Matriz de rastreabilidade de requisitos: gerenciando e controlando mudanças no escopo do projeto

Matriz de rastreabilidade

Um dos benefícios mais importantes de qualquer iniciativa de gerenciamento de requisitos dentro de uma metodologia para gestão de projetos está no gerenciamento e controle de mudanças no escopo desses projetos.

Com mecanismos eficazes para elicitar, documentar e controlar nossos requisitos, conseguimos garantir que temos um retrato adequado do escopo do nosso projeto no seu início e que conseguiremos acompanhar a evolução desse escopo de forma adequada.

Uma das ferramentas de que dispomos para nos auxiliar nesse acompanhamento é a matriz de rastreabilidade.

A matriz de rastreabilidade aplicada ao gerenciamento de requisitos

Antes de tratarmos da matriz de rastreabilidade propriamente dita, precisamos definir claramente o que entendemos por rastreabilidade. Segundo o dicionário, a palavra rastrear significa “seguir o rastro ou pegada de”.

Aplicada ao gerenciamento de requisitos, significa registrar e manter o relacionamento entre os objetos que estamos gerenciando. Podemos manter a rastreabilidade entre requisitos e objetivos de negócio, por exemplo, para procurar saber especificamente qual objetivo de negócio cada requisito contribui para atender.

O BABOK v2 (Business Analysis Body of Knowledge) recomenda o gerenciamento da rastreabilidade dos requisitos como uma das tarefas da área de conhecimento “Gerenciamento e Comunicação dos Requisitos”. O seu objetivo, ainda segundo o BABOK, é “criar e manter relacionamentos entre objetivos de negócios, requisitos, outros entregáveis da equipe, e componentes da solução para apoiar a análise de negócios e outras atividades”.

A matriz de rastreabilidade surge então como uma ferramenta para facilitar a visualização dos relacionamento entre requisitos e outros artefatos ou objetos.

Tipos de matriz de rastreatiblidade

É possível gerar matrizes de vários tipos. Pressman sugere algumas no seu “Software Engineering” (ele usa o nome tabela e não matriz, mas o resultado é o mesmo):

  • Matriz de rastreabilidade entre funcionalidades: Mostra o relacionamento entre partes do sistema visíveis aos clientes/usuários.
  • Matriz de rastreabilidade de fontes: Permite identificar a fonte, isto é, a origem de cada requisito.
  • Matriz de rastreabilidade de dependências: Essa é a forma mais comum da matriz, e identifica os relacionamentos entre os requisitos. Por ser a mais comum, quando dizemos apenas “matriz de rastreabilidade” geralmente estamos nos referindo à matriz de rastreabilidade de dependências.
  • Matriz de rastreabilidade de subsistemas: Relaciona os requisitos pelos subsistemas a que estão relacionados.
  • Matriz de rastreabilidade de interfaces: Identifica como os requisitos se relacionam com as interfaces internas e externas do sistema.
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Modelos de Matriz de Rastreabilidade

Qualquer que seja o tipo de matriz, ela sempre segue o mesmo modelo. Basicamente, coloca-se os objetos sendo rastreados nos eixos de uma tabela e marca-se os pontos de intersecção. No caso mais comum, da matriz de rastreabilidade entre requisitos ou de dependências, repete-se os requisitos nos eixos horizontal e vertical.

Exemplo matriz de rastreabilidade

É possível manter a matriz de rastreabilidade manualmente em uma planilha, mas é fácil perceber como isso rapidamente se torna inviável para sistemas um pouco mais complexos. Nesses casos, muitas ferramentas de software para gerenciamento de requisitos montam as matrizes automaticamente e as mantém atualizadas conforme atualizamos o banco de requisitos.

Imagine agora que na metade do desenvolvimento do seu projeto você recebe uma solicitação de mudança que envolve alterar um determinado requisito. Sem uma matriz de rastreabilidade, você pode não perceber todo o impacto dessa mudança no seu sistema e acabar tomando decisões equivocadas por não poder realizar uma análise de impacto completa e confiável.

Com a matriz, facilmente conseguimos identificar quantos e quais requisitos são afetados por qualquer alteração no sistema, e assim tornamos nossa avaliação de impacto muito mais eficaz.

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