Gestão de riscos corporativos: como fazer em 7 passos infalíveis

Gestão de riscos corporativos

Você sabe a quantidade de riscos aos quais a sua empresa está exposta todos os dias? Sabia que alguns deles podem até ser bons? É até possível arriscar uma resposta baseada nas suas percepções, mas a única forma de responder a essas perguntas de forma precisa é fazendo a gestão de riscos corporativos. E se a sua empresa ainda não tem um processo claro de gestão de riscos, esse post é para você! Nele, vamos ensinar como fazer gestão de riscos na sua organização e ainda daremos um passo a passo para não errar. Vamos começar?

O que é gestão de riscos corporativos?

Gestão de riscos corporativos é uma série de práticas que uma empresa adota para identificar os riscos aos quais a organização ou seus projetos estão expostos e criar planos de ação para agir sobre eles.

Correr riscos é inevitável. Quando você se levanta cedo, corre o risco de sentir sono ao longo dia. Quando toma café, corre o risco de ficar ansioso demais. Quando vai até o escritório, corre o risco de pegar trânsito. Mas também tem o risco de ser produtivo, se deparar com a estrada livre e ainda encontrar um colega de escritório que você não via há bastante tempo. Se há riscos no nosso cotidiano, então imagine os que existem em uma grande empresa com objetivos bem traçados!

É aí que entra a gestão de riscos: ela ajuda a garantir que a corporação estará preparada para os diversos eventos que podem acontecer.

Apesar da ideia negativa que o termo passa, um risco não é necessariamente algo ruim. Na verdade, trata-se apenas de um evento que pode ou não acontecer e que vai impactar negativamente ou positivamente nos objetivos da organização. Ou seja, podemos dizer que um risco está sempre associado a uma incerteza.

O processo de gestão de riscos serve justamente para identificar esses eventos que podem acontecer e elaborar estratégias para evitá-los ou contorná-los (caso o risco seja negativo) ou aproveitá-los em favor da organização (caso o risco seja positivo).

De acordo com a ISO 31000 (norma internacional de gestão de riscos) para que a gestão seja eficaz, ela deve:

  • Criar e proteger valor;
  • Ser parte integrante de todos os processos organizacionais;
  • Fazer parte da tomada de decisões;
  • Abordar explicitamente a incerteza;
  • Ser sistemática, estruturada e oportuna;
  • Basear-se nas melhores informações disponíveis;
  • Ser sob medida;
  • Considerar fatores humanos da organização;
  • Ser transparente e inclusiva;
  • Ser dinâmica, interativa e capaz de reagir a mudanças;
  • Facilitar a melhoria contínua da organização.
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Quais os benefícios de fazer gestão de riscos corporativos?

Fazer gestão de riscos corporativos traz uma série de benefícios para a saúde da organização. Confira os principais:

Otimização dos investimentos

Conhecer melhor o terreno em que se está pisando é fundamental para otimizar os investimentos da empresa. Assim, ela estará pronta para investir nas oportunidades certas quando aparecerem, assim como alocar melhor os recursos conforme acontecerem mudanças no trajeto.

Respostas rápidas e eficientes aos eventos

Quando uma empresa não investe em gestão de riscos, ela pode ser pega de surpresa por eventos que prejudicarão o atingimento dos objetivos estratégicos. Em contrapartida, a gestão de riscos vai garantir que a empresa esteja pronta para esses eventos e possua respostas pré-planejadas, que serão aplicadas rapidamente e a ajudarão a sair vencedora.

Redução de prejuízos

Um evento negativo pode causar grandes prejuízos financeiros a uma empresa. Na verdade, alguns deles podem até levá-la à falência. Por mais que um evento negativo chegue a acontecer, os prejuízos decorrentes dele poderão ser reduzidos se a situação for gerenciada.

Sobrevivência no mercado

Dito isso, é possível concluir que a gestão de riscos corporativos é fundamental para a sobrevivência da empresa no mercado, ainda mais nos dias de hoje. Afinal, o mercado atual está em constante mudança, o futuro é de incertezas e a qualquer momento um baque pode acabar com o seu planejamento.

Aumento nos lucros

Por fim, um resultado da gestão de riscos é um aumento nos lucros, graças ao aproveitamento das oportunidades, à mitigação de riscos negativos e à gestão de crises. Em outras palavras, fazer gestão de riscos corporativos vai ajudar a melhorar os lucros da sua empresa.

Com todos esses benefícios, você já deve estar se perguntando como implantar a gestão de riscos corporativos na sua empresa, não é mesmo? Pois então siga a leitura, pois resumimos a implantação em 7 passos para você aplicar sem erro! Veja:

Como implantar gestão de riscos corporativos em 7 passos

1. Planejar a gestão de riscos

Essa primeira etapa consiste em definir a forma como os riscos serão gerenciados, incluindo metodologias, ferramentas, pessoas envolvidas etc. Você pode documentar tudo em um plano de gerenciamento de riscos, que deve ser atualizado conforme houver mudanças de cenário.

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Reuniões e opinião especializada são importantes ferramentas nessa etapa. Além disso, a empresa pode utilizar lições aprendidas no passado para inspirar ações e diretrizes.

2. Identificação e classificação dos riscos

O segundo passo é identificar os riscos aos quais a organização está exposta. Esses riscos precisam ser classificados para que possamos trabalhar sobre eles adequadamente. Em geral, classificamos os riscos em internos e externos.

Riscos internos envolvem:

  • Pessoas;
  • Processos;
  • Tecnologia;
  • Conformidades;
  • Etc.

Riscos externos envolvem:

  • Economia;
  • Meio ambiente;
  • Sociedade;
  • Legislação;
  • Etc.

Uma ferramenta comumente utilizada nessa etapa é a Matriz SWOT. Esse framework é usado para desvendar as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças ao seu negócio. Além dele, o diagrama de Ishikawa (espinha de peixe) também pode ajudar a descobrir a causa raiz dos problemas da empresa.

Matriz SWOT

Matriz swot 1

Análise de premissas, reuniões de brainstorming, revisões de documentação e opinião especializada também são algumas ferramentas que podem ser utilizadas na etapa de identificação de riscos.

3. Análise qualitativa dos riscos

Essa etapa consiste em priorizar os riscos identificados, levando em conta a probabilidade de realmente acontecerem e os impactos que cada um deles causará à organização. Também há outros fatores que podem ser analisados, como urgência e gerenciabilidade.

Além disso, também é preciso atribuir um responsável para cada risco. Essa pessoa terá o papel de planejar uma resposta eficaz e garantir que ela seja implementada.

Entre as principais ferramentas que podem ajudar nessa etapa, estão a matriz de probabilidade e impacto, gráfico de bolhas, entrevistas para coleta de dados, reuniões, opinião especializada, análise de dados e outras.

4. Análise quantitativa dos riscos

Essa análise avalia em números quais são os impactos que os riscos anteriormente priorizados poderiam causar nos objetivos da organização. Por exemplo, é possível aplicar técnicas para descobrir quanto tempo um projeto vai atrasar se determinado evento acontecer. Ou então, quanto dinheiro a mais a empresa terá que gastar se certo evento acontecer.

Essa análise requer dados de alta qualidade e pode ser feita com o auxílio de ferramentas como: simulação, análise de sensibilidade, análise da árvore de decisão, diagramas de influência etc.

Identificação de riscos em projetos

5. Planejamento de respostas

Agora é hora de desenvolver estratégias, alternativas a ações para lidar com os riscos individualmente ou de forma agrupada. As ações adequadas dependem da relevância do risco e do orçamento disponível. A ideia é minimizar as ameaças, maximizar as oportunidades e reduzir a exposição geral da empresa aos riscos.

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Podemos classificar o gerenciamento de riscos corporativos de acordo com o nível de gestão. Assim:

  • Gerenciamento de crises: esse nível é o clássico “apagar incêndios”, ou seja, agir sobre os riscos apenas depois que já se tornaram um problema.
  • Conserto de falhas: nesse nível, a empresa detecta e reage aos riscos rapidamente, mas apenas depois que os eventos já aconteceram.
  • Mitigação de riscos: nesse caso, a empresa planeja antecipadamente as ações, mas sem fazer nada para eliminar os riscos.
  • Prevenção: aqui, a empresa implementa e executa um plano de identificação e prevenção de riscos para evitar que eles cheguem a se tornar um problema.
  • Eliminação das causas: nesse nível, a empresa identifica e elimina os fatores que geram os riscos.
  • Aceitação: consiste em reconhecer e assumir os riscos, sem realizar nenhuma ação sobre eles. Pode parecer prejudicial, mas riscos podem ser aceitos quando representam uma oportunidade, são irrelevantes, são muito caros de resolver ou não é possível solucioná-los.

Lembre-se que nem todos os riscos são gerenciáveis, levando em conta que há limitações de tempo, dinheiro, recursos etc.

6. Implementação de respostas

Nessa etapa, será colocado em prática o plano de ação elaborado anteriormente. Essas respostas podem ser encaradas como projetos, então, as ferramentas que podem ajudar aqui são os softwares de gerenciamento de projetos, que ajudam a organizar o trabalho, obter indicadores e garantir o sucesso do projeto.

7. Monitoramento

Depois, acompanhe a exposição da empresa aos riscos, e esteja pronto para executar as respostas planejadas, quando necessário. O monitoramento também ajuda a identificar se as respostas estão sendo suficientes, se os riscos sofreram alterações e até se surgiram novos riscos. Ou seja, o trabalho de gestão de riscos é constante.

Essa etapa também inclui verificar o cumprimento dos processos de gerenciamento de riscos e a utilização das reservas de contingência. As principais ferramentas para a realização dessa etapa são as reuniões e auditorias.

E então, conseguiu entender como funciona um processo de gestão de riscos? Aproveite e conheça o jeito Euax de fazer Gestão de Riscos Corporativos.

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