Práticas para geração de ideias

geração de ideias

Nos últimos tempos a geração de ideias começou a ser tratada de modo diferente pelos principais autores e especialistas em inovação. Dentro de um processo de inovação, são amadurecidos e implantados estágios próprios para a geração de ideias, e não se assume a existência de várias ideias que somente pelo seu respectivo desenvolvimento, como anteriormente indicado.

Dessa forma, novas práticas têm sido incorporadas ao processo de desenvolvimento de novos produtos, principalmente no primeiro estágio, no qual alguns autores, como Patterson (1999), chamam de “quebra-cabeça”. Essas práticas são mais bem explicadas por Cooper, Edgett e Kleinschmidt (2002a), que, segundo os autores, caracterizam-se por:

  • Adicionar um estágio no início do processo para geração de novas ideias;
  • Fazer com que as pesquisas de base estejam efetivamente ligadas ao processo; e
  • Melhorar o processo de seleção de projetos, torná-los mais eficazes, não permitindo que projetos ruins sejam selecionados no lugar dos bons.

O que é geração de ideias?

A geração de ideias é enfatizada na pesquisa realizada por Barczak, Kahn e Moss (2006), onde todos os entrevistados citaram o valor de estabelecer um consistente conjunto de boas práticas para avaliar as novas ideias, assegurando que elas estejam alinhadas com a missão organizacional, como também aplicar estes princípios por toda a organização.

Cooper, Edgett e Kleinschmidt (2002a) citam algumas organizações como exemplo, onde elas estabeleceram uma postura proativa na geração de ideias e uma sistematização para o processo, tais como:

1. Ideias são direcionadas para um ponto focal, como por exemplo, para o gerente de novos produtos, que irá encaminhá-la para o primeiro estágio, no qual a avaliação inicial será desenvolvida. Importante observar que todos os projetos seguem o mesmo caminho, somente as ideias que foram concebidas no tempo livre do colaborador serão desenvolvidas no primeiro estágio pelo próprio idealizador, que fará as primeiras investigações;

2. O primeiro estágio consiste de um pequeno grupo multidisciplinar de gerentes em nível médio de hierarquia, reunindo-se bimestralmente ou mensalmente para revisar as ideias. Estas são avaliadas utilizando-se de simples pontuações com critérios definidos e bem claros, tipicamente com questões de sim ou não e pontuação de zero a dez;

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3. Mesmo com a rejeição da maioria das ideias, são enviadas respostas para os proponentes, explicando o porquê da rejeição/aceitação da ideia e os critérios.

4. Quando a ideia passa pela primeira seleção, então é nomeado um pequeno comitê multidisciplinar, responsável por elaborar o escopo e os procedimentos preliminares;

5. As ideias rejeitadas/aceitas são armazenadas em um banco de ideias. Isso elimina o risco de perder boas ideias que não estão no momento adequado ou que precisam de mais recursos e tempo para serem amadurecidas;

6. As ideias armazenadas no banco de ideias são disponibilizadas em um determinado formato para todos os colaboradores, favorecendo ajustes e melhorias;

7. Periodicamente o gerente do processo examina o banco de ideias e aquelas incrementadas/melhoradas são trazidas novamente para a avaliação no primeiro estágio.

Ferramenta para Geração de Ideias

Existem técnicas e ferramentas que podem ser usadas para estimular a geração de ideias com objetivos específicos. Confira algumas delas e saiba como funcionam:

  1. Brainstorming: o que é e como aplicar na geração de novas ideias;
  2. Design Thinking e seu papel no processo de inovação;
  3. Jornada do cliente: veja como ela pode ajudar o seu negócio;
  4. Gestão da inovação: saiba como aplicar na sua empresa;
  5. Canvas: conheça essa ferramenta de inovação.

Assista ao nosso webinar sobre cultura de inovação e saiba como promover a geração de ideias dentro da sua empresa.

cultura de inovação

Charles Prada

Sócio consultor da Euax, bacharel em Ciências da Computação, mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela UFSC, possui mais de 16 anos de experiência em projetos de inovação e atua como professor de graduação e pós-graduação da área de inovação.

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