O que é um ERP e como implantá-lo: manual de sobrevivência para gerentes de TI

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A implantação de um ERP pode criar um verdadeiro cenário de guerra em uma empresa. Se você é um gerente de TI, ou desempenha o papel de um, sabe bem o que é estar no meio de um campo de batalha. De um lado, a diretoria cobra a entrega de resultados. De outro, usuários insatisfeitos com o sistema atual, mas ao mesmo tempo resistentes à troca. E você, no meio do combate, já consegue sentir a desordem generalizada avançando.

Mas então qual seria a saída para evitar o caos na implantação do ERP? Neste post você não vai encontrar soluções milagrosas, respostas prontas ou o antídoto contra os riscos e as incertezas comuns nesse tipo de projeto complexo. Porém, vai encontrar algumas provocações que certamente vão te fazer refletir sobre aspectos importantes envolvidos na manutenção e troca de ERP. Afinal, é somente munido da estratégia e das ferramentas certas que você vai conseguir vencer a disputa! Pronto para iniciar essa jornada?

Você pode seguir a leitura na ordem ou clicar em um dos links abaixo para ir direto ao tópico de maior interesse:

Boa leitura!

Para começo de conversa, vamos alinhar um conceito básico:

O que é um ERP?

Um ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recursos Empresariais) é um sistema de gestão que integra diferentes operações do negócio em um único lugar, centralizando as informações. Esse sistema auxilia os gestores a gerenciar e melhorar os processos, além de facilitar o acesso às informações, sem dados desatualizados ou duplicados.

Mas, como? Bom, cada área da empresa, como marketing, financeiro ou RH tem suas próprias planilhas e base de dados, informações importantes que precisam estar organizadas e acessíveis para que eles consigam trabalhar.

O que o ERP faz é centralizar todas as informações de todos os setores em uma mesma plataforma. Isso facilita o acesso aos dados e a organização deles e facilita as tomadas de decisão dos gestores.

Um sistema ERP é composto por diversos módulosque compartilham a mesma base de dados, portanto, são capazes de “conversar” entre si e automatizar os processos. Alguns dos módulos mais comuns são: Financeiro, Vendas, Compras, Recursos Humanos, Estoque, Contabilidade, Controladoria, Fiscal, Logística e Produção.

Módulos do ERP

Um ERP é dividido em várias “camadas”, que podemos resumir em:

  • Interface: parte do sistema visível aos usuários, onde são realizados os comandos que transmitem informações;
  • Processamento: consiste na utilização de dados para responder a um determinado comando realizado pelo usuário;
  • Armazenamento: local em que os dados são guardados com segurança, possibilitando a exportação.

Trocando em miúdos, um ERP é a tecnologia que possibilita que você troque milhões de planilhas espalhadas aos quatro cantos por um sistema centralizador, que te mostre de forma organizada e coesa aquilo que você precisa, após um simples comando.

Então, por exemplo, se você tem um e-commerce, precisa de visibilidade sobre os produtos que saem e a quantidade de produtos disponíveis em determinado momento. Afinal, apenas assim você conseguirá saber quando precisa renovar o estoque, certo? Há fornecedores de ERP, inclusive, que permitem configurar um lembrete automático disso.

E já que estamos falando de benefícios, confira a lista que preparei com as principais vantagens de ter um ERP na sua organização!

7 benefícios de ter um ERP na sua empresa

1. Facilita a tomada de decisão

Com um ERP na sua empresa, você poderá ter acesso a informações em tempo real. Como todos os módulos compartilharão a mesma base de dados, não haverá duplicidade ou conflito entre os dados. Assim, ficará muito mais fácil ter visibilidade dos números e saber a hora certa de agir! Além disso, será possível eliminar controles paralelos que só geram retrabalho. Exemplo disso é quando uma empresa possui várias planilhas para monitorar a mesma coisa, porém, utilizando diferentes metodologias que chegam a diferentes resultados.

2. Melhora a comunicação

Uma vez que você tenha um ERP implementado, com o tempo vai perceber que a comunicação entre as pessoas passará a fluir muito melhor! Afinal, todas elas estarão na mesma página porque terão acesso às mesmas informações no momento certo. Ou seja, trata-se do fim das chamadas “conversas de louco”, que pouco agregam para o negócio e só tendem a confundir e atrapalhar o andamento das atividades.

3. Aumenta a produtividade

O ERP é poderoso em automatizar tarefas repetitivas. Isso facilita a manutenção da padronização do processo, que passa a ser desempenhado com o mínimo de erros. Dessa forma, as pessoas terão mais tempo para se dedicar a atividades estratégicas, que realmente agreguem valor ao cliente e aumentem a competitividade do negócio.

4. Reduz os custos

A longo prazo, a implantação de um ERP tem se mostrado bastante satisfatória na redução de custos. Essa redução vem de vários lados: aumento do desempenho do processo, rapidez na resposta às mudanças de mercado, foco em atividades estratégicas e por aí vai.

5. Maximiza o controle

Funcionalidades como controle de estoque e faturamento, fluxo de caixa, contas a pagar, contas a receber, emissão de notas fiscais, boletos e relatórios, cadastro de clientes, fornecedores e serviços etc. ajudam a montar um panorama da operação e facilitam o gerenciamento dos processos primários da empresa. Também é natural que você consiga ter mais clareza sobre os pontos fortes e os pontos que podem ser otimizados nos processos.

6. Proporciona segurança da informação

Atualmente, os sistemas ERP têm melhorado de forma significativa sua tecnologia, tornando esse ambiente mais seguro e confiável para armazenar informações preciosas para o negócio. Por isso, não há motivos para ficar preocupado! Há diversos mecanismos de proteção que acompanham o ERP. Você pode tanto escolher uma solução na nuvem ou, se você se sentir mais confortável, instalar o ERP no servidor da sua empresa.

7. Eleva o compliance

Uma das características de um bom fornecedor de ERP é a adaptação contínua à legislação. Isso significa que, a cada nova mudança na lei, será gerada uma atualização para o ERP. Dessa forma, garantimos o compliance, ou seja, o cumprimento das obrigações legais. Isso não é pouca coisa, afinal, vale lembrar que uma empresa fora da lei é uma empresa exposta a riscos!

Para obter esses e outros benefícios você precisa, antes de mais nada, conhecer quais os tipos de ERP existentes. Afinal, não dá para escolher um fornecedor sem o mínimo de conhecimento, certo? A seguir, entenda as diferenças entre o ERP on-premise, o ERP on-demand e o ERP híbrido.

Leia também  5 erros comuns na implantação de um ERP e como evitá-los

Tipos de ERP

ERP on-premise (local)

É o ERP hospedado no servidor da empresa e baseado na aquisição de licenças, que são instaladas em cada computador. O principal benefício desse tipo de ERP é que a empresa tem total controle sobre os dados e uma percepção maior de segurança. Contudo, a longo prazo, esse modelo pode se tornar mais caro, pois a implantação é demorada e complexa. Além disso, após a implantação, é preciso contar com uma equipe para fazer a manutenção do software.

Portanto, ERPs on-premise são ideais para empresas mais conservadoras em relação ao cloud computing e que possuem recursos suficientes para bancar uma instalação local.

ERP on-demand (na nuvem)

É o ERP hospedado no servidor do fornecedor do sistema de gestão. A grande vantagem desse tipo de ERP é que você consegue acessá-lo de onde estiver, em qualquer lugar com uma boa conexão à internet. Além disso, ao contratar um ERP na nuvem você paga pelo serviço, não pela licença. É claro que cada modelo de assinatura pode ter restrições diferentes, como limite máximo de usuários. Aí fica a sua responsabilidade em escolher a melhor opção para o seu negócio.

Apesar de muitas empresas se sentirem inseguras em relação a esse tipo de tecnologia, atualmente ela é absolutamente segura. Em muitos casos, até mais segura que um ERP on-premise, pois o fornecedor precisa garantir essa segurança!

Além de tudo isso, o ERP por assinatura garante maior flexibilidade em relação ao uso da própria ferramenta, pois permite que a empresa adquira apenas as funcionalidades que precisa e possa agregar mais ao longo do uso. Dessa forma, evitam-se gastos desnecessários.

Portanto, ERPs on-demand são mais indicados para empresas que precisam de uma solução móvel com implantação rápida e econômica, e possuem acesso a uma boa conexão com a internet.

ERP híbrido

O ERP híbrido é aquele que mescla características do ERP on-premise e do ERP on-demand, trazendo o melhor dos dois mundos. Assim, é possível contar com o conforto de ter um ERP “em casa” e com a flexibilidade da conexão a distância, acompanhando o crescimento do negócio. Ideal para a maioria das empresas!

Tipos de ERP

Um aspecto decisivo na hora de escolher o modelo de ERP é a segurança que ele traz, e se você se pergunta qual tipo de ERP é mais seguro, vamos responder no próximo tópico.

Como um ERP mantêm a segurança das informações?

A segurança da informação é um aspecto indispensável dentro de uma organização, pois se está lidando com dados de clientes, informações sigilosas da sua própria empresa. Se por acaso, houver um vazamento de informações, o seu negócio corre o risco de ter a reputação manchada, perder clientes e competitividade.

Nesse caso, um ERP, além de centralizar os dados de diversas áreas da empresa, oferece essa segurança necessária para o negócio. Isso é possível porque grande parte desses sistemas operam em nuvem, e por isso, possuem diversos mecanismos de proteção da informação.

Em geral, ERPs na nuvem possuem segurança por manter acesso restrito às informações. Isso quer dizer que apenas pessoas credenciadas poderão visualizar as informações do sistema. Também ajudam a manter a segurança: os firewalls. Eles são dispositivos que monitoram o tráfego de entrada e saída do sistema e pode bloquear tráfegos específicos que podem ser maliciosos. E por fim, há a possibilidade de as informações serem criptografadas, ou seja, codificadas e embaralhadas para evitar que alguém desautorizado tenha acesso.

Por outro lado, um ERP on-premise também oferece muita segurança por estar instalado nas máquinas da própria empresa, o que dificulta o vazamento de dados para terceiros.

É possível fazer customizações no ERP?

A resposta é sim. É completamente possível fazer customizações no sistema. Uma vez que o ERP é formado por módulos, você tem a possibilidade de adquirir as funcionalidades básicas e depois agregar aquilo que achar necessário. Em geral, ERPs on-premise são mais fáceis de ser customizados, em comparação com o modelo on-demand, que tem uma implantação mais rápida. Porém, existe a possibilidade de personalizar as duas opções.

Mas se atente a uma coisa: se você está precisando fazer muitas customizações no seu ERP isso talvez indique que ele não é o mais adequado para a sua empresa.

Se você já possui um ERP e está em dúvidas se é melhor continuar com o que tem ou trocar por outro, acompanhe a leitura na sequência. 
Mas, se você ainda não tem um ERP na sua empresa, recomendo que pule a próxima parte e vá direto para o momento em que explico como implantar um ERP!

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Manter ou trocar de ERP? 7 sinais de que o ERP não está adequado às necessidades de negócio

Na hora de decidir se mantém ou troca o ERP da sua empresa, preste atenção nos sinais que a própria organização pode estar dando. Confira sete deles:

1. Você está tentando encaixar um quadrado dentro de um círculo

O ERP precisa atender aos processos de uma forma natural, indolor, desburocratizada. Ou seja, a empresa não pode se esforçar além do necessário para fazer o sistema caber no processo ou vice-versa. Lembre-se: o ERP deve fazer parte do dia a dia e ajudar as pessoas nas suas atividades. Caso contrário, não será possível aproveitar todo o potencial do sistema.

2. O sistema está tão customizado que é praticamente impossível atualizá-lo sem problemas

Se você possui um sistema customizado demais, tenho uma má-notícia: é possível que você tenha contratado o sistema errado ou não está sabendo aproveitar corretamente todas as funcionalidades do sistema de gestão integrada. É claro que um pouco de personalização é necessário para adequar o sistema à rotina da empresa. Mas, às vezes, menos é mais!

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3. Você entra em pânico quando alguém comenta algo sobre alterações na legislação

Este é mais um sinal claro de que o seu sistema ERP não está mais dando conta de atender às suas necessidades, em razão da falta de um suporte adequado. Outra possibilidade é a existência de tanta customização que ficou praticamente impossível realizar qualquer outra alteração. Não importa em qual das duas situações você se encaixa: as duas são ruins e exigem um estudo imediato!

4. O ERP funciona razoavelmente, mas a tecnologia está ultrapassada e, em breve, vai trazer problemas

Sabemos que as tecnologias evoluem com uma velocidade impressionante, não é mesmo? Se o seu ERP utiliza uma tecnologia que não é ou não será mais suportada pelo fornecedor em breve, está na hora de trocar de ERP! Se os seus clientes e fornecedores estão utilizando outro padrão de tecnologia — melhor que o seu —, mesma coisa! Se você precisa de uma tecnologia mais rápida, idem! É melhor se antecipar do que ficar ultrapassado.

Leia também  5 dicas para a escolher o melhor ERP antes da compra

5. Você tem uma estratégia de crescimento e existem novos processos que precisam ser implementados para suportá-la

Se durante a elaboração do planejamento estratégico você percebeu que a sua empresa vai seguir novos rumos e será necessário implantar novos processos, fique atento se o ERP vai dar conta de tudo! Das duas, uma: ou você terá que rever sua estratégia ou adquirir um novo sistema de gestão empresarial.

6. O tempo de manutenção está subindo dia após dia

Quanto tempo demorou a última manutenção do seu ERP? A demora na atualização do sistema é um sinal claro de que o ERP já não dá mais conta das necessidades da empresa ou, então, que a tecnologia utilizada por ele está ficando defasada. Quanto menos tempo levar para atualizar o ERP, mais rápido a organização terá as informações que precisa para continuar evoluindo o negócio.

7. O atendimento do seu fornecedor atual não está mais adequado à sua necessidade

A sua empresa aumentou e o seu fornecedor de ERP continua do mesmo tamanho? Outra situação comum quando se trata de implantação de ERP é a organização experimentar um amplo crescimento e o sistema não dar conta de acompanhar essa evolução. Que fique bem claro: o seu fornecedor precisa dar conta de atender suas necessidades e prestar um suporte adequado aos usuários do sistema de gestão. Não dá para separar ERP de fornecedor!

Leia também: O que é um sistema ERP?

Sinais para trocar de ERP

Se você optou por trocar seu ERP, confira algumas dicas para facilitar a implantação!

Como implantar um ERP em 6 passos

Além de serem bastante complexos, projetos de implantação de ERP apresentam alto custo e longa duração, afinal, envolvem muitas pessoas. Confira alguns passos que considero essenciais para uma boa implantação de sistema:

1. Escolha

Existem alguns pontos que você precisa levar em consideração na hora de escolher um ERP para a sua organização. É uma boa prática mapear os processos para entender como o negócio funciona e, somente depois, bater as necessidades da organização com os requisitos do sistema. Então, avalie a arquitetura da organização, levante os requisitos e os processos e, só depois, escolha o ERP mais adequado!

Aqui no blog temos um texto completo com 5 dicas para você escolher seu ERP!

2. Planejamento

Depois de escolher o melhor fornecedor de ERP, você precisará planejar como vai realizar essa implantação. Há diversas formas de fazer isso. Você pode, por exemplo, planejar a implantação em ondas. Ou, então, decidir pelo big bang, que é quando implantamos tudo de uma única vez. Tendo definido qual direção será seguida, é feita a reunião de kick off e o projeto é lançado e divulgado, juntamente com a definição das entregas.

Para facilitar o controle do projeto, você pode contar com um software de gestão de projetos, como o Artia.

3. Análise

Aqui é o momento de mapear os processos existentes, identificando a situação atual da organização e estabelecendo as ligações entre os processos de negócio e o ERP. Esse trabalho de mapeamento é necessário para que a equipe do projeto e demais partes interessadas consigam compreender como a implantação será feita efetivamente.

4. Realização

Etapa em que a equipe começa a trabalhar com as especificações técnicas e configurar o sistema. Quando o ERP padrão não dá conta de atender a todas as necessidades, é possível pedir algumas customizações. Vale lembrar que é importante selecionar as personalizações mais importantes, para não sobrecarregar o sistema. Outro ponto fundamental nesse momento é realizar alguns testes, para garantir que o sistema realmente atenda às necessidades de negócio.

5. Preparação

Depois de testar se o ERP realmente funcionou, chegou a hora de capacitar as pessoas. Esses treinamentos são necessários para que os colaboradores aprendam a utilizar o novo sistema e consigam aproveitar integralmente todas as funcionalidades disponíveis. Capriche nessa etapa, afinal, se os colaboradores não se sentirem seguros para usar o novo sistema, o projeto não conseguirá atingir os objetivos desejados!

6. Go live

Momento da virada, ou seja, da troca efetiva do sistema. É considerado o momento mais crítico do projeto, especialmente aqueles que adotam o estilo big bang. Por isso, é importante se certificar de que o projeto teve uma boa gestão de mudanças e contou com as estratégias de comunicação certas para sensibilizar as pessoas e diminuir a resistência.

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No passo a passo acima, você deve ter reparado que mencionamos algumas vezes o termo mapeamento de processos. Entenda qual o momento mais adequado para executar este trabalho:

Mapeamento de processos para ERP

Antes da escolha do ERP:

  • Fornece uma visão interna de como os processos são feitos hoje (AS-IS);
  • Coloca a casa em ordem;
  • Analisa problemas e redundâncias nos fluxos atuais e identifica melhorias que podem ser introduzidas;
  • Evita a perpetuação de práticas incorretas para o novo sistema;
  • Permite a definição correta dos requisitos do sistema e, consequentemente, a criação de uma RFP contendo tudo o que precisa;
  • Possibilita a escolha da solução mais aderente à realidade do negócio da empresa.

Durante a implantação do ERP:

  • Prepara a empresa para a implantação do novo sistema;
  • Declara as regras de negócio utilizadas pela empresa em seu modelo de negócio;
  • Demonstra ao consultor qual o processo executado na empresa;
  • Cria uma linguagem comum entre todos os participantes do projeto: analistas de TI, usuários, consultores;
  • Permite avaliar os pontos de gaps sistêmicos;
  • Serve de base para introdução de melhorias nos processos atuais baseadas nas funcionalidades do novo ERP (TO-BE);
  • Apresenta os pontos de integração entre as áreas;
  • Possibilita uma configuração adequada do sistema baseando-se nas regras de negócio e nos processos mapeados;
  • Serve de base para a confecção dos manuais de operação e das capacitações dos usuários.

Depois da troca de ERP:

  • Mantém os processos atualizados e otimizados;
  • Traz agilidade nas adaptações de processos com foco na melhoria de performance da empresa.

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Aproveite e confira também quais os principais equívocos cometidos na implantação de sistemas de gestão empresarial:

Erros comuns na implantação do ERP

Confira alguns erros comuns cometidos durante projetos de implantação de ERP.

1. Escolher o ERP pela “grife”

Nem sempre o software mais lembrado ou vendido será o adequado para a sua empresa. Dar uma chance para ERPs menos conhecidos vale a pena não só para o bolso, mas também para a adaptação dos colaboradores. Afinal, existem empresas menores que são focadas em mercados específicos, melhorando a usabilidade do sistema. Mais do que a marca, o importante é o conjunto de funcionalidades que o ERP oferece! Preste atenção para não ter de ficar customizando o sistema depois.

Leia também  O que é um sistema ERP?

2. Não envolver áreas de negócio na definição dos requisitos

As áreas de negócio precisam participar ativamente do projeto de implantação de ERP. Afinal, quem vai usar o sistema de gestão no dia a dia são elas, não é mesmo? Por isso, é fundamental que a área de TI consiga entender as dores latentes e elaborar requisitos baseados em necessidades reais, não em suposições. Assim, é possível elaborar uma Request for Proposal (RFP), ou seja, uma solicitação de proposta completa e certeira.

Leia também: RFP (Request For Proposal): como tomar decisões melhores em projetos de troca de sistemas

Request For Proposal (RFP): como utilizar essa ferramenta indispensável na seleção de ERP

3. Estabelecer contratos inexatos com o fornecedor de ERP

Pode parecer preciosismo, mas um contrato bem-escrito pode eliminar muitas dores de cabeça no futuro. Esse documento é muito importante, pois garante o alinhamento de expectativas entre a empresa e o fornecedor de ERP, formalizando as responsabilidades dos dois lados. Ao trazer essa clareza, evitamos que a empresa exija uma coisa para a qual o fornecedor não se preparou ou, então, que o fornecedor deixe de entregar algo que a empresa precisa por falta de comunicação.

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4. Não modelar os processos de acordo com o novo sistema

Ao mapear e otimizar os processos que serão atendidos pelo ERP, eliminamos gaps e garantimos que a transição entre o modelo de trabalho atual e a incorporação do novo sistema será menos dolorosa para todos. Outros benefícios são: o estabelecimento de uma linguagem comum, facilidade na parametrização do ERP, colaboradores mais engajados nos treinamentos e eliminação de barreiras na comunicação.

5. Subestimar o tempo e os recursos necessários ao projeto de ERP

Não dá para implantar um ERP da noite para o dia: esse projeto demanda esforço, tempo e dinheiro! Se quiser fazer do jeito certo, precisará envolver recursos de toda a organização. A área de TI dificilmente conseguirá implantar o ERP sozinha! É preciso contar com pelo menos uma pessoa especializada em gestão de projetos, uma pessoa especializada em gestão de mudanças e, é claro, um ou mais usuários-chave por área de negócio!

6. Exagerar nos pedidos de customizações

Quando você escolhe um ERP baseado na “grife” e não nas necessidades do negócio, é comum que seja necessário realizar uma série de customizações. A princípio, você pode até achar que não há nenhum problema. Todavia, a longo prazo, um elevado número de customizações pode acarretar em lentidão no sistema e até na inviabilidade de atualizar o ERP. Recomendo que você personalize apenas os relatórios e transações muito específicas do negócio. Evite mexer no core system.

7. Falhar na identificação e na gestão dos stakeholders

Uma implantação de ERP, logicamente, envolve um grande número de pessoas. Dessa forma, é preciso prestar muita atenção no gerenciamento das partes interessadas. É preciso identificar os principais stakeholders do projeto e entender quais o nível de engajamento e de influência de cada um deles. A partir dessas informações, será possível elaborar estratégias adequadas para preparar as pessoas para as mudanças.

8. Trazer dados com “lixo” do sistema antigo

Ao migrar de um sistema para outro é comum que seja necessário trazer alguns dados do sistema antigo para o sistema novo. No entanto, o que muitas empresas fazem é levar todo o lixo do ERP atual para o futuro sistema que será instalado. É muito importante fazer um filtro e selecionar apenas os dados indispensáveis ao negócio. O excesso de informações pode comprometer o desempenho do sistema. Nesse sentido, uma saída é o ERP antigo ficar sempre disponível para você consultar quando necessário.

9. Confiar apenas na gestão do fornecedor

Normalmente, os fornecedores já designam um gerente de projetos para conduzir a iniciativa de troca de ERP. No entanto, é fundamental ter um “representante” dos interesses do cliente envolvido no projeto. Não é que o fornecedor vai enganar o cliente, mas com certeza fará a gestão do projeto do ponto de vista dele. Portanto, é preciso ter alguém para cobrar as pessoas e gerenciar os recursos do ponto de vista da empresa contratante.

10. Ter um processo de gestão de mudanças ineficiente

A troca de ERP obrigará as pessoas a mudarem o seu jeito de trabalhar. Sendo assim, é absolutamente normal que, no início, as pessoas fiquem insatisfeitas. Afinal, há uma grande margem de incerteza envolvida no projeto. Portanto, é necessário pensar em estratégias de comunicação para diminuir a resistência e acelerar a passagem por esse estágio de mudança.

11. Não ter as pessoas certas, nos lugares certos e totalmente dedicadas

Lembra que eu te falei para envolver as áreas de negócio no projeto? As iniciativas de troca de ERP exigem a participação dos melhores profissionais da sua empresa, isto é, os grandes conhecedores do negócio! Não adianta muito selecionar uma pessoa que acabou de entrar e ainda está entendendo o processo e a cultura da empresa. Envolva os colaboradores que estão há mais tempo e são fundamentais para o negócio.

A importância de uma consultoria em ERP

De acordo com a Revista Computerworld, em muitas empresas a aderência dos sistemas de ERP chega a apenas 35%. Além disso, conforme o Aberdeen Group, entre as funcionalidades disponíveis no software, apenas 27,6% são realmente utilizadas. Se você não quer fazer parte dessas estatísticas, procure ajuda especializada!

Segundo o IDG Research Services, empresas com ERP aderente possuem crescimento 35% mais rápido e produtividade 10% maior. Já deu para perceber que contar com um bom sistema de gestão empresarial é fundamental para o aperfeiçoamento do negócio, não é mesmo? As consultorias em ERP entram nesse jogo porque têm experiência e sabem exatamente o que fazer para que o projeto aconteça da melhor maneira possível!

Por isso, se você precisa de ajuda para implantar um ERP na sua empresa, conte com a Euax Consulting. Nossos consultores são especialistas em gestão de projetos de ERP e possuem a experiência e o conhecimento necessários para atender a todas as suas necessidades. Inscreva-se no webinar gratuito e confira o trabalho de implantação de ERP que realizamos no Sesi!

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