Disaster Recovery: como montar uma estratégia de recuperação de desastres para a sua empresa

Desastres podem acontecer a qualquer momento. Quando você menos espera, eventos negativos impactam a sua empresa e causam danos difíceis de consertar. É para ajudar em momentos como esse que existe o disaster recovery, uma estratégia de recuperação para seguir com as operações após um desastre.

Nesse post, vamos ensinar tudo sobre disaster recovery, desde a importância, até dicas de como implementar. Siga a leitura para conferir!

O que é disaster recovery? 

Na TI, disaster recovery, ou Disaster Recovery Plan (DRP), consiste em estratégia, políticas e procedimentos acionados quando ocorre um desastre que impacta os sistemas e/ou a infraestrutura da TI de uma empresa. As ações dessa estratégia visam reparar os danos e garantir que a empresa seja capaz de continuar as operações.

Um desastre é uma situação na qual há perda de recursos e a recuperação deles exige um grande esforço. Um bom exemplo disso seria se o local onde ficam os servidores de uma empresa fosse destruído e outro lugar precisasse ser utilizado.

Como nunca se sabe quando algo assim pode acontecer, é preciso ter um plano de recuperação de desastres documentado, para que ele seja colocado em ação assim que a empresa precisar.

Estratégias comuns de disaster recovery 

Para que você consiga entender melhor, separamos algumas estratégias comuns de disaster recovery, que ajudam a evitar que uma empresa perca dados ou paralise processos e diminuem o impacto dos eventos negativos. Algumas dessas estratégias são:

  • Backup externo: armazenamento de dados em unidades removíveis ou não locais.
  • Cold Site: essa estratégia consiste na criação de uma infraestrutura básica em uma segunda instalação raramente usada, para continuar as operações caso houver danos à estrutura física original da organização.
  • Hot Site: um ambiente secundário que espelha todos os equipamentos de TI, mantém os dados originais da organização de forma replicada, e pode ser utilizado em caso de desastres.
  • Disaster Recovery as a Service: um fornecedor replica os dados da empresa e permite que a organização siga as operações em instalações oferecidas pelo provedor em caso de desastres físicos. Trata-se de um serviço pago.
  • Back Up as a Service: nesse modelo de serviço, um provedor terceirizado faz backup dos dados de uma organização.
  • Virtualização: a organização faz backup e replica operações, dados e ambientes de computação em máquinas virtuais que podem ser utilizadas em caso de desastres.

Um plano de recuperação de desastres é fundamental para que a empresa não precise paralisar as operações por causa de imprevistos. Isso traz uma série de benefícios para o negócio como um todo. Vamos conferir quais são?

Benefícios de ter um plano de recuperação de desastres 

Ajuda a estruturar uma gestão de riscos eficaz 

Parte do trabalho de gestão de riscos é justamente planejar o que será feito caso um evento de impacto negativo acontecer. É claro que é preciso tentar evitar que ele aconteça, mas caso isso não for possível, a organização terá documentado o que precisa ser feito para se recuperar da situação.

Garante maior segurança da informação 

Na era da tecnologia, muito se fala sobre segurança da informação. Ameaças tecnológicas são uma realidade, e cabe à TI certificar-se de que a empresa está preparada para enfrentá-las.

Nesse sentido, ter um plano de recuperação de desastres é essencial, pois ele vai garantir que a organização não perderá ou vazará dados e saberá como se recuperar de possíveis danos tecnológicos.

Evita a paralização das operações 

Eventos de impacto negativo podem afetar a TI a qualquer momento. Entretanto, há formas de impedir que esses impactos causem a paralização das operações do setor e da empresa como um todo.

Uma dessas formas é o plano de recuperação de desastres, que vai orientar a empresa após o acontecimento, de modo a garantir a superação dos danos.

Evita perdas financeiras 

A junção de todos os benefícios anteriores garante o principal: que mesmo após o desastre, os prejuízos financeiros da organização sejam minimizados ou até totalmente neutralizados.

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Dito isso, vamos entender melhor como funciona uma estratégia de disaster recovery nos tópicos a seguir:

Como criar plano de recuperação de desastres?

Montar uma equipe de pessoas qualificadas é um bom primeiro passo para quem quer investir em uma estratégia de disaster recovery. Muitas das funções cabem ao próprio departamento de TI, porém, alguns profissionais de outras áreas também serão envolvidos na estratégia.

Além de especialistas de TI, membros da gestão executiva participarão do processo para aprovar a estratégia, as políticas e o orçamento relacionado ao plano de recuperação de desastres.

Além disso, representantes de cada área do negócio devem contribuir na estratégia, para que necessidades específicas de outras áreas sejam levadas em conta.

O que um plano de recuperação de desastres precisa ter?

Política, objetivos e visão geral

O primeiro tópico no Plano de Recuperação de Desastres deve ser uma visão geral dos objetivos e da política de recuperação de desastres, com regras sobre quando os mecanismos devem ser ativados e quais os procedimentos adequados.

Responsáveis

Você também precisa estabelecer um comitê de recuperação de desastres, que será responsável por botar o plano em prática caso um evento de impacto acontecer.

Análise de riscos

Análise de riscos consiste em mapear os riscos existentes à organização e os impactos que cada um deles causaria, bem como criar planos de ação para superar cada um deles.

Business Impact Analysis (BIA)

Fazer um Business Impact Analysis (BIA) também é comum. O BIA avalia o impacto dos riscos identificados no negócio. Além disso, ele mostra os potenciais efeitos da interrupção de determinados processos caso houver um problema. Com isso, é possível identificar quais são os processos-chave, que não podem ser interrompidos de forma alguma.

Recovery Point Objective (RPO)

O Recovery Point Objective (RPO) define a quantidade de dados (mensurada por tempo) que uma empresa toleraria perder no caso de um desastre. Por consequência, ele determina de quanto em quanto tempo a empresa precisa fazer backup dos arquivos.

Por exemplo: uma empresa possui um RPO de 5 horas. Isso significa que é preciso fazer backup a cada 5 horas, para que os arquivos mais velhos do que isso não sejam perdidos. Logo, a tolerância de perda de dados nessa organização é de até 5 horas.

Recovery Time Objective (RTO)

O Recovery Time Objective diz por quanto tempo os sistemas podem ficar parados sem causar danos significativos para a organização. Por exemplo: em determinados casos, uma empresa pode ficar dias com os sistemas parados sem danos graves. Em outros, segundos de parada podem ser suficientes para danos substanciais. Tudo depende da empresa e do sistema.

Passo a passo das ações de resposta

O Plano de Recuperação de desastre deve listar as ações que serão feitas caso um desastre ocorrer e o passo a passo para a execução delas. Isso é muito importante para que as ações de resposta sejam executadas corretamente e não acabem gerando mais problemas.

Ferramental que deve ser utilizado na recuperação

A recuperação de desastres pode envolver a utilização de determinados softwares e outras ferramentas específicas. Por isso, o plano de recuperação de desastres deve esclarecer os detalhes sobre o ferramental que deve ser utilizado.

Ações para lidar com questões financeiras e jurídicas

A ocorrência de um desastre pode gerar consequências financeiras e jurídicas. É por isso que o plano de recuperação também deve levar em conta os passos essenciais para lidar com essas questões, como o pessoal que deve ser contatado para resolvê-las, por exemplo.

Diagrama de toda a rede e local de recuperação

O plano também deixa claro o local de recuperação de desastres da empresa, para que os backups, ambientes e dados sejam facilmente acessados. Esse local pode ser interno, externo, ou totalmente na nuvem.

Plano de Gestão de Continuidade de Negócios (PGCN)

O Plano de Recuperação de Desastres é apenas um dos elementos da Gestão da Continuidade de Negócios, que tem como objetivo recuperar as operações de forma ágil e eficaz. Ela ajuda no enfrentamento de situações de crise e desastre através de uma estratégia completa.

O Plano de Gestão de Continuidade de Negócios inclui, além do plano de recuperação de desastres:

  • Plano de Continuidade Operacional (PCO);
  • Plano de Contingência e Continuidade dos Negócios (PC / PCN);
  • Plano de Gerenciamento de Crises (PGC);
  • Plano de Testes.

A criação de um plano de gestão de continuidade de negócios passa pelas seguintes etapas: preparação, análise, desenho e encerramento.

Em resumo, consiste em fazer um diagnóstico do ambiente, levando em conta processos, instalações, tecnologias, recursos críticos e pessoas. Essa análise serve para descobrir potenciais riscos, para que planos de ação possam ser criados e aplicados caso os problemas aconteçam.

Com base nas análises feitas nas etapas anteriores, começamos a desenhar a estratégia e documentá-la. É aqui que ocorre a criação dos planos citados acima, inclusive o plano de disaster recovery.

Por último, é preciso testar e mensurar os resultados para saber se a estratégia foi bem concebida. Se antes o negócio estava vulnerável a falhas e ameaças, agora está seguro e pronto para continuar as operações mesmo em situações de crise e desastre.

Caso você ainda tenha dúvidas sobre o nível de maturidade da sua organização em disaster recovery, que tal fazer um teste? Elaboramos um questionário que revela se a sua empresa está preparada para enfrentar momentos de crise ou indisponibilidade. É rápido de responder e ainda te ajuda a ter alguns insights sobre o assunto! Clique no banner abaixo para acessar:

Plano de gestão de continuidade de negócios PGCN

Como fazer um Plano de Gestão de Crises em 4 passos!

Todo mundo já passou por uma crise, seja ela pessoal, corporativa, econômica e até de reputação. O fato é que as crises surgem o tempo inteiro, quando menos esperamos. No mundo corporativo, ela pode levar um negócio à ruína, e é para evitar que isso aconteça com a sua empresa que criamos esse post. Nele, vamos falar tudo sobre Gestão de Crises: do planejamento à tomada de decisões. Se interessou? Então siga a leitura para saber tudo sobre esse assunto!

O que é uma crise?

Uma crise é um período de desordem repentina que causa um impacto negativo, seja em uma empresa, na vida pessoal, na economia ou em qualquer outro âmbito. Ou seja, a crise é um momento difícil e problemático que surge quando menos esperamos.

Um bom exemplo de crise que (praticamente) todas as empresas passaram recentemente foi a pandemia do Coronavírus. Essa crise gerou impactos na economia, na forma de trabalhar, na forma de se comunicar e até no modo de viver!

E o que isso exigiu das empresas? Bem, exigiu capacidade de dar respostas rápidas para solucionar os novos problemas dessa realidade completamente diferente. É aí que entra o home office, os cortes de gastos, as ferramentas de comunicação online etc.

Entendido o que é uma crise, podemos começar a falar sobre Gestão de Crises. Vamos lá?

O que é Gestão de Crises?

Como dissemos anteriormente, a pandemia exigiu que as empresas dessem respostas rápidas para passar por cima da situação. Podemos dizer que gestão de crises é justamente isso: o conjunto de ações implementadas no período de caos para que a empresa seja capaz de sobreviver a ele, minimizando os impactos negativos.

Muitos pensam que o trabalho da Gestão de Crises é apenas fazer um planejamento prévio antes que ela venha. E sim, isso é parte do trabalho. Mas, Gestão de Crises também envolve tomar ações rápidas e bem pensadas no período de crise. Ou seja, não se trata apenas de planejar, mas de tomar boas decisões quando a crise vem.

Por isso, é importante que os responsáveis e envolvidos na gestão da crise saibam bem o que estão fazendo, para não acabarem tomando decisões erradas que podem levar a graves consequências.

O papel da comunicação na gestão de crises

Outro erro comum é achar que gestão de crises é papel exclusivamente do setor de comunicação, seja do time de Relações Públicas ou de Marketing. Por isso, é preciso diferenciar Gestão de Crises de Gestão da Comunicação durante crises.

A comunicação é um dos pontos fundamentais para superar uma crise. Tanto a comunicação interna (para evitar pânico e conflitos com colaboradores), quanto externa (que envolve relação com a mídia, com o público e outros stakeholders externos). Porém, Gestão de Crises vai além da comunicação: ela envolve toda a empresa, do RH ao financeiro, dos vendedores à diretoria.

Ou seja, uma boa Gestão de Crises cuida de todos os pilares necessários para que a empresa siga firme e forte rumo aos objetivos estratégicos, mesmo perante cenários conturbados. Só isso já é um ótimo motivo para começar a investir em Gestão de Crises, não é mesmo? Porém, ainda há vários outros benefícios que ela pode trazer. Vamos conferir quais são eles?

Benefícios de investir em gestão de crises

Melhora a imagem da marca

Crises de imagem podem destruir o sucesso de uma empresa. Por isso a Gestão de Crises inclui medidas para preservar a imagem da marca perante clientes, colaboradores, fornecedores, parceiros e todos os outros stakeholders. Afinal, perder a confiança desses atores prejudicaria seriamente os negócios, não é mesmo?

Permite respostas rápidas aos problemas

Gerenciar crises também envolve dar respostas rápidas aos problemas que aconteceram. Saber como agir rapidamente na hora da crise é o diferencial que pode garantir a sobrevivência do negócio mesmo perante cenários caóticos.

Permite uma recuperação rápida

Sem Gestão de Crises, a recuperação do negócio após eventos de impacto negativo é lenta e morosa. Em pouco tempo, a empresa se vê em uma nova crise e ainda nem foi capaz de superar completamente a anterior. Complicado, né?

Invista em Gestão de Crises para garantir uma recuperação rápida. Assim, a empresa pode logo seguir em frente e deixar o cenário problemático para trás.

Complementa a gestão de riscos

A Gestão de Riscos é fundamental para mitigar riscos, aproveitar situações positivas e elaborar respostas aos riscos. A Gestão de Crises, por sua vez, complementa esse trabalho, pois trata-se de um conjunto de ações que são aplicadas caso o evento negativo acontecer e a empresa entrar em um período de caos em decorrência dele.

Evita prejuízos financeiros

Toda crise, mesmo que não seja financeira, acaba gerando prejuízos em dinheiro no final. Crises de imagem, ambientais, sociais, ou de qualquer outro tipo, acabam fazendo com que a empresa sinta o impacto no bolso. Para que isso não aconteça (ou para minimizar o dano financeiro), investir em gestão de crises é essencial.

Dá agilidade ao negócio

Hoje em dia, o mercado passa por transformações constantes e difíceis de acompanhar. Isso exige agilidade, que nada mais é do que capacidade de adaptação. Empresas que não possuem agilidade não sobrevivem no mundo atual.

A gestão de crises trabalha a capacidade de ser ágil em momentos incertos e complexos, garantindo que a empresa possa responder rapidamente às mudanças e seguir em frente.

E então, conseguiu entender a importância de investir em Gestão de Crises? Pois agora vamos te ensinar a elaborar um Plano de Gestão de Crises facilmente, com 4 passos simples! Confira:

Como fazer um Plano de Gestão de Crises em 4 passos

1 – Preparação

Antes de tudo, precisamos encarar a criação do Plano de Gestão de Crises como um projeto. Portanto, estabeleça responsáveis, prazos, metodologias, entregas e faça todo o planejamento que o projeto deve ter

Lembre-se também de que, quanto mais participativa for a criação do plano, melhor. Afinal, mais pessoas podem dar contribuições valiosas no processo.

2 – Análise

Depois da preparação, a etapa seguinte é a Análise. É aqui que faremos um diagnóstico do ambiente, levando em conta fatores como instalações, tecnologias, processos, recursos críticos e pessoas. Ou seja, vamos tentar identificar as crises que podem surgir e começar a planejar como vamos lidar com elas.

A utilização da Matriz SWOT e da Matriz de Probabilidade e Impacto pode ser muito útil aqui. Elas ajudam a entender melhor os riscos aos quais a empresa está exposta e como exatamente eles impactam o negócio. Além disso, entrevistas com stakeholders também podem ajudar.

3 – Desenho

Agora, você já pode começar a criação do documento em si. Um Plano de Gestão de Crises costuma ter:

  • Momento em que o plano deve ser acionado e mecanismo de ativação;
  • Declaração de política;
  • Objetivo e escopo;
  • Instruções sobre como usar o plano;
  • Pessoas/comitê de gestão de crises;
  • Funções/responsabilidades de cada um;
  • Instrumentos de comunicação;
  • Orientações para relacionamento com a imprensa;
  • Orientações para porta-vozes;
  • Entre outros pontos

Vale lembrar que o plano de gestão de crises faz parte da Gestão da Continuidade do Negócio. Essa gestão também envolve criar outros planos relacionados, como:

  • Plano de Continuidade dos Negócios: estratégia documentada para a continuidade das operações caso acontecerem eventos que impactem o negócio;
  • Plano de Recuperação de Desastres: para recuperar a integridade da organização e sanar os danos causados por causa da crise, uma vez que estiver controlada;
  • Plano de Testes: para garantir que o plano é eficiente, é preciso realizar testes. Por isso, o plano de testes documenta os objetivos, forma de realização e escopo dos testes;
  • Plano de Gestão de Continuidade dos Negócios: esse documento abraça toda a estratégia de Gestão de Continuidade, documentando todas as ações e objetivos dela.

Plano de gestão de continuidade de negócios PGCN

4 – Encerramento

Por último, é preciso checar os resultados e verificar se os objetivos foram atingidos e se o plano é eficaz e completo.

A diferença entre uma empresa que não possui um plano de gestão de crises e uma que possui, é que a primeira está vulnerável às situações problemáticas. A crise acaba se tornando sinônimo de desespero e perda financeira.

Já uma empresa que possui um plano de gerenciamento de crises está preparada para situações adversas e caóticas, é capaz de contorná-las e recuperar o negócio rapidamente, além de minimizar os impactos financeiros e de reputação.

Quando se trata de riscos e crises, nada melhor do que contar com a experiência de profissionais qualificados que já passaram por isso. Nesse sentido, podemos te ajudar a fazer não só o Plano de Gestão de Crises, mas todo o Plano de Gestão de Continuidade de Negócios para proteger a sua empresa.

Veja como nós fazemos

Gestão de riscos corporativos: como fazer em 7 passos infalíveis

Você sabe a quantidade de riscos aos quais a sua empresa está exposta todos os dias? Sabia que alguns deles podem até ser bons? É até possível arriscar uma resposta baseada nas suas percepções, mas a única forma de responder a essas perguntas de forma precisa é fazendo a gestão de riscos corporativos. E se a sua empresa ainda não tem um processo claro de gestão de riscos, esse post é para você! Nele, vamos ensinar como fazer gestão de riscos na sua organização e ainda daremos um passo a passo para não errar. Vamos começar?

O que é gestão de riscos corporativos?

Gestão de riscos corporativos é uma série de práticas que uma empresa adota para identificar os riscos aos quais a organização ou seus projetos estão expostos e criar planos de ação para agir sobre eles.

Correr riscos é inevitável. Quando você se levanta cedo, corre o risco de sentir sono ao longo dia. Quando toma café, corre o risco de ficar ansioso demais. Quando vai até o escritório, corre o risco de pegar trânsito. Mas também tem o risco de ser produtivo, se deparar com a estrada livre e ainda encontrar um colega de escritório que você não via há bastante tempo. Se há riscos no nosso cotidiano, então imagine os que existem em uma grande empresa com objetivos bem traçados!

É aí que entra a gestão de riscos: ela ajuda a garantir que a corporação estará preparada para os diversos eventos que podem acontecer.

Apesar da ideia negativa que o termo passa, um risco não é necessariamente algo ruim. Na verdade, trata-se apenas de um evento que pode ou não acontecer e que vai impactar negativamente ou positivamente nos objetivos da organização. Ou seja, podemos dizer que um risco está sempre associado a uma incerteza.

O processo de gestão de riscos serve justamente para identificar esses eventos que podem acontecer e elaborar estratégias para evitá-los ou contorná-los (caso o risco seja negativo) ou aproveitá-los em favor da organização (caso o risco seja positivo).

De acordo com a ISO 31000 (norma internacional de gestão de riscos) para que a gestão seja eficaz, ela deve:

  • Criar e proteger valor;
  • Ser parte integrante de todos os processos organizacionais;
  • Fazer parte da tomada de decisões;
  • Abordar explicitamente a incerteza;
  • Ser sistemática, estruturada e oportuna;
  • Basear-se nas melhores informações disponíveis;
  • Ser sob medida;
  • Considerar fatores humanos da organização;
  • Ser transparente e inclusiva;
  • Ser dinâmica, interativa e capaz de reagir a mudanças;
  • Facilitar a melhoria contínua da organização.

Quais os benefícios de fazer gestão de riscos corporativos?

Fazer gestão de riscos corporativos traz uma série de benefícios para a saúde da organização. Confira os principais:

Otimização dos investimentos

Conhecer melhor o terreno em que se está pisando é fundamental para otimizar os investimentos da empresa. Assim, ela estará pronta para investir nas oportunidades certas quando aparecerem, assim como alocar melhor os recursos conforme acontecerem mudanças no trajeto.

Respostas rápidas e eficientes aos eventos

Quando uma empresa não investe em gestão de riscos, ela pode ser pega de surpresa por eventos que prejudicarão o atingimento dos objetivos estratégicos. Em contrapartida, a gestão de riscos vai garantir que a empresa esteja pronta para esses eventos e possua respostas pré-planejadas, que serão aplicadas rapidamente e a ajudarão a sair vencedora.

Redução de prejuízos

Um evento negativo pode causar grandes prejuízos financeiros a uma empresa. Na verdade, alguns deles podem até levá-la à falência. Por mais que um evento negativo chegue a acontecer, os prejuízos decorrentes dele poderão ser reduzidos se a situação for gerenciada.

Sobrevivência no mercado

Dito isso, é possível concluir que a gestão de riscos corporativos é fundamental para a sobrevivência da empresa no mercado, ainda mais nos dias de hoje. Afinal, o mercado atual está em constante mudança, o futuro é de incertezas e a qualquer momento um baque pode acabar com o seu planejamento.

Aumento nos lucros

Por fim, um resultado da gestão de riscos é um aumento nos lucros, graças ao aproveitamento das oportunidades, à mitigação de riscos negativos e à gestão de crises. Em outras palavras, fazer gestão de riscos corporativos vai ajudar a melhorar os lucros da sua empresa.

Com todos esses benefícios, você já deve estar se perguntando como implantar a gestão de riscos corporativos na sua empresa, não é mesmo? Pois então siga a leitura, pois resumimos a implantação em 7 passos para você aplicar sem erro! Veja:

Como implantar gestão de riscos corporativos em 7 passos

1. Planejar a gestão de riscos

Essa primeira etapa consiste em definir a forma como os riscos serão gerenciados, incluindo metodologias, ferramentas, pessoas envolvidas etc. Você pode documentar tudo em um plano de gerenciamento de riscos, que deve ser atualizado conforme houver mudanças de cenário.

Reuniões e opinião especializada são importantes ferramentas nessa etapa. Além disso, a empresa pode utilizar lições aprendidas no passado para inspirar ações e diretrizes.

2. Identificação e classificação dos riscos

O segundo passo é identificar os riscos aos quais a organização está exposta. Esses riscos precisam ser classificados para que possamos trabalhar sobre eles adequadamente. Em geral, classificamos os riscos em internos e externos.

Riscos internos envolvem:

  • Pessoas;
  • Processos;
  • Tecnologia;
  • Conformidades;
  • Etc.

Riscos externos envolvem:

  • Economia;
  • Meio ambiente;
  • Sociedade;
  • Legislação;
  • Etc.

Uma ferramenta comumente utilizada nessa etapa é a Matriz SWOT. Esse framework é usado para desvendar as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças ao seu negócio. Além dele, o diagrama de Ishikawa (espinha de peixe) também pode ajudar a descobrir a causa raiz dos problemas da empresa.

Matriz SWOT

Matriz swot 1

Análise de premissas, reuniões de brainstorming, revisões de documentação e opinião especializada também são algumas ferramentas que podem ser utilizadas na etapa de identificação de riscos.

3. Análise qualitativa dos riscos

Essa etapa consiste em priorizar os riscos identificados, levando em conta a probabilidade de realmente acontecerem e os impactos que cada um deles causará à organização. Também há outros fatores que podem ser analisados, como urgência e gerenciabilidade.

Além disso, também é preciso atribuir um responsável para cada risco. Essa pessoa terá o papel de planejar uma resposta eficaz e garantir que ela seja implementada.

Entre as principais ferramentas que podem ajudar nessa etapa, estão a matriz de probabilidade e impacto, gráfico de bolhas, entrevistas para coleta de dados, reuniões, opinião especializada, análise de dados e outras.

4. Análise quantitativa dos riscos

Essa análise avalia em números quais são os impactos que os riscos anteriormente priorizados poderiam causar nos objetivos da organização. Por exemplo, é possível aplicar técnicas para descobrir quanto tempo um projeto vai atrasar se determinado evento acontecer. Ou então, quanto dinheiro a mais a empresa terá que gastar se certo evento acontecer.

Essa análise requer dados de alta qualidade e pode ser feita com o auxílio de ferramentas como: simulação, análise de sensibilidade, análise da árvore de decisão, diagramas de influência etc.

Identificação de riscos em projetos

5. Planejamento de respostas

Agora é hora de desenvolver estratégias, alternativas a ações para lidar com os riscos individualmente ou de forma agrupada. As ações adequadas dependem da relevância do risco e do orçamento disponível. A ideia é minimizar as ameaças, maximizar as oportunidades e reduzir a exposição geral da empresa aos riscos.

Podemos classificar o gerenciamento de riscos corporativos de acordo com o nível de gestão. Assim:

  • Gerenciamento de crises: esse nível é o clássico “apagar incêndios”, ou seja, agir sobre os riscos apenas depois que já se tornaram um problema.
  • Conserto de falhas: nesse nível, a empresa detecta e reage aos riscos rapidamente, mas apenas depois que os eventos já aconteceram.
  • Mitigação de riscos: nesse caso, a empresa planeja antecipadamente as ações, mas sem fazer nada para eliminar os riscos.
  • Prevenção: aqui, a empresa implementa e executa um plano de identificação e prevenção de riscos para evitar que eles cheguem a se tornar um problema.
  • Eliminação das causas: nesse nível, a empresa identifica e elimina os fatores que geram os riscos.
  • Aceitação: consiste em reconhecer e assumir os riscos, sem realizar nenhuma ação sobre eles. Pode parecer prejudicial, mas riscos podem ser aceitos quando representam uma oportunidade, são irrelevantes, são muito caros de resolver ou não é possível solucioná-los.

Lembre-se que nem todos os riscos são gerenciáveis, levando em conta que há limitações de tempo, dinheiro, recursos etc.

6. Implementação de respostas

Nessa etapa, será colocado em prática o plano de ação elaborado anteriormente. Essas respostas podem ser encaradas como projetos, então, as ferramentas que podem ajudar aqui são os softwares de gerenciamento de projetos, que ajudam a organizar o trabalho, obter indicadores e garantir o sucesso do projeto.

7. Monitoramento

Depois, acompanhe a exposição da empresa aos riscos, e esteja pronto para executar as respostas planejadas, quando necessário. O monitoramento também ajuda a identificar se as respostas estão sendo suficientes, se os riscos sofreram alterações e até se surgiram novos riscos. Ou seja, o trabalho de gestão de riscos é constante.

Essa etapa também inclui verificar o cumprimento dos processos de gerenciamento de riscos e a utilização das reservas de contingência. As principais ferramentas para a realização dessa etapa são as reuniões e auditorias.

E então, conseguiu entender como funciona um processo de gestão de riscos? Aproveite e conheça o jeito Euax de fazer Gestão de Riscos Corporativos.

Veja como nós fazemos

Plano de Continuidade de Negócios (PGCN): 4 passos infalíveis para criar o seu

Caso um evento negativo impactasse o funcionamento da sua empresa agora, você saberia como contornar a situação e seguir em frente com o negócio? Esse é o tipo de circunstância que, geralmente, as empresas não preveem. Daí a importância de ter um Plano de Continuidade de Negócios (PCN), para evitar maiores problemas.

Esse plano vai ajudar a sua organização a agir de forma coordenada para superar qualquer evento que impacte negativamente os negócios. Quer saber mais sobre o PCN e como criar um? Então siga a leitura, pois vamos ensinar!

O que é Plano de Continuidade de Negócios?

Plano de Continuidade de Negócios é uma estratégia documentada para a continuidade das operações caso acontecerem eventos que impactem o negócio de forma negativa. Acompanhe para entender melhor:

Você sabia que 41% das organizações não têm um plano de continuidade de negócios documentado? Os dados são de um levantamento do IT Trends. Além disso, o mesmo levantamento mostra que 29% das empresas não têm planos de recuperação de desastres. Isso significa que as organizações possuem operações desprotegidas contra ameaças e riscos.

Elas entram em desespero nos momentos de crise, pois não fizeram um planejamento anterior. As perdas financeiras e os prejuízos à reputação acabam sendo grandes, e a recuperação após a crise é lenta e morosa.

O Plano de Continuidade de Negócios contorna essa situação, pois trata-se de uma estratégia para orientar as pessoas, os processos e o uso das tecnologias para enfrentamento de situações de crise e desastres. Esse documento faz parte de uma estratégia maior que chamamos de Gestão de Continuidade de Negócios. Nessa estratégia, também estão o Plano de Gerenciamento de Crises, o Plano de Recuperação de Desastres, e outros que citaremos a frente.

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É comum associarmos a Gestão de Continuidade de Negócios à Gestão de Riscos Corporativos, e essa associação está correta, desde que tenhamos em mente que se trata de coisas diferentes. Vamos entender melhor essa relação?

Diferença entre Gestão de Riscos Corporativos e Gestão de Continuidade de Negócios

A gestão de riscos corporativos foca em mapear os riscos aos quais a organização está exposta e agir para mitigá-los ou aproveitá-los, em caso de eventos benéficos. Já a Gestão de Continuidade de Negócios é uma estratégia para agir sobre eventos negativos quando acontecerem, de modo a reduzir o impacto que eles podem ter na organização.

Ou seja, na Gestão de Riscos o foco está mais na prevenção e mitigação, enquanto na Gestão de Continuidade e foco está em manter o funcionamento das operações mesmo após um grande impacto.

Podemos dizer que a Gestão de Continuidade está diretamente relacionada à Gestão de Riscos, ambas têm a missão de criar planos para lidar com a possibilidade de crises e problemas.

Diferença entre crise e contingência

Aí estão outros dois termos comuns que orbitam esse tema. Trocando em miúdos, crise é o momento em que um evento acontece e impacta negativamente o funcionamento da empresa. Isso leva à necessidade de contingência, que é quando a empresa mobiliza pessoas e recursos para responder à crise e buscar a continuidade das operações críticas.

É por isso que o Plano de Continuidade precisa responder quais são os processos críticos para o negócio e os riscos existentes. Ele também precisa dizer quais são os recursos necessários para enfrentar as ameaças e o que precisa ser monitorado e controlado.

Ameaças à continuidade dos negócios

As ameaças variam de empresa para empresa. Porém, em geral, podemos citar alguns exemplos de ameaças comuns. São elas:

  • Falhas tecnológicas;
  • Catástrofes naturais;
  • Fraudes;
  • Roubo;
  • Inadequação à legislação;
  • Entre outras.

Por que ter um plano de continuidade de negócios?

Permite respostas rápidas e eficientes

Uma empresa até pode implementar respostas a uma crise sem ter um plano pré-definido. Porém, esse processo será mais demorado e, geralmente, a resposta será elaborada às pressas, gerando resultados menos satisfatórios.

Um Plano de Continuidade de Negócios garante que, caso a crise vier, você tenha respostas rápidas e eficientes engatilhadas, prontas para serem colocadas em prática.

Aumenta a maturidade em governança

Fazer o Plano de Continuidade de Negócios aumenta a maturidade em governança corporativa, de TI e de segurança da informação. Ele ajuda a identificar os riscos presentes nas operações e saber como lidar com eles, criando uma governança mais robusta, assertiva e preparada para crises.

Estrutura uma gestão eficaz de riscos

Gestão de Riscos Corporativos não consiste apenas em fazer planos de mitigação: uni-la com a Gestão de Continuidade de Negócios para caso a crise surgir é essencial. Assim, a empresa pode reagir mesmo caso não consiga evitar eventos negativos.

Eleva a percepção dos clientes em relação à imagem da marca

Crises de imagem podem levar uma empresa às ruínas. Um Plano de Continuidade ajuda a manter a empresa em bom funcionamento mesmo quando estiver passando por problemas, para que a reputação da empresa não fique manchada perante clientes, fornecedores, parceiros e todos os stakeholders.

Dá agilidade ao negócio

Agilidade é capacidade de se adaptar aos diferentes contextos. Isso é fundamental no mercado de hoje, que passa por mudanças muito rápidas constantemente. O que ontem era, amanhã pode já não ser.

De repente, uma crise bate à porta. E a sua empresa, está preparada para se adaptar? Se ela tiver um Plano de Continuidade de Negócio e souber fazer Gestão de Continuidade, sim: isso dá agilidade para que a empresa sobreviva no mercado e deixe a concorrência para trás. Esse é o diferencial entre uma empresa que sobrevive à crise e aquelas que vão à falência.

Agora que você já entendeu como o Plano de Continuidade é importante, vamos ao principal: ensinaremos como fazer um em apenas 4 passos! Siga a leitura para conferir:

Como fazer um plano de continuidade de negócios em 4 passos

1. Preparação

A primeira etapa é a preparação do projeto. É importante que ele seja feito de forma colaborativa e participativa, para que os envolvidos no processo possam dar contribuições na criação do plano.

Criar um plano de trabalho que organize as ações também é fundamental. Afinal, trata-se de um projeto que vai envolver várias pessoas da organização e precisa ser tocado de forma organizada. Portanto, estabeleça responsáveis, metodologias, cronograma, atividades e todo planejamento que um projeto deve ter.

2. Análise

Feita a preparação, podemos iniciar a etapa de análise. É nela que faremos um diagnóstico do ambiente, considerando processos, instalações, tecnologias, recursos críticos e pessoas. A ideia é começar a definir uma estratégia com base nos problemas que podem surgir.

Nessa etapa, ocorre a análise do ambiente, para entendermos quais são os serviços e processos críticos para a organização, isto é, aqueles que são um ponto chave e não podem parar em hipótese alguma.

A criação de um BIA (Business Impact Assessment) é fundamental aqui: o BIA determina os potenciais efeitos da interrupção de determinados processos caso houver um problema.

Entre as ferramentas que podem ser utilizadas, podemos citar entrevistas com stakeholders, a Matriz SWOT e a Matriz de Probabilidade e Impacto.

3. Desenho

Agora, já podemos começar a desenhar a documentação com base nas análises feitas anteriormente. Em geral, um PCN possui os seguintes tópicos:

  • Momento em que o plano deve ser acionado e mecanismo de ativação;
  • Declaração de política;
  • Objetivo e escopo;
  • Instruções sobre como usar o plano;
  • Potenciais cenários de perda;
  • Identificação, análise e avaliação de riscos;
  • Ações a serem tomadas;
  • Responsabilidades;
  • Roteiro de simulação.

Além do Plano de Continuidade de Negócio, a Gestão de Continuidade de Negócios deve criar:

  • Plano de Contingência: orienta as ações a serem tomadas imediatamente após o evento ocorrer, para impedir a interrupção das operações, dar respostas e combater a situação adversa;
  • Plano de Gerenciamento de Crises: descreve um conjunto de ações, funções e responsabilidades, e define o que será feito para contornar a crise como um todo e sobreviver a ela;
  • Plano de recuperação de desastres: serve para recuperar os danos causados à empresa por causa da crise, uma vez que estiver controlada;
  • Plano de testes: sem a realização de testes, não podemos garantir que o plano é eficiente, certo? Por isso, o plano de testes documenta os objetivos, forma de realização e escopo dos testes;
  • Plano de Gestão de Continuidade dos Negócios: esse plano abraça toda a estratégia de Gestão de Continuidade, documentando todas as ações e objetivos dela.

Plano de gestão de continuidade de negócios PGCN

4. Encerramento

Por último, observamos os resultados para verificar se os objetivos foram atingidos e temos um plano eficiente e completo.

Antes, o negócio estava vulnerável, as operações desprotegidas contra ameaças e riscos e uma crise seria sinônimo de desespero e perda financeira. Agora, a empresa precisa estar preparada para situações de crise e desastre, ser capaz de retomar e recuperar o negócio rapidamente e minimizar os impactos financeiros e de reputação.

E aí, pronto para ser capaz de recuperar, responder às incertezas e proteger o seu negócio? Quando se trata de riscos e crises, nada melhor do que contar com a experiência de profissionais qualificados que já passaram por isso. Nesse sentido, podemos te ajudar a fazer Gestão de Continuidade de Negócios para proteger a sua empresa.

Veja como nós fazemos

Posicionamento estratégico: o que é e como definir o posicionamento de uma empresa

Você provavelmente já ouviu falar nos antitranspirantes Axe e Dove. O que você pode não saber é que ambas as marcas são submarcas de uma outra: a Unilever. Agora, você sabe o que permite à Unilever abrigar várias marcas de antitranspirantes e ainda assim diferenciá-las entre si, a ponto de não prejudicarem uma à outra? O posicionamento estratégico das marcas.

É o posicionamento que define a forma como a empresa vai competir no mercado. É o que garante o seu diferencial competitivo, sua vantagem sobre os concorrentes e a forma como o público enxerga a sua marca.

Quer saber como essas e tantas outras marcas construíram um posicionamento estratégico para obter sucesso? Então siga a leitura, pois nesse texto vamos ensinar tudo sobre esse tema!

O que é posicionamento estratégico?

Posicionamento estratégico é a forma como uma marca se apresenta, se direciona e se distingue das demais no mercado, por meio de uma proposta de valor própria e orientando-se a determinado público. Isso inclui seu diferencial competitivo e os desejos e/ou necessidades às quais a marca atende.

No passado, havia poucas marcas no mercado, com uma quantidade muito menor de representantes de cada segmento. O poder de escolha do consumidor era pequeno, e os produtos buscavam atender a públicos muito mais amplos, mas essa não é a situação hoje em dia.

Na verdade, o mercado está cada vez mais saturado de novas marcas que surgem diariamente para atender a desejos e necessidades específicas. O que diferencia essas marcas entre si é o posicionamento estratégico.

E-book Planejamento Estratégico

Traremos de volta o exemplo citado acima. A Unilever abriga várias marcas de antitranspirantes em seu conglomerado, como Axe, Dove e Rexona. Essas marcas, contudo, estão posicionadas estrategicamente de forma diferente:

  • Dove foca no cuidado com a pele;
  • Axe foca no perfume;
  • Rexona foca na proteção.

E é esse posicionamento que direciona as marcas para o público que elas pretendem atingir, conforme as dores que se propõe a atender. Isso constrói o diferencial de cada uma e, no fim, define se você vai escolher pegar Dove, Axe ou Rexona na prateleira do supermercado.

Ao definir um posicionamento estratégico, a empresa está decidindo a forma como pretende se construir não só no mercado, mas no imaginário do consumidor, enfatizando seus atributos mais primordiais.

E o que acontece se a minha empresa não se posicionar estrategicamente? Bem, nesse caso, o próprio mercado se encarregará de posicionar a sua marca no espaço onde ela couber. O problema é que esse espaço pode não ser exatamente aquele que você gostaria de ocupar.

Há dois jeitos básicos de definir um posicionamento estratégico: a abordagem “de fora para dentro” e a abordagem “de dentro para fora”. Vamos falar sobre cada uma delas para que você consiga entender melhor:

Estratégia “de fora para dentro” vs. Estratégia “de dentro para fora”

Estratégia “de fora para dentro”

A estratégia “de fora para dentro” consiste em análise de mercado para descobrir a melhor forma de competir. Nesse modelo, ferramentas como a Matriz SWOT são frequentemente utilizadas, assim como pesquisas de mercado.

Além disso, empresas que utilizam esse tipo de abordagem costumam:

  • Adaptar-se ao mercado, dando menos foco para as habilidades e capacidades internas na hora de definir o posicionamento;
  • Buscar formas de enfraquecer, eliminar e deslocar concorrentes, para obter uma melhor flexibilidade de preços e atuação no mercado;
  • Buscar alianças com membros da cadeia produtiva e concorres, para facilitar o posicionamento. Entretanto, práticas como oligopólios e monopólios são proibidas pela legislação.

Essa abordagem foi popularizada por Michael Porter, processor em Harvard e autor do livro Competitive Strategy. Mais a frente, falaremos sobre sua ideia mais notável: os Tipos Genéricos de Estratégia.

Estratégia de “dentro para fora”

Nessa perspectiva, a empresa identifica internamente seus diferenciais e capacidades de acordo com os recursos disponíveis. Ou seja, o posicionamento se dá por meio das capacidades organizacionais, e é o ambiente interno que garante a competitividade.

Nesse formato, a organização precisa:

  • Construir capacidade e recursos internos difíceis de serem copiados pela concorrência;
  • Como a fonte competitiva é interna, a organização deve concentrar bastante energia em protegê-la dos concorrentes;
  • Buscar formas de desenvolver novas capacidades, para que elas não sejam superadas pelos concorrentes.

Essa perspectiva tem origem na Visão Baseada em Recursos (VBR), estudada pela economista Edith Penrose e publicada em seu livro The Theory of the Growth of the Firm, maior referência em VBR.

E qual dessas abordagens devo escolher?

Não há um certo ou errado na hora de escolher uma abordagem, pois tudo depende do contexto da sua organização. Além disso, nada impede a sua empresa de se basear em ambas as visões para construir um posicionamento estratégico, pois cada uma fornecerá insights diferentes.

Caminhos para descobrir o posicionamento estratégico da minha organização?

Existem dois caminhos para reconhecer o posicionamento estratégico de uma organização: o caminho complexo e o caminho reflexivo. Vamos ver como cada um deles funciona?

Caminho Complexo

O caminho complexo é uma análise e pesquisa profunda sobre o mercado em que a empresa está inserida, incluindo:

  • O tamanho do mercado e quanto de Market Share cada empresa que disputa nele tem;
  • O motivo da competição e a posição atual ou futura da empresa na disputa.

Caminho reflexivo

Caso a sua empresa não tenha condições de seguir o caminho complexo, fazendo profundas pesquisas de mercado, você pode utilizar modelos já existentes, fazendo um caminho reflexivo. Entre eles, os mais comuns são as Estratégias Genéricas de Porter e a Tipologia Estratégica de Miles & Snow.

Para algumas empresas, esses modelos podem não ser muito úteis. Afinal, eles são questionados por sua tentativa de generalizar algo tão complexo como o posicionamento estratégico.

CTA - [Canvas] Mapa estratégico personalizável

Além disso, esses modelos são mais adequados para estratégias definidas “de fora para dentro”, pois estão mais relacionadas à análise externa. Dito isso, vamos conhece-las:

Estratégias genéricas de Porter

1. Custo total

É a diferenciação através dos preços baixos. Nesse modelo, a empresa precisa focar em reduzir custos na produção, fazer mais com menos, e eliminar atividades que não geram valor. Os produtos, por sua vez, possuem padrões mínimos de qualidade, atendendo a segmentos que buscam produtos e serviços baratos.

Em geral, empresas que seguem essa estratégia:

  • Controlam o orçamento minuciosamente;
  • Perseguem a otimização dos processos;
  • Buscam otimizar o tempo de trabalho;
  • Apostam na produção em larga escala;
  • Usam metas quantitativas para motivar os colaboradores.

2. Diferenciação

Essa estratégia foca na percepção que os clientes têm sobre o produto ou serviço. A ideia é criar soluções únicas, passar a ideia de exclusividade. Com o valor agregado, é possível cobrar um preço maior pela solução sem perder espaço no mercado.

Empresas que seguem essa estratégia:

  • Investem muito em engenharia de produtos;
  • Unem Marketing e Pesquisa e Desenvolvimento;
  • Superam as expectativas dos clientes;
  • Se preocupam em melhorar a experiência do cliente de forma constante;
  • Buscam ser reconhecidas por qualidade, inovação e tecnologia.

3. Enfoque

Nesse caso, a marca atende a uma demanda ou nicho específico do mercado. Pode ser de acordo com questões geográficas, faixa de renda ou faixa etária, por exemplo. Nesses casos, as empresas possuem pouca participação no mercado global, mas podem se tornar extremamente consumidas por um nicho específico.

Essa estratégia pode ser subdividida de acordo com as estratégias anteriores: enfoque no custo e enfoque na diferenciação. Cada uma das subdivisões apresenta as características anteriormente listadas, mas aplicadas a um único nicho ou segmento.

Tipologia estratégica de Miles & Snow

Miles & Snow também estabelecem tipos de estratégias competitivas. Vejamos quais são:

1. Defensiva

Nessa estratégia, a marca foca em ser a melhor em determinado mercado ou produto/serviço. São especialistas naquilo que fazem, e por isso conseguem praticar os melhores preços. Mesmo que utilizem um preço abaixo do mercado, ainda conseguem ter lucro, pois possuem os menores custos de produção.

2. Prospectora

Nessa estratégia, a empresa está sempre buscando por novos mercados e inovações. De certa forma, essas empresas promovem instabilidades no mercado, por causa do alto investimento em pesquisa e desenvolvimento.

3. Analítica

Essa estratégia é uma mistura das duas primeiras. Ou seja, ela opera em dois tipos de mercado, sendo um relativamente estável e outro em constante mudança.

4. Reativa

Esse modelo não é considerado uma estratégia. Na verdade, uma empresa reativa apenas reage às pressões externas. Aqui, os administradores percebem mudanças e incertezas ocorrendo no ambiente organizacional, mas não respondem efetivamente às turbulências e mudanças.

Algumas empresas possuem planejamento estratégico, mas são consideradas reativas por não apresentarem o comportamento de quem executa uma estratégia.

Dito tudo isso, já deu para entender que a definição de um posicionamento estratégico pode ser feita das mais diversas formas. Para que você não fique perdido, separamos 3 passos simples para quem quer encontrar um posicionamento estratégico perfeito, com algumas das melhores práticas do mercado. Confira:

3 passos para definir o posicionamento estratégico de uma empresa

1. Escolha um único atributo

Pode ser difícil escolher um posicionamento, pois a alta gestão geralmente quer vender a marca como a melhor em todas as frentes. O melhor preço, a melhor do ramo, a mais inovadora etc.

Entretanto, é muito importante que a sua empresa escolha um posicionamento claro, conforme aquilo que você consegue ou é capaz de entregar ao consumidor. Ou seja, aquilo em que você pode ser competitivo e que o diferencie dos concorrentes.

Se muitas marcas já estão posicionadas de determinada forma, pode ser interessante seguir por outro caminho, a não ser que você seja capaz de ser absolutamente melhor do que todas elas.

Perceba que, quando a Dove escolhe focar em cuidado com a pele, e a Axe escolhe focar em perfume, elas renunciam a outros caminhos. Escolher um norte significa, também, renunciar às outras direções.

Lembre-se: quem atira para todos os lados não acerta alvo nenhum.

2. Faça pesquisas de mercado

Pesquisas de mercado são excelentes aliadas na hora de criar um posicionamento, especialmente as pesquisas qualitativas. Pesquisas qualitativas são profundas e ajudam a entender melhor o consumidor.

Em geral, grandes marcas pesquisam em consumidores extremos. Ou seja, pessoas cujo propósito de vida é o discurso que você escolheu na primeira dica. São as pessoas completamente apaixonadas pelo tipo de solução que você oferece, pelo mercado no qual você atua.

Por exemplo: um consumidor extremo de maquiagem seria alguém completamente apaixonado por maquiagem. Alguém cujo propósito de vida é usar maquiagem. Não se trata apenas de alguém que usa muito (um heavy user), mas se alguém que é louco por isso.

Essas pessoas são difíceis de encontrar, mas entregam respostas valiosas em pesquisas de mercado. São elas que vão te ajudar a entender o que realmente toca a vida do consumidor da sua solução, aquilo que eles realmente estão procurando. Consumidores eventuais geralmente não são capazes de dar respostas tão boas.

As perguntas podem incluir desde questões relacionadas ao sentimento que a solução causa, até os motivos pelos quais elas são tão apaixonadas por isso. As respostas ajudam a gerar insights valiosos para o posicionamento estratégico, criando um posicionamento único e perfeito.

3. Atrele o posicionamento à comunicação da marca

Depois, é preciso atrelar o posicionamento à comunicação da marca: o slogan, a identidade visual, a brand persona, o discurso para os colaboradores e para o púbico etc. Tudo precisa estar permeado de posicionamento.

Um bom exemplo disso é a Nike. A empresa buscou consumidores extremos relacionados a performance. Resultado? Um insight: “se eu tenho um corpo, eu consigo”. A partir daí, a marca definiu um posicionamento claro em uma frase de efeito que se tornou sinônimo da marca: just do it.

Aqui, o trabalho é de branding. Construa uma plataforma de marca consistente e comunique-a para todo o mercado.

Seguindo esses três passos, você vai criar uma proposta de valor única e muito difícil de ser copiada pela concorrência. Pode até ser um pouco complexo, mas não é impossível. Para te ajudar com isso, criamos um canvas de proposta de valor, no qual você pode estruturar e visualizar sua vantagem competitiva em uma única página.

Com ele, você pode visualizar seu modelo de negócio e descobrir a melhor forma de comunicar os benefícios da sua solução para o público. Clique no banner abaixo e faça download gratuitamente!

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OKR: Como implementar objetivos e resultados-chave sem erros

O OKR, além de facilitar o gerenciamento, permite planejar estrategicamente a operação da empresa, criar metas e analisar resultados de projetos realizados. Neste post, vamos mostrar como esta metodologia pode ajudar a sua empresa e te auxiliar a implementá-la. Nesse texto você vai ver:

O que é OKR?

OKR, ou Objectives and Key Results, é uma metodologia de gestão que simplifica a forma como as organizações lidam com os objetivos e resultados-chave do negócio.

Esta metodologia simplifica a gestão e ficou popular por ser a fórmula que define as metas como: eu vou (objetivo) e medido por (resultados-chave).

A fórmula do OKR é utilizada para gerir e planejar estrategicamente a operação da empresa, criar metas e analisar resultados de projetos realizados. E o melhor, ela pode ser implementada tanto em PMEs (pequenas e médias empresas), quanto em corporações multinacionais.

De modo simplificado, a fórmula para definir metas é:

O

Eu vou (objetivos): os objetivos apresentam uma direção clara para aquilo que a empresa pretende conquistar. Um bom objetivo tem que ser bem descrito para que as pessoas possam imaginar o quão impactante será alcançá-lo.

KR

Medido por (conjunto de resultados-chave)os resultados-chave, ou KR, são um conjunto de metas menores com um tempo estimado de conclusão e impacto direto no atingimento do objetivo.

Estas metas, conforme são concluídas, servem para medir o quanto o objetivo está próximo de ser terminado. Sem os resultados-chave do planejamento, seria difícil alcançar os objetivos propostos inicialmente.

Como funciona a aplicação do OKR?

Na metodologia de gestão do OKR, o gestor define um objetivo de mercado que seja relevante e alcançável e em seguida os times listam as ações serão executadas para atingir os objetivos declarados pela organização.

Assim são criados objetivos qualitativos e resultados-chave quantitativos, para conseguir atacar o maior número de problemas da forma mais eficiente possível.

O grande sucesso do OKR vem da flexibilidade de suas regras, execuções com tempo mais curto e objetividade. As equipes sempre sabem o que fazer, por que fazer e podem visualizar a extensão de sua contribuição a curto prazo.

O nome OKR não foi criado apenas para servir como jargão, pois está diretamente relacionado à maneira como a metodologia funciona. Veja:

Objectives

Cada objetivo é estabelecido para tornar claro o que a equipe deve buscar e para manter todos engajados na missão em questão. Nesta fórmula, o objetivo é qualitativo. Isto quer dizer que é uma intenção de melhorar, entender ou obter algo até uma certa data. Por exemplo: quero completar meu jardim até o Ano Novo.

Os objetivos devem ser concisos, claros e aspiracionais para estarem sempre na cabeça dos envolvidos sem deixar dúvidas! Veja outros exemplos simplificados de objetivos para a fórmula do OKR:

  • Se tornar uma marca relevante no mercado até o próximo ano.
  • Ter o suporte ideal para o cliente em 1 ano.
  • Aumentar as vendas de forma escalável até ser relevante no mercado.

Key Results

Geralmente, existem de 2 a 5 resultados-chave, ou sub-objetivos, para cada objetivo.  Nesta fórmula, os resultados-chave são quantitativos. Ou seja, buscam medir e expressar em parâmetros numéricos os resultados de um objetivo.

Os resultados-chave podem ter o prazo trimestral ou anual. Eles são usados para indicar se o objetivo foi atingido até o final destes prazos. Por isso, são o parâmetro que mostra o quanto a empresa está perto de alcançar o objetivo, conforme a conclusão de cada um.

Sem eles, não seria fácil mensurar exatamente como ou quanto peso perdi em cada mês antes do Ano Novo, nem o quanto o suporte é ideal para meu cliente, por exemplo.

Além disso, eles são ferramentas de gestão e comunicação muito eficazes, pois auxiliam na criação de foco e alinhamento do esforço de toda a equipe em torno dos objetivos.

Para entender melhor, vamos usar os key results em dois dos objetivos citados anteriormente:

Objetivo: quero completar meu jardim até o Ano Novo.

KR 1: aprender as técnicas de plantio das plantas que quero em meu jardim durante 1 mês.

KR 2: aumentar o espaço para a plantação até 100% do tamanho desejado antes de junho.

KR 3: Adquirir e plantar as sementes em julho.

Objetivo: ter o suporte ideal para o cliente em 1 ano.

KR 1: treinar os colaboradores para apresentarem um suporte solícito, empático, ágil e amigável durante 1 mês.

KR 2: buscar possíveis otimizações de soluções através de pesquisa e apresentar as soluções otimizadas aos clientes antes de março.

KR 3: implementar um sistema de suporte ao cliente até agosto.

KR 4: implementar o método H.E.A.R.D até novembro.

KR 5: aumentar a avaliação do suporte ao cliente para 90% satisfatório até janeiro.

Como você pode observar, cada objetivo possuirá sub-objetivos (KRs). E conforme cada KR é finalizada com sucesso, será possível observar o quanto o objetivo está perto de ser concluído!

Agora você entende um pouco melhor a fórmula do OKR. Continue a leitura para aprender a implementá-la na sua empresa.

Como implementar OKR sem erros.

1. Defina os objetivos e resultados-chave

Para começar, vamos entender o passo a passo de como realizar a definição dos objetivos e resultados chave do OKR:

Passos OKR

2. Coloque a fórmula em prática por partes

Comece com uma abordagem iterativa e incremental. Para isso, adote esta metodologia através de fases, com períodos trimestrais ou ciclos de 30/45 dias, por exemplo. Assim, você poderá evoluir a fórmula gradualmente com o aprendizado mais fácil e o feedback acelerado.

Deixe para pensar em práticas avançadas depois, quando já estiver com o OKR funcionando a plenos pulmões.

Iniciar os OKRs com aplicações individuais nas equipes geralmente cria problemas, pois é mais complexo e os gestores apresentam dificuldade em esclarecer todas as dúvidas do time. Além disso, é recomendado começar com único macro objetivo para gerar/testar foco e alinhamento.

3. Promova a cultura do OKR na empresa

Construa e promova a cultura do OKR na organização. Você pode fazer isto através de um ciclo piloto, ou seja, através de um teste feito por uma equipe.

O ciclo piloto é feito em condições controladas e visa avaliar a viabilidade e eficácia da metodologia! Com os resultados do ciclo piloto em mãos, será mais fácil promover a cultura do OKR.

Uma boa opção é começar com OKRs de ciclo piloto nas diretorias, e desdobrar a cada 3 meses para incluir mais pessoas.

Ao criar um ciclo piloto com um único time, verifique se o time não depende de outras áreas. Imagine que começou somente pela área de TI, isto pode fazer com que as prioridades não estejam alinhadas com a área de negócios e torne impossível concluir os objetivos no tempo estabelecido, por exemplo.

É importante lembrar que o OKR deve fazer parte da cultura da empresa para ter 100% da potência. Portanto, as atividades do time devem ser priorizadas com base no atingimento dos OKRs.

Além disso, é bom existirem reuniões regulares para acompanhar a conclusão dos OKRs e um calendário com as datas de definição dos próximos. Isto é fundamental para evitar a falta dos resultados esperados e o esquecimento de de definir ou priorizar as metas.

4. Inicie com poucos resultados-chave

Iniciar vários projetos e acabar não concluindo nenhum pode significar um enorme desperdício de recursos. É fundamental ter foco! Por isso, para implementar esta metodologia nova, é melhor definir prioridades claras através de um conjunto pequeno de OKRs.

É como Steve Jobs disse: as pessoas pensam que foco é dizer sim para a coisa que você deve focar. Mas, o foco é dizer não para as centenas de outras boas ideias existentes.

Metas difíceis (Stretch Goals) tiram o time da zona de conforto e fazem parte da filosofia de OKRs. Porém, podem atrapalhar na implementação. Para evitar isto, comece com metas tradicionais e tente atingir 100%. Depois, pense em definir metas um pouco mais difíceis e estabeleça como 100% o que equivale a 120% das anteriores. Você verá que começar concluindo 100% dos OKRs é importante para motivar o time.

5. Faça com que os resultados-chave sejam métricas

Os resultados-chave devem simbolizar métricas, pois queremos construir uma cultura focada em resultados. Ou seja, a conclusão dos KRs precisa demonstrar melhora e sucesso.

Imagine o sistema de tarefas: a conclusão delas não demonstra necessariamente alguma melhora. Portanto, não deixe que seus KRs sejam meras tarefas. O projeto deve entregar resultados como o aumento nas vendas, clientes mais satisfeitos, entre outros.

6. Defina os macro objetivos trimestrais e/ou anuais

Geralmente, os OKRs de uma organização possuem dupla cadência: OKRs anuais de alto nível e OKRs trimestrais e detalhados para os times.

Os OKRs anuais devem ser poucos e de alto nível, como metas de sucesso que fazemos no início de um ano novo. Imagine o seguinte: quais seriam as métricas que diriam que sua empresa teve um ano excepcional?

Para OKRs trimestrais, pense nos exemplos citados anteriormente.

7. Faça sessões de OKR Planning

Para que o processo de definir as metas não seja demorado, uma boa dica é definir os OKRs em sessões de OKR Planning, nome dado a reuniões exclusivas para definir as metas.

As OKRs Planning são reuniões com diferentes áreas, das quais participam líderes/gestores e os colaboradores. Assim, é possível gerar alinhamento entras as áreas e definir os OKRs de maneira mais simples, além de permitir a apresentação das ações que serão tomadas e o feedback de todos os colaboradores.

8. Meça os objetivos conforme os resultados-chave

Como saber o quanto um objetivo ficou próximo de ser concluído? E para saber a porcentagem conquistada em relação ao total estabelecido?

A forma mais simples de medir os resultados-chave é através da proporção linear de atingimento deles. Por exemplo: a meta era aumentar a captura de clientes para 100. No final do prazo, a captura de clientes aumentou apenas para 50. Então, o time atingiu 50% da meta.

9. Utilize OKRs Masters

Os chamados OKR Masters atuam como agentes de mudança e mentores na adoção de OKR e para acompanhar os resultados. Eles podem ser de grande ajuda na implementação desta metodologia, pois te ensinam como fazer e depois te acompanham.

Por que o OKR é tão eficiente?

A metodologia OKR não é sistemática e com regras inflexíveis. Ou seja, não existem práticas exclusivas e rigorosas que necessariamente devem ser seguidas para a implementação ter sucesso. É possível adaptar os detalhes da metodologia ou fórmula para a realidade da empresa.

Suas metas são definidas para um período mais curto, por isso são mais tangíveis e permitem corrigir erros rapidamente. Esta clareza e a simplicidade dos objetivos e resultados-chave garantem o engajamento dos times.

Os resultados-chave podem ser reportados semanalmente e tornam possível antecipar e se recuperar (caso houver imprevistos) para o final do trimestre. Além disso, o aprendizado com os erros pode ser em cima de um trimestre e não apenas em cima de longos prazos.

O OKR funciona melhor com o alinhamento, por isso é uma ferramenta que prioriza a transparência e defende a visibilidade dos objetivos e resultados-chave por todos os funcionários da empresa. Além disso, os diretores falam claramente qual é a prioridade da empresa e como isso se aplica nos objetivos e resultados-chave. Para finalizar, ao usar o OKR você medirá resultado e não o esforço para realizar tarefas.

O OKR tem tudo o que você buscava em uma metodologia de gerenciamento? Ainda existem inúmeras formas de garantir o melhor planejamento estratégico do mercado.

Quer saber como? Descubra o que você precisa fazer para a execução do seu planejamento estratégico funcionar, basta assistir nosso webinar gratuitamente. Clique no banner abaixo para conferir!

Planejamento de demanda: 6 passos infalíveis para fazer do jeito certo

Quando há muitas inciativas dentro da empresa, é fácil se ver perdido em meio aos diversos projetos que, logo, começam a ficar desorganizados e fugir do controle, não é mesmo? É muito comum que esses projetos sejam mal executados e acabem desviando da estratégia organizacional, mas isso pode ser resolvido através do planejamento de demanda.

O processo de planejamento e gestão de demandas é fundamental para garantir o controle dos projetos e garantir seu sucesso. É por isso que, nesse texto, vamos ensinar tudo sobre gestão e planejamento de demandas de projetos! Siga a leitura para conferir.

O que é planejamento de demanda?

Em projetos corporativos, planejamento de demanda envolve identificar, priorizar e garantir a boa execução e monitoramento dos projetos da empresa.

Em outras palavras, trata-se de fazer uma gestão das iniciativas que surgem na empresa, garantindo que as equipes sejam capazes de atendê-las sem que a disponibilidade seja comprometida. Também é esse planejamento que vai garantir que os projetos em andamento sejam entregues dentro do escopo definido e sem extrapolar recursos.

Num mundo perfeito, seria possível atender a todas as demandas de projetos da organização, mas na vida real não é bem assim que as coisas funcionam. Os recursos são limitados e a capacidade da equipe de projetos também é.

Por isso, o planejamento de demanda inclui priorizar e filtrar os projetos, para selecionar aqueles que realmente estão mais alinhados à estratégia organizacional e que vão trazer os maiores benefícios primeiro para a empresa. Confira todos os benefícios que isso traz para a empresa:

9 benefícios de um bom planejamento de demanda

1 – Controle de custos

Quando há planejamento de demanda, você consegue definir com base em dados para onde o dinheiro destinado aos projetos vai e ajustar o orçamento conforme for necessário.

2 – Controle de prazos

Um dos objetivos do planejamento de demanda é assegurar que os prazos serão cumpridos. O planejamento de demanda ajuda a organizar as inciativas para que não faltem recursos e a equipe não fique sobrecarregada. Caso a demanda for muito grande, os projetos serão priorizados e ações podem ser tomadas para diminuir a fila, como contratação de pessoal.

3 – Melhoria do ROI

O planejamento de demanda ajuda a garantir que os projetos estratégicos serão priorizados. Isso é sentido no retorno financeiro, pois esses projetos trazem mudanças positivas na organização e permitem alcançar melhores resultados.

4 – Visibilidade dos projetos em andamento

Planejamento de demandas envolve a utilização de ferramentas que permitem visualizar todos os projetos que estão em andamento e gerenciá-los adequadamente. Entre essas ferramentas, podemos citar o portfólio de projetos, que organiza as demandas e suas informações e possibilita um controle centralizado de todas elas.

Portfólio de projetos corporativo

5 – Prestação de contas

Fazer um bom planejamento de demandas permite prestar contas aos stakeholders sobre o andamento dos projetos, evidenciando motivos pelos quais certos projetos foram priorizados, motivos para atrasos, paralizações etc.

Até mesmo a alocação da equipe fica mais clara, já que a gestão de demandas demonstra a real capacidade produtiva do time e evita um número maior de inciativas do que a equipe é capaz de tocar.

6 – Segurança na tomada de decisão

Tomar decisões de forma segura está diretamente ligado à qualidade das informações disponíveis. Estruturar um processo de planejamento de demanda garante que mais dados estarão disponíveis para apoiar as tomadas de decisão, assim como trazer insights para decidir o que vale a pena ou não ser feito.

7 – Agilidade para responder às mudanças

Uma rotina de planejamento e gestão de demandas garante que a equipe de projetos seja capaz de identificar rapidamente novos riscos e problemas e possa superá-los com mais facilidade. Isso acontece graças a fatores como indicadores, comunicação, cerimônias etc.

8 – Foco em projetos que realmente importam

Um dos maiores benefícios de gerenciar as demandas é a capacidade de colocar “ordem na casa”, por assim dizer. Com ela, você pode priorizar projetos estratégicos, ou seja, os que trazem mais resultados, e também saber quais projetos estão em execução no momento.

9 – Facilita o trabalho como um todo

Por fim, podemos dizer que fazer um bom planejamento e gestão de demandas facilita o trabalho como um todo, tanto do gerente de projetos quanto do time, que passam a ter uma visão clara, transparente e ampla dos projetos da organização.

Agora que você entendeu como o planejamento de demanda pode ajudar a sua organização, vamos te ensinar a fazer em 6 passos simples! Confira:

Como fazer planejamento de demanda em 6 passos

1 – Estime a capacidade das equipes

Antes de qualquer coisa, você precisa saber a capacidade da equipe de projetos, em termos de tamanho da equipe, quantidade de horas trabalhadas por dia e capacidade produtiva.

Descubra quantas entregas podem ser feitas em determinado período com determinados recursos, quantos projetos simultâneos podem rodar etc. Você também pode contar com um mapa de capacidade para te ajudar nessa estimativa.

[Clique para ver em detalhes]

Visão de lista alocação de equipe no Artia

Alocação de equipe – Artia Software

2 – Mapeie as iniciativas existentes

Agora, está na hora de mapear as iniciativas existentes na empresa, tanto os projetos que já estão em andamento, como as solicitações que estão para acontecer. Para isso, peça para os responsáveis por cada área enviem suas solicitações e informações sobre as que já estão em andamento.

Uma excelente ferramenta aqui é o canvas de projeto da Euax, que pode servir como termo de abertura e ajuda a refletir sobre a real necessidade do projeto. Ou seja, caso não for possível preencher o canvas com as informações do projeto, pode ser que o próprio projeto não seja justificável ou seja inviável do ponto de vista do negócio.

Assim, você já pode ir pré-selecionando as iniciativas para facilitar a priorização mais à frente.

Outro ponto importante é criar um canal oficial para criação de demandas, de modo a organizar as iniciativas. Quando as demandas são solicitadas de qualquer jeito – como em uma conversa de corredor ou pelo Skype – fica mais difícil formalizar, organizar e acompanhar indicadores.

Canvas de projeto

3 – Categorize os projetos

O próximo passo é dividir os projetos em categorias, para facilitar o gerenciamento e criação de portfólio. Você pode utilizar as mais diversas categorias, como: projetos estratégicos, projetos de sustentabilidade, projetos mandatórios, projetos de inovação, projetos de segurança e projetos relacionados à transformação digital.

4 – Selecione e priorize os projetos

O quarto passo é selecionar os projetos relevantes e priorizá-los. A priorização deve ser feita com base em critérios objetivos que podem ser aplicados em uma matriz de valores, como a Matriz 4×4, ou ferramentas prontas, como a Matriz GUT, a Matriz BASICO e a Matriz RICE.

Essa priorização ocorre através de uma pontuação atribuída para cada projeto conforme critérios claros de diferenciação.

Por exemplo: vamos supor que você utilize a nossa matriz GUT em Excel para priorizar os projetos da sua empresa. Essa matriz considera os seguintes critérios:

  • Gravidade: o impacto que o projeto causa na organização;
  • Urgência: tempo disponível para a realização do projeto;
  • Tendência: probabilidade de o problema que a iniciativa busca solucionar piorar sem sua realização.

Supondo que o projeto 1 ganhou nota 5 em todos os critérios, o projeto 2 ganhou as notas 4, 3 e 5 para gravidade, urgência e tendência respectivamente, e o projeto 4 recebeu as notas 3, 2 e 3, respectivamente.

Matriz GUT

Multiplicando as notas que cada inciativa ganhou, obtemos o Score GUT de cada uma delas. A partir disso, temos uma priorização clara de quais são os projetos mais importantes. No caso do exemplo, o Score foi 125, 60, 36 e 18, logo, a iniciativa mais urgente é a de score 125, e a menos urgente é a de score 18.

Matriz GUT

5 – Faça o balanceamento dos projetos

Priorizar as iniciativas é necessário, mas só isso não basta. Imagine que você utilizou a Matriz GUT (ou outra de sua preferência) e mais de um projeto obtiveram o mesmo score. Ou ainda, que o orçamento disponível permite fazer apenas o primeiro colocado e o terceiro. É aqui que entra o balanceamento.

O balanceamento é uma priorização mais “manual” dos projetos, e ajuda a preencher lacunas que podem ser deixadas na etapa anterior. Aqui, são levadas em conta questões mais específicas e que podem servir como critério de diferenciação de acordo com o contexto da sua empresa.

6 – Monitore

Assim que os projetos estiverem sendo tocados, deve-se realizar um monitoramento constante dessas iniciativas e de todo o portfólio de projetos. Afinal, o cenário vai mudar e você pode precisar rever o seu planejamento de demandas.

É daí a importância de estabelecer uma rotina de cerimônias de acompanhamento, para manter a comunicação e o monitoramento em dia. Nessas reuniões, o comitê de priorização dos projetos deve monitorar o portfólio, tirar as dúvidas dos stakeholders, divulgar os resultados obtidos com os projetos etc.

Lembre-se que a priorização também é contínua e deve ser confirmada na reunião de acompanhamento de portfólio.

Para melhorar ainda mais o seu planejamento de demandas, não deixe de assistir ao nosso webinar 3 Ferramentas para Priorização de Iniciativas que podem mudar a sua vida (+ 1 bônus). Nele, mostramos como utilizar ferramentas indispensáveis no planejamento de demanda. Assista já clicando no banner abaixo!

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Etapa por etapa: como montar um projeto eficiente em 5 passos

Montar um projeto que seja eficiente e não ultrapasse o prazo e orçamento previstos é uma missão árdua, mas não impossível. Como dentro de um projeto há diversas variáveis a serem consideradas, ter controle sobre o prazo, orçamento, recursos, riscos e expectativas dos stakeholders é essencial para que objetivo final seja atingido. Há até quem diga que o gerente de projetos age como um grande maestro, mantendo a harmonia e o ritmo das entregas do início ao fim do projeto.

Se você tem dúvidas sobre como fazer isso na prática, não se preocupe. Estamos aqui para ajudá-lo a montar e esquematizar o projeto que você sempre quis tirar do papel!

Como montar um projeto?

Montar um projeto é algo que exige tempo e dedicação, não apenas de quem o esquematiza, mas de todos os envolvidos. Por isso, é necessário se atentar sobre alguns pontos: quem vai iniciar? Quem vai planejar e executar? Como será realizado o monitoramento e o controle das atividades? Vamos explicar tudo para você!

1. Iniciação

Todo projeto surge de alguma ideia, certo? Então comece definindo as questões básicas, colocando-as no papel e organizando de acordo com as prioridades. Afinal, não haverá frutos sem que antes o solo seja regado. Existem documentos que podem te ajudar a ter um rumo mais definido, como o escopo e a estrutura analítica do projeto.

Identifique as informações mais relevantes

O primeiro passo ao iniciar o projeto é definir quais são as informações básicas para o início do projeto. Essas informações servem para definir o rumo que o projeto irá tomar. São elas:

Nome do projeto

Defina qual nome será dado ao projeto. Relacione-o com as questões que serão abordadas ao longo do projeto. Isso também é importante para identificar o projeto caso haja mais de um sendo executado ao mesmo tempo.

Tipo de projeto

O seu projeto é pessoal ou para sua empresa? Ele é social e tem um caráter cultural ou é acadêmico? Deixe-o explícito, afinal ele será importantíssimo no decorrer do projeto.

Justificativa

Por que realizar esse projeto? O que te trouxe até ele? A justificativa é importante para você compreender melhor o motivo da criação do projeto. Além disso, a justificativa do projeto também ajudará a envolver e engajar os participantes do projeto nas etapas seguintes, pois eles saberão o propósito do trabalho que estão desenvolvendo.

Objetivo

Onde você deseja chegar com esse projeto? Se for um projeto para sua empresa, quais mudanças ou melhorias você deseja obter quando concluí-lo? Planeje bem essa etapa para que tudo ocorra melhor depois, e não deixe de atribuir metas objetivas e relacionadas a indicadores.

Descrição

Contextualize todo o cenário do projeto. Exponha, da forma mais clara possível, como, onde e quando o projeto deve ser realizado e a finalidade dele.

Escopo

Criar um escopo antecipadamente em parceria com os stakeholders é, muitas vezes, o que diferencia um projeto de sucesso de um que acaba abandonado no meio do caminho. É importante que você estipule tudo que seja necessário para a realização do projeto, sem deixar escapar algo que possa interferir no andamento dele, e também o que não entra no escopo. Assim, mantém-se as expectativas todas na mesma página.

CTA-Escopo-de-projeto-Qual-o-nível-de-detalhe-ideal

Para saber em detalhes como criar o escopo do seu projeto, dê uma olhada no post que fizemos sobre o assunto.

Restrições

O que pode atrapalhar no andamento do projeto? Quais são os limites do que podemos fazer? Entender quais são as restrições e o que são  é um passo fundamental para não perder as rédeas.

As restrições são todos os fatores que limitam a execução de uma iniciativa. Elas também podem ser definidas como as condições impostas à realização do projeto, que devem ser obrigatoriamente cumpridas pelo gerente do projeto e sua equipe.

As restrições mais conhecidas são as de prazo, orçamento e qualidade do projeto. Quando esses fatores limitantes não são cumpridos, há mais chances de um projeto falhar.

2. Planejamento

Depois que o fundamental para o início do projeto foi decidido, é hora de planejar todas as ações e dividir as atividades entre a equipe. Essa etapa é importantíssima, pois a execução do projeto depende do próprio planejamento.

Faça uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP)

Aqui é o momento de identificar as grandes fases do projeto e, com base nelas, definir os pacotes de trabalho a serem executados.

A Estrutura Analítica de Projeto é uma subdivisão hierárquica do trabalho do projeto em partes menores, mais facilmente gerenciáveis. Seu objetivo primário é organizar o que deve ser feito para produzir as entregas do projeto. Veja o exemplo abaixo:

EAP

De forma geral, estruturar uma EAP te ajuda a definir o trabalho exato para realização do projeto, a ter uma visão mais “genérica” e comum, além de auxiliar a controlar melhor o gerenciamento e o tempo levado em cada tarefa.

Para saber mais sobre como criar uma estrutura analítica de projeto, dê uma olhada no post que fizemos sobre o assunto: Estrutura Analítica de Projeto (EAP)

Arquitete o caminho do projeto

Após criar sua EAP, é o momento de listar as prioridades e traçar todo o caminho a ser trilhado no seu projeto. Defina: o que pode ser feito com mais tranquilidade? O que há de ser feito com delicadeza e tempo exclusivo?

Depois, liste todas as tarefas e o tempo que deve ser utilizado para executar cada uma delas. Não tenha pressa, pois todo o seu projeto será executado de acordo com esse caminho, assim como uma casa é construída a partir da planta.

Com esse caminho traçado, é importante pegar as grandes tarefas, dividi-las em atividades menores e distribui-las entre os grupos. Isso torna as tarefas mais organizadas e menos pesadas, deixando-as mais orgânicas e fluídas, sincronizadas umas com as outras.

3. Execução

Chegando aqui, o seu projeto já deve estar 100% detalhado e engatilhado para colocar em prática. Entretanto, é sempre bom fazer uma revisão e analisar se faltou algo.

Desenvolva uma prévia e simule

Antes de colocar tudo em prática, é necessário analisar bem a lógica traçada. Testar e começar aos poucos é mais seguro do que dar o start e acabar se deparando com algo fora do previsto. Então pense nas tarefas que foram designadas e nos prazos delimitados e veja se você tem as respostas para as seguintes perguntas:

  1. Os prazos estão claros e as tarefas bem definidas?
  2. O seu cliente aprovou tudo que foi determinado?
  3. Existem planos alternativos no caso de algum imprevisto?
  4. Os recursos necessários estão explícitos?
  5. Os objetivos e estratégias estão claros?

Mas não se esqueça que esse é apenas a primeira análise que será feita. Durante a execução do projeto, é muito provável que aconteçam diversos imprevistos, e você terá que replanejar certas atividades para manter tudo nos trilhos.  Esteja pronto para responder com agilidade!

Não pare seu projeto como manter a execucao em home office

Converse com sua equipe

O grande erro na gestão de um projeto é colocá-lo em prática sem antes envolver a equipe. É preciso ter o feedback de cada colaborador que irá participar ativamente, pois eles podem olhar de maneira diferente e perceber alguns pontos que passaram despercebidos.

É importante que todos os envolvidos participem de uma reunião para finalizarem os termos, seja relacionado ao EAP, termo de abertura ou de outros processos. Às vezes surge algum empecilho de última hora, alguma ideia que possa adiantar ou até mesmo uma mudança estratégica. De qualquer forma, a colaboração da equipe é muito valiosa, principalmente se ela envolver profissionais de áreas diferentes. A multidisciplinaridade pode trazer vários insights interessantes para agregar valor à entrega final do projeto.

Por exemplo: se o projeto for a construção de uma casa, ao mesmo tempo que um profissional esteja instalando as janelas, um outro profissional pode estar cuidando da parte das torneiras.

Assim, cada um contribui com o que faz de melhor e ainda se economiza tempo realizando as atividades em paralelo.

Refine o projeto

Você analisou o projeto por inteiro, conversou com a sua equipe, fez ajustes. Tudo está de acordo, mas será que existem melhorias? Tenha o costume de sempre analisar partes que podem ter sido esquecidas, refinando e melhorando sempre que possível.

4. Monitoramento e Controle

Se tudo foi feito da maneira correta, seguindo os passos aqui citados, a chance do projeto ser um sucesso é muito grande. Quando tudo dá certo, o acompanhamento pós-implementação é uma maravilha. Porém, há vezes em que um erro que foi previsto lá no início se concretize, ou até mesmo que aconteça um imprevisto, e nessa hora o gerente de projetos precisar retomar a posição de maestro e lidar com isso!

Contudo, fique tranquilo! Problemas acontecem e o importante é você estar preparado para resolvê-los. Por isso, é essencial que você acompanhe atentamente passo a passo de todo o projeto, analisando se tudo que foi detalhado e combinado está sendo seguido à risca.

Documente tudo

É importante anotar, diariamente, todo o andamento do projeto, do início ao fim. Além de mostrar comprometimento, é uma chance de avaliar o desempenho dos seus colaboradores fora de uma rotina comum.

Documentar tudo auxilia caso haja erros inesperados, te dando suporte e uma base de conhecimento que pode ser útil para mapear riscos nos próximos projetos.

5. Conclusão

Ao finalizar o projeto, é interessante fazer uma revisão geral de tudo que foi feito e utilizar isso para os próximos projetos. Passe um feedback para todos os colaboradores e peça para que eles também deem um para você. Se tudo ocorreu perfeitamente, use esse modelo para os próximos, se não, analise os pontos que deram errado e os corrija.

Agora que você já aprendeu os passos fundamentais para montar um projeto, vamos te mostrar os 4 erros mais cometidos na hora de montar um projeto!

Bônus: 4 erros mais cometidos ao montar um projeto

Não contar com uma ferramenta para gerenciar o projeto

Não contar com uma ferramenta e medidores de projetos é um erro que não pode passar despercebido. É importante ter um programa específico para te ajudar a seguir o caminho correto e te alertar quando as coisas saem do esperado.

Não envolver toda a equipe desde o planejamento do projeto

É fundamental que desde o início do projeto todos os colaboradores tenham noção e ideia do que vai ocorrer e o que se espera deles. Assim, o projeto andará mais naturalmente, sem colaboradores perdidos ou atrasados.

Não utilizar indicadores para medir a saúde do projeto

Indicadores de projetos ajudam os gerentes de projeto a serem mais assertivos em suas decisões, garantem um melhor uso dos recursos, otimizam reuniões de acompanhamento e trazem insights para iniciativas futuras. Não utilizar indicadores é deixar um monte de oportunidades passarem sem ao menos dar chances a elas.

CTA-Como-selecionar-os-melhores-indicadores-para-o-meu-projeto

Subestimar a importância da comunicação entre a equipe

Nunca, em hipótese alguma, subestime o poder da comunicação, seja entre a própria equipe, ou entre equipes diferentes. A comunicação serve para alinhar e deixar nítidas as expectativas e previsões de cada parte do projeto, além de criar um melhor entrosamento entre colaboradores e tornar o projeto mais produtivo.

E então, conseguiu montar um projeto de acordo com o nosso passo a passo? Esperamos que sim! Se precisar de uma ajuda extra, recomendamos o download do nosso Canvas Visão Geral da Iniciativa. Com ele, você poderá visualizar todas as informações importantes do projeto em uma página só e facilitar a comunicação com a equipe!

Canvas de projeto

Como escolher uma ferramenta BPM? Conheça 12 opções e escolha a sua!

Cortar um pedaço de carne com uma colher é uma missão um pouco difícil, você concorda? Todo objetivo, por mais bem definido que seja, exige a ferramenta correta para ser atingido. A situação não é diferente na hora de mapear processos: você precisa dos apetrechos corretos e isso inclui uma ferramenta BPM.

Nesse post, vamos explicar o conceito de ferramenta BPM, mostrar as melhores do mercado e te ensinar como utilizá-las para melhorar os processos da sua empresa! Mas, antes de tudo, vamos alinhar nossos conhecimentos sobre BPM, para garantir que estamos na mesma página:

O que é BPM?

BPM (sigla para Business Process Management, ou Gestão de Processos de Negócio, em português) é o conjunto de práticas focadas na melhoria contínua dos processos de uma empresa. O BPM CBOK® trata o BPM como uma disciplina gerencial, ou seja, um conjunto de práticas e princípios aplicados aos processos.

Portanto, podemos afirmar que BPM não se trata de uma metodologia, uma estrutura de negócio ou um conjunto de ferramentas, como muitos pensam.

Na verdade, BPM é uma capacidade da organização. O objetivo é integrar a estratégia da empresa às expectativas e necessidades dos clientes. Por meio da gestão de processos, é possível analisar, definir, executar, monitorar e gerenciar as operações com mais efetividade.

Dito o que é BPM, podemos conceituar ferramenta BPM:

O que é uma ferramenta BPM?

Ferramentas BPM são instrumentos utilizados para automatizar, medir e otimizar processos de negócios. As ferramentas permitem que a gestão dos processos seja realizada de forma mais fácil, segura e precisa.

Em geral, estamos falando de softwares que possuem funções que vão desde documentação até simulação dos processos.

E então, conseguiu entender do que se trata? O mercado oferece uma gama de opções quando se trata de ferramentas BPM, e é fundamental escolher a que melhor se adequa aos objetivos da sua empresa. Listamos abaixo as 12 principais para que você possa conhecê-las:

12 melhores ferramentas BPM do mercado

Essa lista inclui ferramentas para geração de relatórios, criação de diagramas, obtenção de dados etc. Ou seja, elas são as melhores amigas de qualquer gerente de processos que busque uma gestão mais acurada:

1- Bizagi Modeler

bizagi

(Imagem: iProcess)

O Bizagi Modeler é uma das ferramentas mais conhecidas entre os gerentes de processos. Trata-se de um software simples de usar e que ajuda a criar diagramas bem organizados e fáceis de entender. Isso porque ele permite aplicar cores que ajudam na identificação e organização das etapas do processo.

Dos diagramas BPMN, o Bizagi permite a criação de diagramas de processos (orquestração) apenas. Mas o interessante é que a plataforma possui recursos de revisão para evitar que certos elementos sejam utilizados de forma equivocada, pois possui um verificador que valida a integridade do processo por meio das regras básicas da notação BPMN.

Também é possível documentar o processo por meio de campos que permitem adição de informações e, por fim, os diagramas podem ser exportados em PNG, BMP ou mantidos no formato da própria ferramenta (.BPM). O software também gera documentações/manuais em PDF, DOC e HTML, e os arquivos podem ser exportados e importados nos formatos padrão BPMN e XPDL.

As funcionalidades e a maioria dos elementos estão traduzidos em português. Além disso, a ferramenta também permite a simulação de processos para que seu desempenho possa ser testado. Legal, não é?

2- Heflo

heflo-ferramenta-bpm

(Imagem: Heflo)

O Heflo é uma ferramenta 100% online, ou seja, não exige a instalação de nenhum aplicativo e pode ser utilizada em qualquer máquina que possua acesso à Internet. Ela gera documentação complementar e utiliza a notação BPMN 2.0.

Os arquivos podem ficar armazenados na nuvem ou podem ser exportados em diversos formatos, como PDF, Excel, Word e HTML. Os diagramas são bem visuais e fáceis de organizar, e as raias se ajustam automaticamente conforme novos elementos são adicionados.

Para a criação de documentação, o Heflo possui um editor de texto bem competente, com opções de formatação, criação de tabelas etc. Além disso, a ferramenta é toda em português, o que pode facilitar muito a usabilidade.

3- Supravizio

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(Imagem: Ecr Consultoria)

O Supravizio é um software brasileiro produzido pela Venki, assim como o Heflo, só que esse exige instalação na máquina.

Entretanto, trata-se de uma plataforma muito competente. Entre os pontos positivos, podemos citar a boa usabilidade no celular e a capacidade de gerar dados úteis: a plataforma conta com um dashboard de indicadores, o que ajuda a identificar problemas e tomar decisões estratégicas.

4- Visio

visio-ferramenta-bpm

(Imagem: Lucidchart)

Visio é um software criado pela Microsoft e é muito popular entre os gerentes de processos, especialmente os usuários do sistema Windows. Por meio do Visio, é possível criar gráficos, fluxogramas, organogramas e uma série de outras formas de sistematizar e documentar processos.

A plataforma também inclui uma série de ferramentas para desenho, que seguem o estilo de usabilidade do Paint. A interface é intuitiva e não é muito difícil de utilizar.

5- ARIS

aris-ferramenta-bpm

(Imagem: Aris Community)

O Aris (Architecture of Integrated Information Systems) é um software que serve para modelagem, controle e execução de processos. Originalmente a plataforma desenvolveu por anos a notação EPC, mas hoje incorpora o BPMN. Além de BPMN, é possível trabalhar com Cadeia de Valor, organograma, modelo de dados e EPC.

O ARIS Express é uma versão da ferramenta especificamente para desenhar diagramas de processos. Ela também utiliza cores para tornar os diagramas mais visuais e permite a criação de documentos complementares que podem ser exportados em formatos como PDF ou RTF. Os diagramas são salvos no formato da própria plataforma (.adf).

Também conta com funcionamento em nuvem.

6- BPMN.io

bpmnio-ferramentas-bpm

(Imagem: bpmn.io)

Essa plataforma tem funcionamento 100% online e permite a criação de diagramas de forma simples sem a necessidade de instalação de aplicativos, pois funciona no seu browser web.

Em comparação com os anteriores, o ponto negativo é que ele não possui recursos complementares, como documentos ou diagramas com cores para facilitar o entendimento. Ou seja, é apenas uma ferramenta simples para criação de diagramas.

No final, você pode fazer download dos diagramas em .bpmn ou .png.

7- Modelio

modelio-ferramenta-bpm

(Imagem: modelio.org)

O Modelio é uma ferramenta open source de modelagem de processos. A função principal é a criação de diagramas UML, mas ela foi melhorada para criar diagramas em BPMN.

Essa plataforma é um pouco mais avançada e por isso a utilização não é tão simples: mesmo elementos como conectores precisam ser adicionados um a um no diagrama e pode ser necessária uma série de comandos.

No entanto, ela é muito aderente à notação BPMN, e é possível validar as regras da notação conforme a especificação da OMG.

A interface é somente em inglês e os diagramas podem ser exportados em formatos de imagem, como PNG ou JPEG.

8- Adonis

adonis-ferramenta-bpm

(Imagem: Adonis Community)

O Adonis é uma excelente ferramenta de gestão de processos e conta com inúmeras funcionalidades: documentação da organização, perfis de cargos, controle de custos de processos, otimização e modelagem de processos, reengenharia, gestão de riscos, entre outros.

Ou seja, as possibilidades de aplicação são amplas e a ferramenta pode se tornar um verdadeiro parceiro do gerente de processos, pois trata-se de um sistema integrado de gestão.

9- Draw.io

drawio-ferramentas-bpm

(Imagem: bujarra.com)

Com o Draw.io você pode criar diagramas de processos no estilo flowchart (modelo para o qual foi pensado) ou BPMN, incorporado posteriormente.

O software permite misturar palhetas de diferentes tipos de diagramas e possui elementos que estão fora da especificação formal BPMN. Isso é um problema, especialmente para iniciantes que podem se perder nos recursos da plataforma. Além disso, não há recurso de validação dos diagramas.

O ponto positivo é que os diagramas podem ser salvos em plataformas de armazenamento na nuvem, como o Google Drive e o OneDrive, ou pode ser salvo no computador em XML.

10- Bonita BPM

ferramenta-bonita-BPM

(Imagem: iProcess)

O BPMS da Bonitasoft é uma plataforma de código aberto para automação de processos com uma ampla variedade de recursos para gestão.

O modelador Bonita BPM é uma ferramenta integrada ao BPMS da Bonitasoft. Portanto, é necessário instalar a suíte Bonita BPM Community para usar o modelador, mas trata-se de uma solução gratuita.

Como um todo, a solução oferece um estúdio de modelagem de processos e um BPM & Engine para Fluxo de trabalho em uma interface de usuário intuitiva.

11- Sydle

sydle-one

(Imagem: Sydle One)

O SYDLE ONE é uma plataforma digital corporativa all-in-one, uma vez que possui diversas soluções integradas nativamente, como BPM, ECM, Analytics, CRM, Service Desk, Portal de Relacionamento, E-commerce, R&S.

Além disso, possui diversos recursos integrados, como OCR/ICR, chat, Whatsapp, videochamadas, geolocalização, criptografia de dados, assinatura digital de documentos, e outros. 

Trata-se de uma verdadeira suíte de recursos com funcionamento via web, portanto, não é necessário fazer download ou instalação.

Com a junção de BPM e ECM, é possível modelar, automatizar e gerir todos os processos de uma empresa, assim como, armazenar e estruturar grandes volumes de dados que são nativamente indexados para otimização de pesquisas. Dessa forma, pode-se acompanhar o andamento das atividades e receber alertas sobre exceções encontradas durante o processo.

Com o analytics da plataforma, consegue-se fazer análises de todos os dados em tempo real, facilitando a gestão à vista e fornecendo insights para a tomada de decisão rápida. 

12-  Yaoqiang BPMN Editor

ferramenta-Yaoqiang-BPMN-Editor

(Imagem: SourceForge)

O Yaoqiang BPMN Editor é uma ferramenta open source com uma vasta quantidade de recursos. Com ela, é possível usufruir de todos os elementos para modelagem de diagramas de processos (orquestração) e também para conservação e coreografia. No final, os mapeamentos podem ser salvos em formatos de imagem ou em .bpmn

Como escolher a ferramenta BPM certa?

Na hora de escolher a ferramenta certa para a sua empresa, é preciso pensar nos seguintes pontos:

  • Experiência do usuário;
  • Capacidade de gerar documentação;
  • Capacidade de integração com outros sistemas;
  • Suporte;
  • Pode ser acessada por toda a equipe?

Não esqueça de definir bem os objetivos e os requisitos antes de fazer qualquer aquisição de ferramentas pagas. Um processo de compra mais cuidadoso, com testes e avaliação metódica de fornecedores, evita dores de cabeça no futuro.

Para te ajudar ainda mais na modelagem de processos, nós preparamos uma paleta reduzida de notação BPMN com os elementos mais utilizados na documentação de processos. Nela, explicamos os símbolos mais utilizados na modelagem, um recurso muito útil para simplificar a vida de quem não tem muita familiaridade com a notação.

E o melhor: ela é totalmente gratuita! Clique no banner abaixo para fazer o download!

Guia de Notação BPMN

Por que você deveria contratar uma empresa de consultoria empresarial?

É muito comum pensar que os líderes de uma grande empresa são como super-heróis e que sabem tudo o que precisa ser feito. No entanto, cada vez mais vemos as organizações recorrendo à ajuda de profissionais especializados em diferentes áreas de atuação. Afinal, é humanamente impossível conhecer todas essas práticas com profundidade. É aí que entra o trabalho de uma empresa de consultoria empresarial. Acompanhe o post e entenda como essas organizações podem ajudar o seu negócio a alcançar mais resultados!

Como funciona uma consultoria empresarial?

Por conta de sua experiência e vasto conhecimento, as empresas de consultoria empresarial são ótimas aliadas para resolver problemas complexos e alcançar resultados em curto, médio e longo prazo. Esses parceiros de negócio são fundamentais para trazer um olhar crítico para a organização e destacar inovações que podem e devem ser feitas.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, em um trabalho de consultoria empresarial os consultores funcionam mais como orientadores do que donos da verdade. Esses profissionais têm como premissa apontar as direções que o negócio pode seguir, fazer recomendações e apontar riscos de adotar uma ou outra prática. Mas a decisão final sempre é dos gestores. Por isso, a participação do contratante é fundamental para alcançar o sucesso.

Essa é a primeira coisa que você precisa saber antes de contratar uma consultoria empresarial para apoiar sua organização. Há uma falsa sensação de que consultores são seres mágicos, dotados de superpoderes que os fazem imbatíveis. Isso não é verdade. Super-heróis não existem. É preciso investir em muito trabalho duro, ter uma visão de futuro bem-definida e, é claro, contar com as ferramentas certas para cada momento.

A partir de um atendimento personalizado, guiado pelas necessidades dos clientes, é possível encontrar as melhores soluções para os problemas de negócio. E é justamente por isso que é difícil estipular um valor e uma duração padrão para todas as consultorias. Varia de empresa para empresa. Em linhas gerais, bem gerais mesmo, um trabalho de consultoria empresarial se divide em três etapas básicas. São elas:

1. Diagnóstico

A etapa de diagnóstico é crucial para todo o processo de consultoria. É neste momento que o consultor entende – de verdade – quais as reais necessidades do cliente. Funciona quase como tirar um raio X da empresa e identificar todos os pontos que precisam ser melhorados. A participação do contratante é fundamental nessa etapa, afinal, ninguém conhece melhor sua empresa do que você mesmo. E não deixe que te digam o contrário.

Desconfie de consultores e empresas de consultoria que chegam impondo a visão deles sobre sua empresa, ou então pulem essa etapa do diagnóstico. Quando não há uma visão clara daquilo que está incomodando, as chances de implantar uma solução que não resolva as dores latentes é muito grande.

2. Solução

Uma vez que as necessidades reais tenham sido identificadas e definidas em conjunto com o cliente, o próximo passo é montar um plano de trabalho para resolver as dores identificadas. Isso significa listar uma série de ações que precisam ser feitas para mudar o status quo e trazer melhorias, seja nos processos, nos projetos, na própria estratégia de negócio ou até mesmo na revisão do uso de tecnologia da informação na empresa.

Na hora de montar essa solução, é fundamental partir da premissa de que não existe bala de prata. Aquilo que funcionou com empresa X, Y ou Z não necessariamente funcionará para sua empresa. É preciso observar aspectos relevantes como cultura organizacional, arquitetura de processos e mindset do negócio.

Nesse sentido, ter um consultor especializado e experiente traz mais segurança para a tomada de decisão. Afinal, esse profissional estará atualizado sobre as boas práticas e poderá indicar o melhor caminho, baseando-se nas especificidades do seu negócio. Ou seja, mais chances de dar certo!

3. Avaliação

E, por fim, não basta apenas realizar uma série de ações se você não as monitorar. Esse acompanhamento contínuo e durante todo o projeto é necessário para saber se os resultados desejados estão realmente sendo alcançados. Não adianta nada só prestar atenção no desempenho quando o plano de ação estiver próximo do fim. A avaliação constante ajuda a identificar possíveis falhas ainda no começo, possibilitando uma mudança de rota.

É importante destacar que não se tratar de monitorar por monitorar, é preciso saber exatamente o que medir. Nesse ponto, ter uma consultoria com foco em performance pode ajudar muito. Você conseguirá definir os principais indicadores que devem ser observados, garantindo que tudo aquilo que você monitora diariamente tenha um propósito e demonstre uma relação de causa e efeito, permitindo rastrear a causa raiz dos problemas.

Por que contratar uma empresa de consultoria empresarial?

1. Montar sua estratégia de negócio

Para que uma empresa se mantenha competitiva, é preciso elaborar uma estratégia de negócio que seja consistente, duradoura e difícil de ser copiada. É claro que essa não é uma missão fácil. Por isso, uma empresa de consultoria empresarial pode te ajudar a traçar a rota perfeita para você alcançar sua tão desejada visão de futuro. Com o planejamento estratégico e as ferramentas certas, sua organização será muito mais produtiva.

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2. Transformar os processos

Ter processos claros e bem definidos é essencial para ganhar agilidade e aproveitar bem os recursos. Além disso, os processos viabilizam a estratégia, mantendo as rotinas operacionais de pé. Nesse sentido, otimizar, padronizar e transformar os processos pode trazer grandes ganhos de produtividade, eliminando lacunas, gargalos e retrabalhos. Além disso, ajuda a criar um senso de responsabilidade e a trazer mais clareza sobre as etapas necessárias para gerar resultados.

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3. Melhorar a gestão de projetos

A sua organização consegue priorizar os projetos ou quem grita mais alto consegue o que quer primeiro? Estabelecer um método adequado para selecionar e gerenciar projetos é fundamental para alcançar o sucesso. Nesse sentido, uma consultoria em gestão empresarial pode te ajudar a estabelecer regras e ferramentas para conseguir visualizar com mais clareza aquilo que vai gerar resultados mais rapidamente, através de critérios bem definidos.

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4. Usar a tecnologia a seu favor

Na sua empresa, a área de TI é vista como um centro de custos ou como uma parceira estratégica da organização? A transformação digital está batendo à porta e é cada vez mais necessário que a empresa saiba usar a tecnologia a favor do negócio. Uma consultoria especializada em gestão de TI pode ajudar a pôr ordem na casa e liberar tempo e dinheiro da TI para investir em projetos realmente estratégicos.

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5. Trazer inovações para a empresa

Você sabia que inovação vai muito além de produtos e serviços? Uma empresa de consultoria empresarial vai te ajudar a capturar insights e converter boas ideias em projetos para reinventar seu negócio. Afinal, os ciclos econômicos estão cada vez mais curtos e, por isso, ideias criativas e que realmente agreguem valor podem ser aquilo que diferenciam você do seu concorrente. Não subestime o poder de uma boa vantagem competitiva!

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6. Melhorar a experiência do cliente

Atualmente, o poder está nas mãos dos consumidores que, cada vez mais, estão buscando por experiências arrebatadoras ao invés de simples produtos ou serviços. E que tal se você pudesse capturar os sentimentos que o seu consumidor tem ao interagir com a sua marca, mapeando todos os pontos de contato? Uma consultoria em gestão da experiência pode te ajudar nessa tarefa e ajudar a melhorar a satisfação e fidelização dos clientes.

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Está pensando em contratar uma empresa de consultoria empresarial para apoiar seu negócio em alguma demanda? A Euax Consulting possui a expertise necessária para te auxiliar da melhor forma. Nossos consultores têm experiência e são certificados por instituições reconhecidas internacionalmente. Estamos preparados para te atender!

Nosso modelo de gestão próprio, o Euax Acelera, traz as melhores práticas de mercado, testadas e aprovadas por nós ao longo dos últimos 15 anos. Nosso foco não é recomendar nenhuma bala de prata, mas entender as necessidades reais da sua empresa e, através da combinação de múltiplas ferramentas, montar a solução mais adequada.

Utilizando os princípios do Design Thinking, que tem como base a empatia e a cocriação, fazemos um trabalho a muitas mãos, de forma colaborativa. O cliente participa do projeto do início ao fim, garantindo a assertividade dos resultados e a autonomia da empresa. Tudo isso sem deixar de lado as entregas de valor, que são construídas por etapas, gerando resultados mais rápidos. Afinal, nosso foco é na performance.

Entre em contato conosco e vamos juntos resolver problemas complexos de forma visual e colaborativa!

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