Brainstorming: o que é e como aplicar na geração de novas ideias

Neste artigo sobre brainstorming você vai ver:

  1. O que é branstorming?
  2. Princípios do brainstorming
  3. Dicas para sessões produtivas
  4. Técnicas de brainstorming
    1. Análise SWOT
    2. Viagem no tempo
    3. Teleporte
    4. Efeito Medici
    5. Desafio dos atributos
    6. Ideias livres
  5. Variações comuns
    1. Passe o anel
    2. Duas etapas

O que é brainstorming? (TL;DR)

O brainstorming (“tempestade de ideias”, em tradução literal) é uma técnica  de ideação que tem como objetivo gerar um grande volume de novas ideias. A técnica se baseia em princípios como foco em quantidade, ausência de críticas às ideias e combinação de ideias.

Muitas vezes, a concorrência lança uma ideia, um produto ou um serviço que faz o maior sucesso e para você resta apenas a pergunta: como eu não pensei nisso antes?. A resposta para essa pergunta provavelmente é: porque não investiu em um brainstorming.

Nesse artigo, baseado no Guia PMBOK, que reúne dicas práticas para implementar diversas estratégias de melhoria dos seus projetos de negócio — você entenderá o que é brainstorming e conhecerá as melhores técnicas para implementá-lo na sua empresa.

Processos de Inovação: como transformar grandes ideias em resultados

Princípios do brainstorming

Como já antecipamos, essa edição trata de uma técnica já bem conhecida no mundo empresarial — o brainstorming. Também conhecido por “chuva de ideias” (ou “toró de palpite” dependendo da região do país), essa técnica é usada com o intuito de gerar um grande número de idéias em um curto espaço de tempo.

O seu conceito foi originalmente proposto pelo norte-americano Alex Faickney Osborn, que em 1939 criou a técnica (mas só a publicou em 1953) ao perceber que seus funcionários eram muito ruins em criar campanhas de propaganda criativas para seus clientes. Assim, ele começou a usar sessões em grupo para coletar listas de idéias sugeridas espontaneamente pelos participantes.

Quando o brainstorming se torna um hábito, fica mais fácil para os colaboradores (e para os próprios líderes) antecipar tendências de mercado e atacar os problemas, usando a colaboração e a criatividade.

Para dar certo, segundo Osborn, é preciso seguir alguns princípios fundamentais:

  1. Foco na quantidade: quanto mais ideias, melhor. O brainstorming aceita que é possível encontrar qualidade dentro da quantidade.
  2. Evitar a crítica: idéias não devem ser criticadas durante a sessão de brainstorming. Como o objetivo é focar na quantidade e estimular todos os integrantes a participar, nenhum julgamento é feito sobre as ideias propostas.
  3. Apreciar ideias fora do comum: como o objetivo é coletar o maior número de ideias e identificar novas abordagens na solução do problemas, ideias que fogem dos conceitos conhecidos ou esperados são bem-vindas.
  4. Combinar e melhorar ideias: esse é um ponto importante do brainstorming, por entender que é possível criar ideias inteiramente novas por associação, isto é, combinações de ideias já propostas.
  5. Colocar as ideias em ação: é inegável que o brainstorming é um momento de reflexão, interação e descobrimento que deve se tornar um hábito nas empresas. Mas é importante que as visões e ideias levantadas sejam transformadas em realidade ou ele se torna uma perda de tempo.
  6. Evolução dos resultados: o líder precisa mostrar para a sua equipe como os projetos realizados com base no brainstorming estão evoluindo. Essa prática é fundamental para motivá-la ainda mais na busca por melhores ideias.

Dicas para uma sessão produtiva

Após definidos os princípios que regem o brainstorming chegou a hora de organizar uma sessão. Normalmente, todas as ideias são discutidas e registradas para análise posterior. Esse registro pode ser feito em um quadro na parede, em post-its ou em ferramentas de gestão, principalmente as voltadas para o mind mapping que tem um “modo brainstorming”, com uma interface que permite a coleta rápida de idéias e que contém um mecanismo que facilita a sua organização, posteriormente.

Alguns pontos devem ser observados para que a sua sessão de brainstorming seja mais produtiva:

  • Tenha um objetivo e certifique-se de que todos os participantes o conheçam. Assim, evita-se a tendência de perder o foco conforme as ideias forem surgindo.
  • Controle o tempo. Idealmente, coloque um relógio visível em algum lugar da sala para que todos os participantes saibam como está o andamento da sessão.
  • Crie um ambiente favorável. Para que as ideias fluam, o ideal é levar a sua equipe para um ambiente que estimule a criatividade, até mesmo fora do local de trabalho. Contextos diferentes podem ajudar as pessoas a também pensarem diferente.
  • Evite os conflitos. Pontos de vista diferentes podem vir a conflitar e gerar situações mais tensas. Como líder, você deve evitar que elas se tornem brigas de egos. O brainstorming deve ser algo construtivo e não gerar problemas nos relacionamentos interpessoais da sua equipe.
  • Tenha um líder. Se você não estiver presente, a sessão de brainstorming deve ter um responsável, que vai garantir que ela transcorra sem problemas.

seleção de ideias

Melhores técnicas de brainstorming

Com o passar dos anos, o brainstorming foi ganhando técnicas inovadoras para torná-lo mais eficiente e produtivo, como:

Análise SWOT

matriz SWOT é um acrônimo para Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats) quando traduzidas para o inglês. No contexto do brainstorming, essa técnica é fundamental para identificar as melhores oportunidades e o que pode atrapalhar a sua empresa, sem perder tempo com demandas que não são importantes no momento ou ideias que não podem ser aplicadas.

Viagem no tempo

Uma das principais maneiras de antecipar tendências é se projetar o futuro. E é isso que a técnica da viagem no tempo propõe: que o profissional se imagine em outra época, no passado ou alguns anos a frente.

A partir daí, ele deve pensar no que faria para resolver uma determinada situação, quais as necessidades do público consumidor naquela época, o que foi diferencial ou pode ser inovador e transformar essas respostas em soluções proveitosas para o presente.

Teleporte

Assim como a técnica anterior, a imaginação da equipe deve fluir no teleporte. Nesse caso, ela deve se imaginar enfrentando diferentes situações em cenários distintos: em outro país, em outro contexto econômico, ou até mesmo na concorrência, por exemplo.

Pode parecer bobagem, mas situações mirabolantes geram ideias inovadoras, já que a mente é forçada a sair da sua zona de conforto e trabalhar de forma diferente.

Efeito Medici

O Efeito Medici propõe que a equipe faça interseções entre temas que não possuem uma correlação aparente para a criação de novas ideias. Essa é uma visão muito explorada pelos empreendedores e um dos caminhos mais promissores para a inovação.

Desafio dos Atributos

No dia a dia de um profissional, é raro que ele se coloque na posição de outras pessoas, especialmente daquelas que consomem o seu produto ou serviço. É dessa falta de empatia que surgem as ideias erradas, campanhas de marketing ruins e problemas com a fidelização.

Se imaginar como outra pessoa é a sugestão do Desafio dos Atributos, com o intuito de ajudar o colaborador a pensar melhor no que realmente é esperado da sua empresa do ponto de vista da direção, dos consumidores e dos concorrentes.

Ideias Livres

O modelo clássico do brainstorming deixa a cargo da equipe discutir as ideias e propor soluções de forma livre. O mais importante nesse modelo é que todos tenham espaço e haja uma real troca de experiências, de conceitos, de dúvidas, e que ele não se transforme em uma palestra  — em que somente o líder fala.

Gestão de Inovação

Variações do modelo clássico

O modelo clássico de brainstorming, das ideias livres, costuma favorecer os participantes com mais facilidade de falar em grupo. Mas toda empresa possui profissionais com perfis distintos: o tímido, o analítico, o observador e assim por diante.

Algumas variações do brainstorming clássico podem ajudar com que todos interajam e troquem ideias igualmente. São elas:

Passe o anel

Nessa variante de uma brincadeira de criança, escolhe-se um objeto qualquer cuja posse dá o direito de falar para o grupo. Assim, todos sentam em círculo e só quem está segurando o “anel” pode dar a sua ideia — os demais apenas ouvem. Quando essa pessoa fizer a sua contribuição, ela passa o anel para a próxima no círculo, e assim por diante. É permitido “pular a vez”, para aqueles que não quiserem se manifestar. Assim, todos têm chances iguais de expor suas ideias.

Duas etapas

Nesse caso, reserva-se alguns minutos no início da sessão para que os participantes escrevem algumas ideias no papel, reservadamente. Depois, as ideias são reveladas anonimamente a todos os participantes, de uma forma que até mesmo o participante mais tímido consegue contribuir.


Para descobrir quais das estratégias citadas neste post funcionam melhor na sua empresa o ideal é recorrer a consultorias empresariais. Elas podem identificar e adaptar as melhores técnicas de brainstorming de acordo com a realidade do seu negócio, cultura organizacional e metas para o futuro.

Aproveite para aprender como injetar a inovação na sua empresa por meio de uma cultura de inovação. Assista ao nosso webinar gratuito e descubra.

cultura de inovação

5 passos para implantar a gestão da inovação na sua empresa

O mundo se transforma a todo momento. Produtos entram e saem do mercado com uma velocidade impressionante. Os ciclos econômicos ficam cada vez mais curtos e a necessidade de criar soluções diferentes só aumenta. Por isso, fazer a gestão da inovação passou a ser fundamental para que as empresas se adaptem à essas mudanças.

Desenvolver um modelo de inovação organizacional é essencial para conquistar maior competitividade no mercado e gerar vantagem competitiva. Contudo, o processo de inovação é confuso, cheio de dúvidas e golpes de sorte. Ele exige um trabalho disciplinado e periódico para que consiga gerar os resultados esperados.

Neste post você vai conhecer os 5 passos fundamentais para implantar a inovação com sucesso na sua empresa. Acompanhe a leitura!

cultura de inovação

5 passos para construir a gestão da inovação

A inovação deve ser uma ação sistemática e planejada, que envolva cultura, processos, ferramentas e todos os níveis da organização. Confira as etapas para gerenciar a inovação do seu negócio:

1. Definir uma estratégia

Significa estabelecer qual caminho será seguido para encontrar a inovação que dê os melhores resultados para a empresa. Algumas perguntas a serem respondidas nessa etapa são: por que a inovação é importante para a empresa e qual a experiência que ela tem com inovação?

2. Ter um modelo de gestão

É muito importante usar métodos, processos e ferramentas para dar suporte à inovação. Antes de lançar uma inovação, é preciso que ele passe por um processo de geração de ideias, que vai selecionar as melhores ideias e transformá-las em projetos.

3. Obter recursos

Não há como implantar uma inovação sem recursos financeiros. Mas além de dinheiro, é necessário encontrar pessoas capacitadas, experientes e engajadas com inovação, que possuam conhecimentos diferentes e que possam ser aplicados pela organização.

4. Mensurar resultados

Utilizar indicadores para medir constantemente o valor que a inovação está retornando para o negócio é uma das formas de perpetuá-la na empresa. Uma vez que os gestores verifiquem a rentabilidade que as inovações podem trazer, eles vão ficar mais abertos a novos projetos.

5. Transformar a cultura da inovação

as melhores inovações nascem em ambientes livres de preconceitos, em que as ideias criativas possam surgir com facilidade e as possibilidades realmente possam acontecer. Além disso, é preciso desconstruir a visão de que a inovação só serve para produtos. Ela também pode ser aplicada em outros âmbitos, como serviços e processos, por exemplo.

Ao contrário do que muita gente pensa, empresas sólidas no mercado são as que mais precisam de ideias criativas. Afinal, inovação é uma capacidade a ser desenvolvida pela empresa. Se você deseja saber mais sobre cada etapa da gestão da inovação, assista ao nosso webinar gratuito e comece a alcançar novos resultados!

gestão da inovação

O que é MVP (Produto Viável Mínimo) e como é usado no ciclo de inovação?

Em novos empreendimentos e startups, é praticamente obrigatório que o profissional tenha um diferencial que o faça se destacar diante dos demais concorrentes. Afinal, essa é a melhor maneira de um pequeno empreendedor chamar a atenção do mercado. Mas como inovar também significa correr riscos, é melhor encontrar formas relativamente seguras de fazer isso. Por isso vamos falar sobre o que é MVP e como você pode usá-lo.

O que é MVP?

MVP é uma sigla para “Minimum Viable Product” ou “Produto Mínimo Viável”. Como o nome dá a entender, trata-se do produto mais simples que pode ser entregue ao seu público, mas ainda obtendo algum retorno. É um conceito comum em desenvolvimento de softwares, sendo aplicável para qualquer empresa em suas inovações.

O grande propósito do MVP é ajudar a testar hipóteses em relação ao seu produto. Com um projeto mínimo, você pode começar a buscar clientes e coletar seu feedback, o que te dá informações importantes para futuros ajustes, além de um direcionamento na criação do produto final.

Depois de entender o que é MVP, é hora de descobrir como aplicá-lo. Para isso, separamos aqui alguns pontos nos quais você pode focar. Confira!

Lance protótipos com diferentes funcionalidades

O primeiro passo é sempre criar diferentes versões do seu produto. Quando você está desenvolvendo algo novo, é difícil apontar quais funcionalidades ou qualidades são mais importantes para seu cliente final na prática. Mesmo uma pesquisa de opinião pode não ser comprovada quando o produto é entregue.

Para isso, o melhor a fazer é preparar algumas variações do produto ou serviço, focando em diferentes componentes. Dependendo do feedback recebido, você pode saber quais desses MVPs está no caminho certo.

Calcule o risco do investimento ao longo do caminho

Depois de entender o que é MVP e aplicá-lo em alguns testes, certamente você terá uma noção mais clara da quantidade de recursos que devem ser aplicados para atingir as expectativas do seu público. Dessa forma, você saberá qual é o tamanho do risco em buscar ou não esse investimento.

Esse cálculo pode levar em conta uma grande quantidade de variáveis. Por exemplo, seu público inicial, que participa dos testes, pode afirmar se compraria ou não um produto com as funcionalidades mencionadas, quais seriam suas prioridades de desenvolvimento, quais seriam os custos etc. Quanto mais você souber de antemão, melhor.

Torne o MVP parte do seu ciclo de inovação

Não adianta saber o que é MVP se você não utilizá-lo com frequência. Afinal, o mercado atual é altamente competitivo e exige que novas ideias sejam criadas constantemente para captar novos leads.

Sendo assim, a melhor aplicação para esse conceito é torná-lo parte do seu ciclo de inovação. Dessa forma, sempre haverá um MVP ativo em produção, o que te dará mais regularidade na liberação de novos produtos.

Quer saber mais sobre o ciclo de inovação? Confira nosso webinar gratuito Gestão da Inovação: como fazer da inovação um hábito, apresentado pelo especialista em Inovação, Charles Prada e tire todas as suas dúvidas!

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Saiba como incentivar o intraempreendedorismo em sua empresa

O mercado de trabalho segue as constantes mudanças sociais e tecnológicas que acontecem ao seu redor. Nesse sentido, cada vez mais as empresas necessitam de profissionais com capacidade de adaptação, qualificados para atuar em várias frentes e que superem as expectativas. Daí nasceu o intraempreendedorismo, termo designado para pessoas que trabalham além das suas funções, buscando inovar e colocar as suas ideias em prática.

O intraempreendedor tem características que o assemelham ao empreendedor, mas não é alguém que deseja comandar a empresa. Portanto, trata-se de um profissional que não tem a sua própria empresa, mas que age como se fosse dono do negócio.

Neste post, você vai conferir quais são as vantagens e como estimular o intraempreendedorimo na sua organização. Acompanhe o texto!

Quais são os benefícios do intraempreendedorismo

Estimular o desenvolvimento desse perfil é essencial para que os líderes contem com uma equipe engajada e disposta a contribuir para a inovação contínua da organização. Os benefícios são:

  • Propicia a criação de diferenciais de mercado e inovação no centro da empresa, dispensando a necessidade de buscar talentos com essas habilidades na concorrência;
  • Promove o desenvolvimento dos profissionais, de modo que adquiram e aperfeiçoem as suas capacidades relacionadas ao empreendedorismo;
  • Funciona como uma ferramenta para alavancar o crescimento e competitividade do negócio em um período curto de tempo;
  • O colaborador trabalha focado em se responsabilizar, criar e implantar novos serviços, produtos e processos;
  • Proporciona o alcance de resultados mais assertivos, eleva a produtividade, além de possibilitar que os funcionários se destaquem e atinjam a sua satisfação profissional.

Como incentivar o intraempreendedorismo

Para estimular o intraempreendedorismo, é preciso estabelecer práticas que despertem em seus colaboradores os sentimentos de pertencimento e valorização, de modo que eles se sintam parte das conquistas coletivas. Você pode disseminar essa cultura a partir de algumas ações simples.

1. Oriente a sua equipe

Garantir um ambiente democrático e com liberdade é imprescindível para que os funcionários criativos inovem. Porém esse aspecto exige equilíbrio. Afinal, a liberdade total pode dificultar o foco em um projeto, enquanto que a limitação dela diminui as suas opções de inovação e pode fazer com que eles produzam mais do mesmo.

Identifique em sua equipe quais são os profissionais que apresentam o perfil ideal para espalhar a cultura intraempreendedora e denomine-os como ‘’capitães’’ do empreendedorismo. Faça reuniões com essas pessoas para orientá-las sobre os objetivos da empresa.

No entanto, tenha cautela para não desmerecer o restante do seu time. Lembre-se que um grupo unido é fundamental para conquistar as suas metas.

2. Defina os objetivos

Para dar um ponto de partida aos seus funcionários, determine o que você almeja alcançar por meio do projeto de intraempreendedorismo. Exemplo: renovar as unidades de negócios existentes ou desenvolver um produto novo.

Para facilitar a aceitação desse conceito por parte dos executivos mais conservadores, você pode estabelecer metas de desempenho que possam ser atingidas rapidamente e as torne desafiadoras progressivamente. Com isso, acrescenta-se credibilidade ao projeto.

O ideal é determinar metas de crescimento audaciosas e relevantes, que sejam capazes de promover melhorias e inovações contínuas na organização.

3. Delegue tarefas

Trabalhar com um líder centralizador pode matar o espírito empreendedor de qualquer colaborador. Sendo assim, crie o hábito de delegar as tarefas.

Mantenha-se no papel de mentor da sua equipe, mas dê espaço para que os funcionários possam gerar ideias e assumir responsabilidades. Esse processo é essencial para aumentar a autoconfiança do seu time, de maneira que eles se sintam à vontade para inovar cada vez mais.

4. Utilize os projetos desenvolvidos para evolução do serviço da empresa

O reconhecimento é um fator importantíssimo para que os colaboradores abracem as metas da empresa e queiram criar novas propostas de serviços, produtos ou processos. Portanto, dê destaque para as ideias apresentadas por eles e que tiveram continuidade, mostrando as suas etapas de implantação.

Ao utilizar os projetos desenvolvidos pela equipe, você evidencia que ela não está trabalhando em vão, que as suas ideias realmente são úteis e estão contribuindo significativamente para com o crescimento do negócio.

Construir um ambiente empresarial favorável ao intraempreendedorismo é a chave para melhorar o desempenho da sua equipe e, consequentemente, ampliar os resultados positivos do seu negócio. Aprenda a criar uma cultura de inovação na sua organização assistindo ao nosso webinar gratuito.

cultura de inovação

Você sabe o que é e como usar o cliente oculto? Descubra aqui!

O cliente oculto é uma abordagem estratégica que até pouco tempo não era conhecida, mas que agora está sendo cada vez mais utilizada para as avaliações de qualidade dos produtos e/ou serviços. Hoje, já se tornou uma prática corriqueira entre boa parte das principais empresa do mundo.

Isso é ainda mais verdade para aquelas que têm na sua relação com os consumidores um de seus maiores alicerces de negócio. É por esse motivo que o cliente oculto é considerado por muitos como uma ferramenta de gestão.

Se você ainda não estava ambientado a ela, não se preocupe, pois este artigo foi preparado para abordar tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Continue lendo!

O que é o cliente oculto?

De forma clara e objetiva, o cliente oculto nada mais é do que uma metodologia que utiliza pessoas (pré-escolhidas) para simular, como o próprio nome sugere, o cliente da empresa.

Essa é a razão por trás do “oculto”, pois o indivíduo escolhido para desempenhar tal função pode até ser um consumidor da sua marca, porém, no momento em que está “atuando”, ele é visto como um avaliador.

Em resumo, ele gera avaliações acerca do seu negócio sob a ótica do consumidor final, tais como:

  • Condições das instalações
  • Qualidade do atendimento
  • Qualidade das campanhas de marketing
  • Tempo de serviço ou atendimento
  • Experiencia com o produto
  • Entre outros

Como essa metodologia funciona?

No que diz respeito ao funcionamento dessa metodologia, o ponto a destacar é que ela tem um formato de consultoria. Aliás, vale ressaltar a importância de contratar uma empresa de consultoria para te ajudar nesse processo.

Isso porque a implantação do cliente oculto deve ser realizada com base em um bom planejamento, no qual deve constar:

  • Execução dos trabalhos (visitas e ligações);
  • Geração de relatórios;
  • Análise das informações;
  • Mensuração dos resultados.

Em termos práticos, a consultoria passa um briefing para o cliente oculto e ele recebe a missão de visitar os estabelecimentos da organização ou testar o produto/serviço. Nesse contexto, incluem-se também as lojas virtuais que, nesse caso, tem seus canais de atendimento avaliados, o tempo de entrega, experiência no site, etc.

Umas das questões primordiais do cliente oculto é que ele não pode ser identificado como tal. Antes de agir, ele receberá um treinamento prévio com um checklist dos itens que deverão ser avaliados. Ele deve memorizar tudo, pois não poderá levar nada por escrito.

Quais são as suas vantagens para o negócio?

Agora que você já sabe o que é e como funciona o cliente oculto, deve estar se perguntando: quais são as suas vantagens para o negócio, certo? Pois bem, as principais são:

Para concluir, saiba que apesar de simples, essa ferramenta pode ser extremamente eficiente se aplicada da forma correta, disso não há a menor dúvida.

Aqui na Euax, a ferramenta do cliente oculto é utilizada na construção do mapa de Jornada do Cliente.

Quer saber mais sobre essa e outras ferramentas de avaliação da experiência do consumidor? Confira o webinar gratuito Jornada de cliente, um caso real na compra de um notebook e veja a aplicação prática dessas ferramentas!

Quais modelos de negócio prometem mudar o futuro?

Quer fazer a empresa crescer? Precisa reduzir os custos, melhorar os prazos de entrega e garantir o funcionamento dos processos? Está em busca de novas ideias para que seja possível se destacar e melhor atender as exigências do consumidor? Então saiba que você está no lugar certo, pois aqui nós falaremos sobre os modelos de negócio que prometem mudar o futuro.

Basicamente, as inovações de mercado têm como objetivo oferecer alternativas mais baratas e modernas, não importa qual seja o tipo de negócio. Nesse contexto, podemos destacar o que se chama de “uberização”, termo que ficou conhecido após a explosão do Uber, aplicativo de transporte que mudou a nossa perspectiva quanto à locomoção urbana.

Dito isso, apresentaremos, a seguir, os modelos de negócio que já estão sendo abordados, mas que ainda têm muito a crescer e que, provavelmente, tomarão conta do amanhã. Não perca a leitura. Confira:

Modelos de Negócios que prometem mudar o futuro

Sob demanda

Embora considerada uma abordagem de risco, o modelo “sob demanda” tende a se tornar cada vez mais evidente. Aqui, a ideia consiste em uma entrega de altíssima qualidade, rápida e conveniente às necessidades do cliente.

Quando aplicado de forma correta, pode ser extremamente benéfico. O próprio Uber, que citamos anteriormente, é um exemplo de empresa que usufrui desse modelo. Menos conhecidas estão a TaskRabbit e a Operator.

Assinatura

Um dos principais responsáveis pelo início da transformação digital na área dos negócios, o modelo de assinatura é aquele em que os produtos e/ou serviços são oferecidos por meio de um pagamento mensal.

Netflix é uma das pioneiras nesse formato, uma ótima referência a ser seguida. Outros são o Kindle Unlimited e o Dollar Shave Club. Definidos previamente, os valores serão de acordo com os diferentes “pacotes” ofertados.

Experiência

Mais um dos modelos de negócio que prometem mudar o futuro é o da “experiência”. As organizações que o adotam geralmente estão inseridas em mercados seriamente competitivos.

Entre elas, estão a Tesla, a Apple e a KLM Royal Dutch Arlines, que procuram oferecer produtos ou serviços únicos, visando, sobretudo, à experiência do consumidor. Para isso, cobram um valor acima do mercado: isso é possível porque o público dessas companhias compreende a diferença entre valor e preço.

Acesso sobre a propriedade 

Para muitos, o acesso sobre a propriedade é um dos modelos que mais vai crescer no curto prazo. E não é difícil entender o porquê, já que algumas empresas, como AirBnbPeerby e ZipCar, estão fazendo muito sucesso.

Também chamado, lá fora, de “everything as a service”, essa aproximação de negócio possibilita que todos os serviços se tornem uma espécie de aluguel.

Nesse caso, a instituição em questão oferece algo de sua propriedade durante um determinado período de tempo. O cliente, por sua vez, classifica-a como um tipo de economia compartilhada.

Por fim, é importante que você compreenda que todos os setores e metodologias de mercado podem ser beneficiados por esses modelos de negócio. Isso é certo!

Esperamos que você tenha gostado deste artigo. Se sim, não deixe de conferir as 5 dicas essenciais para quem quer reinventar o modelo de negócio. Vamos lá!

Veja também:

Quarta Revolução Industrial

Canvas: conheça essa metodologia de inovação e sua relação com o Design Thinking

O plano de negócios de uma organização é o pilar que orienta todas as ações da empresa, desde a contratação de colaboradores até o relacionamento com o cliente. Mas, e quando chega a hora de inovar? Será que esse é o instrumento mais adequado? Nós acreditamos que a metodologia Canvas pode ser a melhor solução.

Não sabe do que estamos falando? Então siga com a leitura e conheça mais sobre essa ferramenta de inovação corporativa!

O que é metodologia Canvas?

A metodologia Canvas é uma ferramenta que permite visualizar de forma intuitiva todos os aspectos fundamentais do seu negócio, construindo diferenciais competitivos por meio de brainstormings e ideias compartilhadas.

Canvas - A tela de modelo de negócios
A tela de modelo de negócios.
Fonte: O Analista de Modelo de Negócios

De forma resumida, estes são os aspectos analisados na metodologia canvas:

  • Proposta de valor: trata-se dos benefícios que seu produto ou serviço gera para os consumidores, ou seja, como suas soluções resolvem um problema;
  • Diferenciais: são os diferenciais que sua marca apresenta e que seus concorrentes não oferecem (ou têm menor qualidade);
  • Atividades-chave: são aquelas atividades essenciais para manter o seu core business. Por exemplo: se você tem um e-commerce, é fundamental dispor de processos de logística;
  • Recursos: são os insumos indispensáveis para o funcionamento da sua empresa, como colaboradores, softwares específicos, infraestrutura física, entre outros;
  • Parceiros: são os fornecedores sem os quais sua empresa não pode ficar. No caso de um e-commerce, os fabricantes dos produtos vendidos, por exemplo;
  • Segmentos de clientes: refere-se aos públicos ou nichos de mercado a que sua solução se destina;
  • Canais de marketing: são os pontos de contato entre empresa e clientes, tanto os on-line quanto os off-line (site, loja física, representantes comerciais etc);
  • Custos: são os custos envolvidos no seu negócio, os fixos e variáveis;
  • Fontes de receita: trata-se de onde vem o dinheiro da empresa (dos produtos X, Y e Z, por exemplo).

Reunidas em um único quadro ou dashboard, essas informações permitem que você tenha um panorama geral do empreendimento e com isso trace estratégias mais assertivas para alavancar os negócios.

Como estruturar um Canvas?

O Canvas faz uso de uma estrutura visual para garantir maior compreensão sobre os aspectos do seu negócio. Nesse sentido, utiliza-se do Design Thinking para acelerar o processo de inovação na empresa.

Isso quer dizer que, em vez de ficar buscando razões em dados estatísticos, você analisa o mercado, o consumidor e o cenário da sua empresa na prática. Você se coloca no lugar dos seus clientes para compreender como sua empresa pode gerar valor para eles. Em seguida, você confere como estruturar o seu Canvas para começar a análise do seu negócio.

Ao preencher cada quadrante do seu Canvas, você está limitando sua análise somente ao que é essencial para promover a satisfação do seu consumidor. A partir dessa visualização, é possível identificar oportunidades de mercado.

É o caso, por exemplo, de um comércio varejista de rua que identifica a oportunidade de ampliar as vendas e melhor satisfazer os clientes abrindo um e-commerce.

Como implementar?

A relação da metodologia Canvas com o Design Thinking fica ainda mais próxima quando chega o momento de colocar em prática o aprendizado obtido por meio da análise feita. Nenhum produto ou serviço é lançado de vez, como geralmente acontece com um plano de negócios.

É desenvolvido um MVP — Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável) para testar sua aceitação pelo mercado. Assim, é possível economizar algumas centenas de reais em lançamentos improdutivos.

No caso do lançamento de um software de gestão, por exemplo, é desenvolvido um sistema com as funcionalidades básicas, sem muito incremento. A ideia é expor o produto ou serviço para que o público teste e auxilie na construção do produto finalizado. Assim, há mais garantia de que seja uma solução realmente útil para os seus clientes.

Agora que você já conhece a metodologia Canvas, é hora de saber mais sobre o Design Thinking e como essas duas ferramentas podem ser combinadas para te ajudar a inovar mais.  Assista:

Design Thinking + Canvas: como essa combinação vai te ajudar a inovar mais

Inovação: como e por onde sua organização poderá inovar?

Naturalmente, quando pensamos em inovação, visualizamos produtos e serviços novos, atraentes, que resolvem problemas e deixam nossas vidas mais confortáveis. Porém, muitas vezes existem inovações em uma organização que não resultam em produto e serviço, mas agregam valor e ampliam a competitividade da empresa no mercado em que atua.

Entendendo a inovação na organização

Muitas organizações direcionam seus esforços e suas iniciativas em inovação para produtos e serviços, possivelmente pela fácil mensuração de resultados – lucros – e não analisam a necessidade de abranger a inovação nos seus variados tipos e formas que também geram efeitos positivos.

É preciso fazer um parêntese neste ponto: quando falamos de organização estamos pensando em empresas privadas e públicas. Todavia, cabe ressaltar que nestas, o foco não é o lucro, e sim a eficiência dos serviços prestados aos cidadãos, que corrobora com a qualidade de vida da população e com o reconhecimento do gestor público.

Voltando ao nosso ponto, queremos mostrar neste trabalho que inovação vai além de somente novos produtos e serviços, pois, quando definida assim, ignora-se um grande e integrado processo que tem a função de continuamente otimizar e ambientar a criação de valor.

Esta visão, de forma tímida, começou a ser desenhada no Manual de Oslo, em 2004, quando este já cita inovação em processos, marketing e possibilidades de inovação em vários outros tipos que foram batizados, em 2013, no livro chamado “Ten Types of Innovation: The discipline of Building Breakthroughs”, de Larry Keeley, Ryan Pikkel, Brian Quinn e Helen Walters. A obra discorre sobre as possibilidades de inovação e classifica os dez tipos dela em grupos chamados Configuração, Ofertas, e Experiência.

Os consultores e professores da Escola Internacional de Negócios e Empreendedorismo Steinbeis University Berlin, Dra. Sonja Zillner e Dr. Bernhard Krusche, percorrem o mundo com workshops e palestras sobre inovação e utilizam esse livro para explicitar tais possibilidades de inovação nas organizações.

No entanto, esses consultores modificaram um pouco a classificação original dos dez tipos de inovação, incluíram uma nova classificação chamada de Ecossistema, e o tipo de inovação Serviço passou de Experiência para Ofertas.

Na figura 1 estão os dez tipos de inovação determinados por Larry Keeley e seus companheiros e a classificação determinada pelos professores da Steinbeis.

tipos de inovação
10 tipos de inovação

Como pode ser observado na figura 1, os dez tipos de inovação estão classificados em quatro grupos, que são:

  • Configuração: são tipos de inovação focados no funcionamento mais interno (íntimo) das organizações com o seu sistema de negócio;
  • Ofertas: não tipos de inovação focados no núcleo de produtos e serviços ou no conjunto de produtos e serviços ofertados pelas organizações;
  • Experiência: são focados em elementos mais voltados aos clientes da organização com o seu sistema de negócio.
  • Ecossistema: são tipos de inovação focados em geração de valor através de novos modelos de negócio e a constituição de redes de parcerias.

E o que significa cada tipo de inovação? O que ela abrange e onde atua nas organizações?

Estas questões serão elucidadas de forma sucinta a seguir, com a demonstração da importância de cada tipo de inovação e porque essa deve ir além de produtos e serviços, pois a existência de várias possibilidades de inovação cria novas possibilidades e colabora para ampliar a competitividade organizacional.

Estrutura

estrutura

Como organizar a empresa para promover e dar suporte à inovação?

O tipo de inovação Estrutura foca na maneira como as coisas são feitas, na organização dos ativos da empresa – materiais, humanos ou intangíveis – em uma forma única na criação de valor.

Custos fixos e funções corporativas podem ser melhoradas através das inovações Estruturais, incluindo tradicionais departamentos como Recursos Humanos, P&D e TI. Além disso, este tipo de inovação também ajuda a atrair talentos, criando ambientes de trabalho extremamente produtivos e promoções por desempenho.

Alguns exemplos:

  • Sistemas de incentivo
  • Padronização de ativos
  • Desenho do processo para tomada de decisão.

Deve-se tomar cuidado para não confundir os tipos de inovação Estrutura e Processos. Mesmo que sejam parecidos, a Estrutura se refere a natureza como os ativos e os talentos estão organizados. Agora, se você pensar como os ativos são utilizados atualmente na prática, possivelmente você está pensando em inovação em Processos.

Case: Whole Foods Market

As equipes são tudo para a Whole Foods. A organização é bem conhecida pela radical descentralização na gestão e cada loja é composta por times auto-organizados e autodirigidos que gerenciam departamentos com autonomia, tomando decisões sobre o estoque, organização das prateleiras, apresentação dos produtos e outros.

Cada loja é avaliada como uma linha independente e cada time dentro do estabelecimento possui claramente as metas de desempenho. As informações também são transparentes, todos sabem o que ocorre na organização e nas lojas.

Case: Southwest Airlines

A empresa, em 2011, padronizou todas as aeronaves, adotando o Boeing 737. Isso fez com que a organização reduzisse custos em manutenção, treinamentos, serviços e operação, e assim permitiu às equipes preparo para executarem os procedimentos de embarque e desembarque com maior agilidade.

No Brasil, a GOL linhas Aéreas fez isto muito antes, desde sua fundação há quatorze anos, utilizando aeronaves novas e do mesmo modelo para reduzir custos de manutenção e obter embarque e desembarque mais dinâmicos e rápidos.

Processo

processo

Como implementar processos que agregam valor?

O tipo de inovação de processo foca na eficiência do funcionamento dos processos primários para a customização das ofertas, adaptação rápida e descoberta de novos mercados.

Este tipo de inovação envolve atividades e operações que produzem as ofertas centrais da organização. Além disso requer uma mudança do “negócio atual” para fazer com que a organização construa arranjos originais na utilização de suas habilidades e gere eficiência nas funções desempenhadas, com foco na adaptação rápida e construção de uma margem de liderança no mercado.

Uma inovação em Processo deve incluir uma metodologia ou uma forma potencial que será substancialmente diferente e superior das atuais. Por exemplo: uma vez que a Manufatura Enxuta se tornou um padrão organizacional em várias indústrias, não poderá ser mais considerada uma inovação, ao menos se for realizada alguma adaptação/melhoria que proporcione eficiência incomparável e redução ou vantagens de custos, representará uma inovação em processos.

Case: Zara

A loja de roupas e acessórios Zara, mantém um sofisticado processo de confecção e entrega de roupas, isso para que os estilistas e a empresa possam reagir às tendências da moda e que os consumidores tenham a possibilidade de comprar algo antes do que outros.

A loja objetiva sempre entregar uma peça de roupa em Barcelona, Berlin ou Beirut em no máximo três semanas. Para isso, utiliza um sistema de produção eficiente e integrado desde o desenho da peça até sua distribuição, permitindo que a entrega seja rápida, como também que o estoque mínimo seja mantido.

Case: Toyota

Famosa pelo Lean Manufactory que reduziu custos e excessos, aumentou a produtividade e possui o foco de melhoria continua do processo.

Performance de Produto

performance de produto

Como desenvolver características e funcionalidades distintas?

O tipo de inovação de Performance do Produto agrega características e qualidade nas ofertas da organização para a geração de valor. Este tipo de inovação envolve um conjunto de novos produtos, atualizações e extensões dentro de uma linha de versões que adicionam valor. Alguns exemplos: simplicidade, sustentabilidade e originalidade (customização).

A inovação em Serviço está separada, como um novo tipo de inovação, porém pode ser considerada como inovação em Performance de Produto caso haja inovações que agregam novas características e/ou funcionalidades ao serviço, entregando qualidade que não podem ser encontradas nos concorrentes, tais como: rapidez, originalidade, flexibilidade.

No entanto, uma notável desvantagem deste tipo de inovação é que pode ser facilmente copiada pela concorrência e raramente proporcionam vantagens competitivas de longo prazo.

Case: Oxo Good Grips

Esssa empresa se dedica a facilitar a vida das pessoas em suas atividades domésticas, com foco na inovação através de design, funcionalidades e características dos produtos, mesmo que muitas vezes este tenha um preço superior ao dos concorrentes.

Case: Dyson

Com tecnologia e características novas, o primeiro aspirador de pó da Dyson levou 15 anos e mais de 5000 protótipos para chegar ao mercado, porém em 22 meses se tornou o produto (aspirador de pó) mais vendido no Reino Unido, justamente porque possui características, funcionalidades e qualidade que não são encontradas em outros produtos.

Sistema de Produto

sistema de produto

Como criar produtos e serviços complementares?

O tipo de inovação de Sistema de Produto está voltado em como produtos e serviços individuais podem ser conectados e empacotados para a criação de uma oferta robusta e escalável. Isto é possível através de interoperabilidade, modularidade, integração e outras formas de conexão para criação de valor entre ofertas distintas e/ou díspares.

Este tipo de inovação ajuda na construção de um ecossistema, atraindo novos consumidores, beneficiando clientes e defendendo a organização dos concorrentes.

Case: Scion

Sub-marca da Toyota, o apelo da montadora é fazer com quem os motoristas, especialmente jovens, possam dirigir carros personalizados. Com isso, criou-se um sistema de produtos através de alianças com outros fornecedores, ou seja, compra-se um carro básico e transforma-o com diversos acessórios, desde sistema de som, acessórios externos e serviços.

Case: Microsoft

Inicialmente, os softwares dentro do Pacote Office eram oferecidos individualmente, agora são comercializados juntos, dentro de um pacote integrado, com o objetivo de suprir as necessidades de negócio dos usuários como um todo.

Serviço

serviço

Como dar suporte e ampliar o valor das suas ofertas?

A inovação de Serviço assegura e aumenta a utilidade e o desempenho e demonstra o valor da oferta. Quando o cliente nota a importância do serviço, abre espaço para que a inovação seja flexível para corrigir ou melhorar sua utilização no decorrer do processo. Exemplos: melhoria na utilização de produtos, planos de manutenção, suporte ao cliente, educação e informação.

Aqui, deve-se ter o cuidado para não confundir inovação em Performance de Produto e inovação em Serviços. Se sua oferta primária (produto principal) é um serviço, características e funcionalidades serão classificadas como inovação em Performance de Produto. Inovação em Serviço consiste em adicionar suporte e melhorias para potencializar o valor das principais ofertas.

Case: Zappos

Possui um conjunto de ferramentas e formas para coletar a opinião e fazer benchmark com clientes e também serviços de varejo online. Os atendentes da Zappo são motivados a fazer qualquer coisa para superar as expectativas dos clientes e fornecer uma grande experiência aos usuários.

Case: Hyundai

Em 2009 a empresa ofereceu um programa para quem comprava um carro novo e, eventualmente, perdia o emprego, permitindo que o cliente continuasse com o carro por um ano sem pagar as prestações.

Envolvimento do Cliente

envolvimento do cliente

Como promover interações irresistíveis?

As inovações Envolvimento do Cliente são todas aquelas que tentam capturar os desejos intrínsecos dos clientes e usar este entendimento para desenvolver conexões entre eles e a empresa.

Esta classificação de inovação geralmente está inserida em  outros tipos (principalmente Marca e Serviço) e pode ser difícil de identificar. Porém, isso não é problema, o que precisa focar é no ponto de interação com clientes e como conectar e gerar satisfação de forma que as pessoas possam notar que suas vidas, através de tais experiências, tornaram-se mais especiais (memorável, realizada, etc.).

Case: Mint.com

Esse site de gerenciamento financeiro online faz algo complexo parecer simples, atualizando informações das contas dos usuários, etiquetando as categorias, identificando e salvando oportunidades e automaticamente criando orçamentos.

Canal

canal

Como fazer suas ofertas chegarem a clientes e usuários?

O tipo de inovação de Canal abrange todos as maneiras como as ofertas da organização alcançam clientes/consumidores.

Mesmo que o e-Commerce tem aumentado nos últimos anos, os canais físicos ainda são importantes, principalmente quando conseguem fazer que os clientes tenham uma experiência “imersiva”. Este tipo de inovação exercita habilidades inovadoras para criar novos formas ou complementares para trazer produtos/serviços aos clientes. Sendo o principal objetivo é garantir que os usuários possam comprar o que eles querem, quando e como, com o mínimo esforço e custo, com a máxima satisfação.

Nota-se que há sobreposição entre os tipos de inovação Canal e Cadeia de Valor. Este está relacionado na maneira como entregar a oferta e ofertar os pontos de contato para trocas, e não sobre como colocar uma oferta ao mercado.

Case: Nespresso

Objetiva utilizar uma cadeia integrada de canais para garantir que os usuários possam encontrar as cápsulas com facilidade. Os canais da empresa variam desde quiosques, lojas tradicionais, lojas próprias, internet, clubes, hotéis, empresas aéreas, televisão e outros. Utilizam também Sommelier para apresentar formas de café e etc..

Case: Nike

As lojas Niketown foram criadas para promover uma imersão aos consumidores e proporcionar experiências fantásticas, como utilizar artefatos de atletismo, jogos de basquete profissional dentro da loja e outros.

Marca

marca

Como apresentar suas ofertas e seu negócio?

O tipo de inovação de Marca ajuda a garantir que clientes reconheçam, lembram, prefiram suas ofertas ao invés dos concorrentes ou similares.

Os resultados muitas vezes são oriundos de uma estratégia cuidadosamente elaborada, implementada em muitos pontos de contato através de comunicação, propagandas, serviços interativos e outros, para cativar a atenção e o desejo dos clientes.

A Inovação de Marca não é simplesmente uma campanha de sucesso ou estratégia de marketing, é muito mais complexa que simplesmente criar uma nova marca, pois ajuda a transformar um produto commodity em ofertas altamente valiosas.

Case: Virgin

A Virgin é uma marca que nasceu de uma loja de discos e se intensificou no mundo da música, sendo agora reconhecida como um grupo internacional de investimento, isto inclui marcas em empresas de avião, entretenimento, telefonia, transportes, financeiro e outros do portfólio.

Case: Intel

A marca é reconhecida pela qualidade dos processadores.

Modelo de Negócio

modelo de negócio

Como ganhar dinheiro?

Inovação em Modelo de Negócio encontra formas para converter as ofertas e outras fontes de receita da organização em dinheiro. É necessário um entendimento profundo do que os clientes, usuários e rede de parceiros realmente valorizam e onde estará o novo retorno (porque os atuais já estão sendo explorados) ou oportunidades para fazer dinheiro.

Algumas questões chaves que devem ser feitas para a criação de um Modelo de Negócio: o que oferecer; o que cobrar; como obter retorno.

Para obter sucesso, o Modelo de Negócio – talvez mais que os outros tipos de inovação – deve estar alinhado com a estratégia e as intenções de inovação, ou seja, precisa estar alinhado com o planejamento estratégico e de inovação da organização.

Na grande parte dos setores, o modelo de negócio predominante costuma passar décadas sem ser questionado, mas existe a digitalização que poderá desencadear mudanças, encurtando este período, mesmo assim nota-se que este tipo de inovação se perpetua por mais tempo, pois existe certa dificuldade em copiá-lo.

Outro ponto fundamental está relacionado às organizações sem fins lucrativos e governo. No primeiro momento talvez não faça sentido este tipo de inovação, porém, ela poderá sustentar as iniciativas do governo e das entidades na criação de valor para seus repectivos públicos.

Case: Gillette

A Gillette inicialmente cobrava mais caro pelo cabo (suporte das lâminas ou navalha) do que pelas navalhas, ou seja, as lâminas praticamente eram de graça, mas o Modelo de Negócio era outro: fornecer o cabo e cobrar pela utilização das lâminas. Observa-se então que o Modelo de Negócio estava invertido.

Case: Hilti

A Hilti é uma indústria que fabrica equipamentos para profissionais da construção civil. A empresa criou o Hilti Tool Fleet Management, programa que pode ser acionado quando a ferramenta é danificada, perdida ou utilizada em uma agenda com as ferramentas necessárias. Com isso a Hilti repõe a ferramenta ou disponibiliza na data agendada.

Case: Next Restaurant

Os clientes compram os pratos de forma adiantada, custando mais caro quando for próximo da data desejada e também com custo maior em horários de pico. O Modelo de Negócio não verifica o quanto o cliente vai comer e sim quando ele irá visitar o restaurante e por quanto tempo.

Cadeia de Valorcadeia de valor

Como conectar-se com outros para criar valor?

O tipo de inovação Cadeia de Valor fornece a forma como as empresas podem obter vantagens de processos, tecnologias, ofertas, canais, marcas ou qualquer outro componente de negócio de outras companhias.

Este tipo de inovação significa que uma organização poderá potencializar suas ofertas aproveitando as habilidades e valores que são encontradas em outras empresas. Além disso, é uma forma de compartilhar os riscos quando desenvolve novas ofertas, como também na procura e na conquista de novos mercados. Exemplos: Open Innovation; Mercado Secundário.

A Cadeia de Valor gera novas parcerias, relacionamentos e consórcios, permitindo que a organização mantenha o foco em seus próprios pontos fortes e, ao mesmo tempo, obtenha partido das capacidades e dos ativos de outras organizações.

Case: Target

Rede de lojas americana com estratégia de preços baixos, cujas parcerias colaboraram com o sucesso da organização. A Target teve algumas parcerias em que obteve grande retorno como, por exemplo, com arquitetos, outros varejistas e designers. Estas parcerias ajudaram a rede não só a sobreviver, mas a despontar em vendas.

Case: GlaxoSmithKline (GSK)

A GSK é uma empresa de soluções terapêuticas e fez parceria com a McLaren (equipe de Fórmula 1) para trocar experiências e buscar soluções inovadoras para melhorar a performance da organização.

Case: Natura

Com uma equipe pequena de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) se comparado com o tamanho do faturamento, a Natura atingiu seu diferencial em inovação quando firmou parcerias com universidades. Foram mais de 25 universidades parceiras em 2012 espalhadas pelo mundo. Em 2008, 50% do faturamento veio de novos produtos originados do programa de Inovação Aberta (open innovation).

Conclusão

O mais importante para as organizações é a necessidade de ampliar o leque de possibilidades de inovação, pois o que está em jogo é a sobrevivência neste mundo de mudanças rápidas e de acirrada competitividade, permitindo que continue conquistando novos mercados.

Com isso, inovar é tornar a organização mais ágil, eficiente, preparada para novos modelos socioeconômicos, ou seja, estar pronta para mudar antes que seus concorrentes.

Como diz Ralph Jerome, VP of Corporate Innovation, Mars, Inc., “Inovação não é para amadores e os grandes desenvolvimentos não são acidentes”.

Antes de buscar a inovação a qualquer custo, é interessante que leia nosso artigo com algumas perguntas primárias e bases para tentar a inovação na sua empresa. Aproveite para assistir nosso webinar sobre como fazer da inovação um hábito na sua organização.

gestão da inovação

Seleção de ideias: conheça o processo para eleger apenas as melhores

Qual o objetivo da seleção de ideias?

O objetivo da seleção de ideias é, naturalmente, eleger as melhores ideias para serem desenvolvidas no portfólio de projetos inovadores. Para Alves et al. (2007), as ideias mais adequadas para a organização devem ser selecionadas, enquanto o restante pode ser retrabalhado, rejeitado ou unificado para criar novas ideias.

Tipicamente as organizações possuem a habilidade de gerar várias ideias e a entrada das novas ideias passa para pelo primeiro gate de conformidade com o alinhamento estratégico, para depois iniciar os estágios de desenvolvimento, conforme mostra a figura abaixo de McGrath (2004).

gestao de ideias
Processo inicial de seleção de ideias. Fonte: Adaptada de McGrath (2004)

Fatores para seleção de ideias

Segundo Patterson (1999), os fatores para obter sucesso no processo de seleção são:

  • Identificar os riscos existentes;
  • O processo deve ser explícito;
  • As decisões devem ser imparciais;
  • As decisões devem utilizar muito bem as informações disponíveis;
  • Os investimentos são revisados periodicamente;
  • Todos os projetos são considerados juntos, tanto os já existentes, como as ideias;
  • O portfólio é reajustado para gerar o melhor valor possível para o negócio;
  • Os projetos selecionados são sistematicamente revisados; e
  • As lições aprendidas são utilizadas para melhorar o processo de seleção.

Um efetivo processo para seleção de ideias deve ser explícito e seguir uma direção traçada e elaborada pela organização na consideração das ideias. Os critérios para seleção das ideias são entendidos não somente pela liderança da equipe do portfólio de inovação, mas por todos aqueles que propuseram ideias inovadoras. Sendo o processo de seleção explícito, significa que nenhum projeto irá ser lançado no mercado sem passar por bem sucedidas revisões (PATTERSON, 1999).

Teste de maturidade em inovação

Crie um processo formal

Um dos propósitos de um processo formal de seleção de ideias é garantir que o retorno para o negócio venha progressivamente com o avanço do portfólio de projetos inovadores. Quando as novas propostas são consideradas, elas devem ser comparadas com outras alternativas, em uma sequência, e com outros projetos que estão em andamento. Como recursos são inevitavelmente limitados, é preciso esperar por posteriores liberações e fazer a alocação necessária

Outro propósito do processo de seleção de ideias é criar um considerável equilíbrio com os atuais projetos. Cada organização deve decidir quais dimensões são importantes para balancear o portfólio de inovação. O esforço é conseguir um equilíbrio entre projetos de inovação incremental e radical (PATTERSON; 1999).

Provavelmente a etapa mais difícil do gerenciamento de portfólio de inovação cessou quando da finalização da seleção de ideias. Essa fase é difícil porque as incertezas e as ambiguidades são grandes, conforme discorrem Brun, Saetre e Gjelsvik (2009), pois o processo é delicado e qualquer erro pode desprezar uma grande ideia em detrimento de outra não tão relevante.

Outro fator delicado é manter os idealizadores motivados a continuarem o processo de prover a organização com suas ideias, pois eles devem receber os devidos estímulos para aprimorar a criatividade e visualizar novas soluções e melhorias para a organização.

Se você deseja ter ideias novas, sugerimos que leia nosso artigo sobre a técnica do Brainstorming e, em seguida, assistir nosso webinar sobre Processos de Inovação: como transformar grandes ideias em resultados.

Processos de Inovação: como transformar grandes ideias em resultados

Critérios para seleção de ideias no processo de inovação

No processo de inovação existem vários desafios que as organizações precisam superar. Além de gerar ideias adequadas e consistentes, alinhadas aos objetivos estratégicos, é necessário possuir um conjunto de critérios muito bem definidos para as ideais não serem analisadas por sentimentos, sensibilidade ou percepção das pessoas.

Os critérios podem ser implícitos, explícitos ou alguma combinação de ambos. O uso de critérios implícitos ocorre quando as ideias são avaliadas em suas potencialidades de inovação sem formalmente explicitar os critérios usados, neste caso é usualmente previsível em organizações com processo de inovação imaturo. Já os critérios explícitos são formalizados e todos estão de acordo com os padrões que serão utilizados para avaliar as ideias.

Como avaliar os critérios no processo de inovação?

Os critérios podem ser divididos entre gerais ou específicos. Gerais são os critérios aplicados na maioria das tomadas de decisão e tipicamente envolvem recursos como tempo, pessoas, materiais e dinheiro. Já os critérios específicos estão relacionados diretamente à natureza das alternativas disponíveis para determinados casos.

Para muitos autores, entre eles Robert Cooper, uma das variáveis estratégicas importantes utilizadas como critério para o modelo de seleção e priorização de ideias inovadoras, principalmente nas organizações em que o foco é um novo produto ou serviço, é a atratividade do mercado. Segundo o autor, este critério poderá ser dividido em duas dimensões:

  • Potencial do mercado: verifica-se se o ambiente mercadológico é positivo, onde existe uma grande quantidade de clientes requisitando o produto;
  • Competitividade: caracteriza-se pela intensa competição, em que os competidores se destacam pela alta qualidade dos produtos, margens de lucro restritas, canais de venda definidos. Aqui, o sucesso de um lançamento correrá maior risco.

Já para Patterson (1999), o conjunto de critérios deve ser estabelecido baseando-se no tipo de negócio que a organização atua, sempre levando em consideração as experiências passadas para fazer o melhor julgamento.

Teste de maturidade em inovação

Critérios para seleção de ideias

Os detalhes específicos podem ser um pouco diferentes para cada negócio, ou se a ideia está relacionada à inovação de serviços, conforme Baier, Graefe e Roemer (2008), poder-se-á incluir elementos em comum. Abaixo se apresenta uma lista de características que devem ser analisadas na construção dos critérios do processo de seleção das ideias:

  1. A ideia deve criar um alto retorno em faturamento e lucratividade. Um padrão explícito de desempenho deve ser encontrado.
  2. A ideia precisa estar alinhada com os direcionamentos estratégicos.
  3. A ideia deve possuir capacidade para impulsionar a estratégia organizacional.
  4. A ideia reflete o entendimento dos clientes e suas necessidades.
  5. A ideia reflete o entendimento dos competidores e seus produtos.
  6. A ideia criará substancial vantagem competitiva.
  7. Os riscos da proposta estão bem estimados e existe um plano de contingência.
  8. A ideia reflete um entendimento das restrições aplicadas por agências regulatórias, leis e outros.
  9. Os problemas de marketing e distribuição são levados em conta. Uma abordagem viável está incluída na proposta.
  10. A ideia irá gerar exclusividade de conceito e a organização poderá obter retornos.
  11. Probabilidade de viabilidade técnica.
  12. Probabilidade de sucesso comercial.
  13. A ideia é apoiada pela gerência superior.
  14. A ideia tem o apoio de pessoas chaves da organização.

Frequentemente algumas ideias são selecionadas sem que exista consciência de quais são os critérios e como estes devem ser utilizados na seleção. Para aumentar a probabilidade da escolha de soluções de alta qualidade, todos os envolvidos no processo de decisão devem estar cientes dos critérios e como utilizá-los (VANGUNDY, 2007).

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