Modelos de gestão: conheça 7 tipos e saiba qual escolher

Modelos de gestão

Este conteúdo foi produzido por Aevo

Modelos de gestão permitem que uma organização tenha direcionamentos bem definidos na tomada de decisões. Quando ele é apresentado de forma clara, gestores e colaboradores sabem o que esperar uns dos outros, impulsionando a comunicação e a eficiência do negócio.

Nesse artigo, você conhecerá sete modelos de gestão, com as vantagens e desvantagens de cada um, podendo avaliar qual deles trará os melhores resultados em cada situação enfrentada pela sua empresa.

O que é um modelo de gestão e por que ele é importante?

Os modelos de gestão são conjuntos de princípios que orientam a forma como informações, responsabilidades e lideranças devem ser distribuídos numa organização.

Uma companhia pode mesclar várias diretrizes, mas ela quase sempre terá um modelo de gestão como base de sua cultura organizacional, algo que podemos chamar de “alma da empresa”.

Definir um modelo permite que o negócio mantenha suas atividades cotidianas, ao mesmo tempo em que dá espaço para o surgimento dos projetos de inovação, sem que os avanços numa área possam atrapalhar os processos na outra.

Mantendo esse equilíbrio, a empresa estará pronta para adotar a gestão de inovação, transformando seu modelo de gestão num recurso que não apenas permitirá manter, como impulsionará o crescimento constante dos resultados.

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Como escolher o modelo de gestão ideal para minha empresa?

É difícil apontar o “modelo ideal” sem conhecer a realidade específica da empresa, sua cultura, colaboradores, e até mesmo a situação pela qual está passando.

Momentos como uma crise, a chegada de um grande cliente ou o lançamento de um novo produto podem exigir modelos de gestão diferentes, e adaptar-se é a chave para sobreviver e prosperar nos mais diversos cenários.

Uma consultoria de gestão pode fazer a diferença, identificando claramente as necessidades da empresa e qual modelo seria mais ajustado.

Além disso, embora os modelos de gestão sejam apresentados de forma isolada, não é necessário encaixar-se num deles. Diversos departamentos ou iniciativas podem utilizar diferentes modelos, ou combinar os princípios de opções variadas, por exemplo.

Quais são os modelos de gestão mais conhecidos?

1. Gestão vertical/autoritária

Modelo em que as decisões e informações seguem uma ordem hierárquica, de cima para baixo, a gestão vertical é certamente a mais conhecida do grupo.

A individualização das responsabilidades pode ser um ponto forte quando os gestores têm muita experiência na área, direcionando as ações dos colaboradores.

O desafio é a falta de voz para o time, que pode se sentir desvalorizado. Pessoas que gostam de saber qual é sua parte no todo e entender os motivos para agir de certa forma podem se tornar menos produtivas.

Bons líderes, com carisma para motivar a equipe e inteligência emocional para não abusar de sua posição, possuem um papel determinante no modelo de gestão vertical.

2. Gestão horizontal/democrática

Indo na direção oposta, a gestão horizontal é marcada pela participação dos colaboradores na tomada de decisão, favorecendo o engajamento e o intraempreendedorismo no ambiente de trabalho.

É um modelo de gestão poderoso quando todos na equipe são bem capacitados e dominam suas funções, podendo contribuir com insights que a gerência talvez não pudesse ver “de fora”.

Os problemas, aqui, costumam ser os conflitos e a falta de objetividade. Se a equipe está passando mais tempo na sala de reuniões do que em seus postos de trabalho, é hora de adotar processos capazes de acelerar as decisões.

3. Gestão meritocrática

Nesse modelo de gestão, o resultado individual é valorizado, permitindo que os colaboradores avancem e assumam novas posições conforme o seu desempenho.

Ele tem destaque quando precisamos organizar times bem capacitados, onde os membros possuem habilidades e funções semelhantes. Equipes de venda são um exemplo conhecido, com recompensas na forma de comissões.

O desafio é manter a competitividade num limite saudável, promovendo ajustes quando um colaborador demonstra prejudicar seus próprios colegas ou assumir o mérito de uma conquista que não foi sua, por exemplo.

4. Gestão por resultados

Dedicada à adaptabilidade e aos retornos rápidos, a gestão por resultados costuma ser usada em startups, que precisam testar hipóteses numa grande velocidade, e por organizações que lutam para se recuperar de uma perda.

Nesses casos, as preocupações com o futuro de longo prazo precisam dar lugar ao imediato. A vantagem é manter-se relevante em situações de pressão, como nos exemplos acima. O desafio é garantir que estas ações não criem problemas ainda maiores.

5. Gestão por processos

Baseado na construção de diretrizes bem definidas, o modelo de gestão por processos tem um grande foco na eliminação das imperfeições, utilizando filosofias de aprimoramento constante como o Kaizen.

Seu ponto forte é a estabilidade obtida ao longo dos anos, através de métodos cada vez mais aperfeiçoados, que podem ser aplicados por novos colaboradores sem uma queda na qualidade.

Organizações que aplicam a gestão por processos devem estar atentas para impedir que o perfeccionismo se torne um obstáculo. O planejamento é fundamental, mas não deve custar meses até que algo finalmente seja testado. Foque em promover ajustes enquanto percorre o caminho.

6. Gestão cadeia de valor

Com foco nos interesses e movimentos do mercado, a cadeia de valor exige intensa pesquisa e uma estratégia que possa ser atualizada constantemente.

É um modelo de gestão comum nos segmentos com avanços tecnológicos constantes, onde cada lançamento gera uma nova reação dos consumidores. Empresas mais tradicionais também costumam adotá-lo em setores de interação com o público, como atendimento e marketing.

O maior desafio é a construção de uma equipe que seja, ao mesmo tempo, bem qualificada e dinâmica. Quando ele é superado, a cadeia de valor permite estabelecer uma organização extremamente competitiva, capaz de satisfazer ou antecipar o que o mercado espera dela.

7. Gestão à vista

No modelo de gestão à vista, o máximo de informações relevantes é compartilhado entre os colaboradores, utilizando plataformas visíveis como quadros ou softwares de organização.

A ideia é garantir um feedback de curto prazo, o que pode aumentar a produtividade e concentração da equipe. Para isso, é importante que eles tenham alguma noção de controle sobre os dados expostos, sabendo que poderão modificá-los através de seus esforços.

A gestão à vista costuma ser utilizada em conjunto com outras metodologias, sobretudo as gestões horizontal, meritocrática, por resultados e por processos.

Conclusão

Encontrar e manter a gestão adequada é um desafio permanente, exigindo um equilíbrio entre as habilidades e personalidades dos vários colaboradores na organização.

Você pode amenizar esse problema levando a visão da melhoria contínua para o modo como a empresa é gerida, promovendo ajustes constantes para se aproximar do modelo ideal, ao invés de forçar uma teoria que não se encaixa na sua realidade.

Dessa forma, será possível alcançar resultados internos e externos cada vez mais favoráveis, com um negócio capaz de resistir às mudanças e crescer na adversidade!

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