre. No âmbito dos produtos comerciais, bons exempos incluem o Mind Manager (líder do setor) e o Concept Draw Mind Map. Ferrmentas de diagramação como o Visio também são perfeitamente capazes de gerar mapas mentais. Para os usuários de Mac, o OmniGraffle permite criar mapas mentais belíssimos e funcionais. Atualmente acompanhamos o surgimento de várias ferramentas web para a criação de mapas mentais. Podemos citar como exemplos o Mindmeister, o Bubbl.us e o Comapping.

 

 

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